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Eu queria entender basicamente qual a lógica por trás dos objetos das classes que usam o operador new por exemplo, tenho o seguinte programa em linguagem D:

import std.stdio;

class Hello
{
 public this(){} //construtor

 public void print()
 {
  writeln("Hello World");
 }
}

void main()
{
  Hello h = new Hello();
  h.print();
}

Em C++

#include <iostream>

class Hello
{
  public:
  Hello(){} //construtor

 void print()
 {
   std::cout<<"Hello World";
 }
}

void main()
{
  Hello *h = new Hello();
  h->print();
}

Como é funciona essa alocação de ponteiro do objeto na linguagem para que o programador faça h.print() e não h->print()?

O compilador gera código a mais por trás e faz alocação ou o desenvolvedor da linguagem define essa forma de trabalhar na própria linguagem?

Teria como simular isso em C++ fazendo assim?

Hello h = new Hello();
h.print();

ao invés de:

Hello *h = new Hello();
h->print();
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Começo por indicar que:

ponteiro->metodo();

Corresponde a

(*ponteiro).metodo();

E é o que se costuma de chamar syntactic sugar, ou seja, uma forma mais conveniente de o programador fazer o mesmo.

Analisando a instrução, vemos que se está a obter o valor apontado pelo ponteiro com o * e sobre esse valor aceder ao metodo.

Significa que o exemplo que apresentou poderia também ser escrito assim:

Hello *h = new Hello();
(*h).print();

No entanto seria bem menos pratico.

Operador new

O operador new em C++ devolve sempre o endereço de memória onde foi colocado o objeto pelo alocador de memória. Este é equivalente ao malloc em C.

E por isso sempre se vê código que guarda o resultado do new num ponteiro, tal como o que apresentou:

Hello *h = new Hello();
h->print();

Mas não é obrigatório. Poderia guardar apenas valor apontado pelo ponteiro recebido, assim:

Hello h = *(new Hello()); //atente no * para obter o objeto que o ponteiro aponta
h.print();

Mas acaba por não simplificar propriamente a utilização e irá dificultar mais à frente quando necessitar de passar o ponteiro para o objeto noutras funções

  • Muito interessante tenho que tomar vergonha na cara e meter a fuça aprende ponteiro,alocação, realocação e gerenciamento de memória.. – dark777 15/09/17 às 19:11
  • Mas como assim "irá dificultar mais à frente quando necessitar de passar o ponteiro para o objeto noutras funções" se eu entendi bem vc esta querendo dizer que dificultaria o uso deste ponteiro para criar um novo objeto é isso? – dark777 15/09/17 às 19:30
  • @dark777 Refiro-me a situações em que as funções estão à espera de ponteiros e você tendo objetos voltar a ir buscar o endereço para poder chamar a função. Estou basicamente a falar a nível de sintaxe. Mas em todos os códigos que vemos em C++ é sempre usado o new e guardardo o valor num ponteiro, é o que é considerado de boas praticas – Isac 15/09/17 às 21:02
  • entendi criei este tópico sobre a duvida pra entender se tal façanha era possivel e se fosse como ele trabalharia por tras se fazia somente alocação ou realocação de memória ou se ele dava retorno de *this dentro de algum tipo de construtor para tal mas ja me elucidou bem a duvida... Obrigado pelos feedbacks .... – dark777 15/09/17 às 21:46
  • @dark777 Sem problema. É sempre importante perceber e aprofundar bem a parte de ponteiros e memoria pois é vital no C/C++. Bons estudos. – Isac 15/09/17 às 21:47
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Existe uma enorme diferença entre C++ e D. D cria classes sempre por referência e aloca no heap gerenciado. Em C++ uma classe é apenas uma estrutura (struct) cujos membros são privados por padrão, mas nada. Se deseja alocar no heap não gerenciado deve usar o new para dizer isto ao compilador. Em D é só para deixar legível que é sua intenção mesmo.

Po outro lado em C++ moderno é raro usar esta forma, hoje costuma-se usar memória semi-gerenciada com ponteiros inteligentes.

Em geral compiladores geram códigos "a mais" o tempo todo, é uma de suas principais funções.

A alocação é feita pelo operador new e para aí. Internamente o operador provavelmente usa a função malloc(), mas não necessariamente. É possível definir na classe seu próprio operador new.

C++ gosta de ser explícito quanto à forma de acesso ao objeto ao passo que D não se importa com isto, então tentar usar o operador de ponto no lugar da seta é gambiarra e não idiomático em C++.

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