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Atualmente estou desenvolvendo um projeto que utilizo JSF, JPA, CDI e EJB. Li em diversos locais onde afirmaram que Tomcat (Servlet Container) não possui suporte a estas tecnologias, porém atualmente estou usando o Tomcat e faço uso de todas estas tecnologias através da importação pelo Maven.

O benefício do Application Server é somente que ele já trás estas dependências pré-configuradas dentro dele? Ou existe algo a mais? Qual a vantagem que eu poderia ter ao trocar para um Application Server atualmente, visto que já possuo minhas dependências supridas através do Maven?

Outra dúvida relacionada ao EJB. Eu utilizo somente o @Stateless até o momento. Para injeção estou utilizando @Inject no lugar de @EJB, com isso estou utilizando EJB, certo? Ou estou confundindo alguma coisa?

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    Primeiro, há duas perguntas diferentes aqui. A primeira é que servidor de aplicação é que nem time de futebol, cada um tem a sua preferência. Além disso, os diversos servidores de aplicação são bem diferentes entre si (Tomcat, Jetty, Glassfish, Wildfly, Websphere, etc), então tem várias opções diferentes para vários gostos diferentes. Quanto a segunda parte da sua pergunta, acho que isso deve esclarecer: stackoverflow.com/q/4684112/540552 – Victor Stafusa 11/09/17 às 19:05
  • Agradeço a sua resposta. Eu entendo que existem diversos Application Servers diferentes, porém o conceito de Application Server é geral. É uma ferramenta completa que fornece o suporte para todos os frameworks que citei. A questão é que eu consigo utilizar todos eles no meu Servlet Container (Tomcat 8), que segundo muitos posts que vi pela internet, não suporta tais tecnologias, limitando-se somente ao JSP/Servlet. Por isso minha dúvida. O "suporte" fornecido pelo Application Server é somente trazer consigo as dependências que eu tive que importar pelo Maven? – Thiago 11/09/17 às 20:16
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EJB é uma tecnologia para o desenvolvimento de aplicações distribuídas. Os diferentes servidores de aplicação efetuam a distribuição de forma diferente. O EJB, o CDI, o JSP e o JSF são apenas especificações, e as implementações específicas de cada container variam bastante. Todos eles têm extensões proprietárias não portáveis.

Esses servidores de aplicação implementam EJB, JSP, Servlets, CDI e outras coisas, mas o fazem de formas diferentes. Até mesmo no JSP, cada container o compila de um jeito diferente. Eles também são configurados e administrados de formas bem diferentes e incompatíveis entre si.

Simplesmente juntar um monte de dependências com o Maven em um servidor de aplicação qualquer não funciona porque cada servidor têm as suas dependências específicas e incompatíveis com os demais. Nesse caso, você precisa colocar as dependências compatíveis com o servidor de aplicação no caso. Porém para isso, você não precisa do Maven, porque essas dependências já estão lá.

Por exemplo, o Wildfly utiliza o Weld para prover o CDI. Se você tentar usar o Weld para isso no Glassfish ou no Tomcat, ele vai falhar terrivelmente.

O Tomcat e o Jetty não são servidores EJB, implementam apenas a parte do Servlet e JSP. Entretanto, é possível utilizar o OpenEJB como dependência Maven para adicionar o EJB ao Tomcat (e acredito que no Jetty também, mas não tenho certeza). Nos demais servidores de aplicação, isso não faria sentido e provavelmente nem funcionaria porque eles já tem as suas próprias implementações de EJB/CDI/etc.

Além disso, o Jetty por exemplo, tem uma implementação própria de websockets não portável para outros servidores de aplicação. O pacote de COMET do Glassfish não roda em nenhum outro servidor de aplicação que não o Glassfish.

O Jersey é a implementação do JAX-RS para o Glassfish enquanto que o RestEasy é a do Wildfly. Além de serem implementações do JAX-RS, também são extensões dele. Ou seja, há coisas que existem no RestEasy que não existem no Jersey e vice-versa. Tentar usar o RestEasy no Glassfish ou o Jersey no Wildfly vai resultar em erros na implantação. Adicionar algum pacote qualquer no classpath ao usar o Maven não vai resolver o problema.

Outra diferença forte entre os servidores de aplicação concerne no uso de MDBs. Há diferentes ferramentas que implementam as filas de mensagerias dos MDBs, e essas ferramentas frequentemente são acopladas a servidores de aplicação específicos.

Ou seja, todos os servidores de aplicação têm recursos exclusivos que não tem como ser adicionados aos demais por meio do maven (ou qualquer outr coisa que os coloque no classpath) por serem fortemente amarrados a detalhes internos do servidor de aplicação que o disponibiliza.

E essa é a armadilha dos servidores de aplicação. A ideia do "Write Once, Run Everywhere" e da portabilidade são apenas meias-verdades. O fato é que nos servidores de aplicação, o código é portável enquanto manter-se rigorosamente dentro do padrão, mas todos eles têm bibliotecas, configurações e mecanismos específicos e exclusivos de cada servidor de aplicação que vão dificultar a sua vida caso queira fazer uma migração ou adicionar dependências que tentem extender as capacidades do servidor de aplicação.


Quanto ao @Inject no lugar de @EJB é porque o CDI é mais novo que o EJB. O EJB tem um mecanismo de injeção de dependência que permite injetar EJBs (anotados com @Stateless, @Stateful ou @Singleton) em locais anotados com @EJB (há outras anotações para injetar outras coisas, tal como @Resource e @PersistenceContext).

Quando o CDI foi concebido, a anotação para a injeção de dependências criada foi o @Inject. Para ter interoperabilidade com o EJB, o CDI também reconhece o @EJB.

  • Entendi a parte do Inject e EJB, muito obrigado! Em relação a parte do servidor de aplicação, então caso eu quisesse mudar do atual Tomcat 8 para o Glassfish por exemplo, minhas vantagens seriam basicamente retirar algumas coisas do meu Maven e utilizar alguns recursos a mais (como o que você falou do MDB), visto que já consigo utilizar CDI, JSF, etc? Para esclarecer mais uma coisa, atualmente eu consigo utilizar o Stateless sem ter feito a importação do OpenEJB, isso quer dizer que o Tomcat já possui essa dependência? Ou "utilizar EJB" seria algum outro recurso que não senti falta ainda? – Thiago 11/09/17 às 21:39
  • @Thiago Não. As vantagens não são retirar algumas coisas do maven. O Glassfish tem recursos exclusivos que não podem ser adicionados no Glassfish por meio do maven. Cada um dos demais também tem recursos exclusivos. O Tomcat não tem essa dependência com o OpenEJB. Pelo contrário, a ideia dele é ser um container que seja mais leve justamente por não ter o EJB. – Victor Stafusa 13/09/17 às 14:02
  • Certo. Muito obrigado pelas respostas! – Thiago 13/09/17 às 21:35

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