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Em C este operador é usado em variáveis do tipo ponteiros, mas em Python não sei qual a maneira, e qual o motivo para se usar, portanto qual o significado do operador (*) na linguagem Python?

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Assim como C, esse operador é usado para multiplicação. Ele pode até ser usado para multiplicar uma string por um número.

Em C o símbolo também é usado como operador para pegar o valor indicado por um ponteiro e serve também para declarar tipos que sejam ponteiros. Python não tem ponteiros (aparentes), portando nem há alternativa.

Python o usa como sintaxe especial, e não operador, em parâmetro para indicar que aquele parâmetro pode receber uma quantidade indefinida de argumentos. Isso é semelhante ao que o C usa para a função printf(), por exemplo (pode ser visto aqui).

Entenda a diferença entre parâmetro e argumento.

Note que só pode existir um único parâmetro declarado assim e ele precisa ser o último posicional declarado na função. Parâmetros nominais podem vir em qualquer ordem, inclusive os descritos abaixo.

Existe também o ** onde pode pegar os nomes dos argumentos (se for passado nominalmente) e com os nomes é possível pegar seus valores já que os nomes são organizados em um dicionário.

Exemplo:

def funcao(*parametros):
    for parametro in parametros:
        print(parametro)

def funcao2(**parametros):
    for parametro in parametros:
        print(parametro)

funcao(1, 2, 3, 4, 5)
print()
funcao2(a = 2, b = 3)

Veja funcionando no ideone.

  • 2
    Ele não precisa ser o último parâmetro declarado, mas o último em uma lista de positional arguments. Aliás, ele pode ser o primeiro parâmetro seguido de vários keyword arguments. – ppalacios 3/11/16 às 18:10
  • @PabloPalácios é mesmo? Acho que é a única linguagem que aceita isso, é pedir para dar problema. – Maniero 3/11/16 às 18:13
  • 1
    Não é não ;), aliás, te permite sobrescrever assinatura de métodos de maneira segura, sem que o usuário (do seu framework) se confunda com a assinatura sobrescrita e a assinatura original. Exemplos de assinaturas válidas em Python: (*args, **kw), (*args, a=100, **kw), (*, a=None), etc... – ppalacios 3/11/16 às 18:21
  • Eu não vou conseguir achar agora, mas já li os argumentos que outras linguagens usaram para não permitir isso. Mas se funciona assim, ok, está anotado para quem for usar, o crédito é seu. – Maniero 3/11/16 às 18:23
  • Aí você mostra para o Guido, não tenho nada a ver com essa história :p – ppalacios 3/11/16 às 18:26
5

Splat

Falei disso numa outra questão sobre PHP. É um operador que supõe que você passará para o método ou atribuição uma lista de parâmetros.

Por exemplo:

def funcao1(a, b=None, c=None):
    print(a, b, c)

>>> funcao1([1, 2, 3])
[1, 2, 3] None None
>>> funcao1(*[1, 2, 3])
1 2 3

def funcao2(*a):
    print(a)

>>> funcao2([1, 2, 3])
([1, 2, 3],)
>>> funcao2(*[1, 2, 3])
(1, 2, 3)

Ou ainda:

>>> um, dois, *outros = [1, 2, 3, 4, 5]
>>> um
1
>>> dois
2
>>> outros
[3, 4, 5]

Nestes casos, como em outras linguagens, o argumento que define um splat deve ser sempre o último numa lista de argumentos de uma função ou numa lista de atribuições.

  • 3
    Deve ser o último em uma lista de positional arguments. – ppalacios 3/11/16 às 18:16

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