5

Antes que se levantem questões ou críticas, sobre não ser possível fazer isto, pelo simples facto de os métodos estáticos não terem acesso às variáveis e métodos públicos, privados e protegidos, por serem acessíveis mesmo sem uma instância da classe, digo apenas que, isto eu já sei.

Acontece que de momento já me começa a incomodar um bocado o simples facto de ter sempre que instanciar uma nova classe usando a "keyword" new à toda hora, porque às vezes sou forçado a funcionar assim.

Vejamos, neste por exemplo:

<?php

class Teste {
    const EU = "<b>Disse ele:</b>\n";

    public function eu(){
        return self::EU . $this->ele();
    }
    private function ele(){
        return 'Pertenço a 3º pessoa';
    }
}

$teste = new Teste();
print $teste->eu();

?>

O primeiro método é apenas publico, e possui acesso tanto às propriedades e métodos públicos, privados, e protegidos da classe, sem quaisquer problemas.

À seguir temos isto:

class Teste1 {
    const EU = "<b>Disse ele:</b>\n";

    public static function eu(){
        return self::EU . $this->ele();
    }
    private function ele(){
        return 'Pertenço à 3º pessoa';
    }
}

print Teste1::eu();

O que isto vai retornar já é óbvio:

Fatal error: Using $this when not in object context in ...

Fazendo isto:

<?php

class Teste1 {
    static $instance;
    const EU = "<b>Disse ele:</b>\n";

    public static function get(){
        if(empty(self::$instance)):
            self::$instance = new Teste1();
        endif;
            return self::$instance; 
    }

    public static function eu(){
        return self::EU . self::$instance->ele();
    }
    private function ele(){
        return 'Pertenço à 3º pessoa';
    }
}

print Teste1::get()->eu();

?>

Pode-se contornar a situação, ou seja, não é propriamente contornar, uma vez que se cria uma instância utilizando a "keyword" new, mas funciona, e automatiza o resto. Os exemplos que acabei de passar talvez não expliquem ao certo o porque da minha necessidade em evitar usar o new, mas talvez estes dois exemplos aqui expliquem.

A única razão que me faz querer isto, é que nas minhas classes, nem todos os métodos são/devem ser acessíveis mesmo com uma instância dessa classe, por serem apenas métodos complementares/articulações à métodos estáticos que vou criando, sendo que numa classe com cerca de 10 métodos, apenas 3 deles são acessíveis, e o tipo de acesso que pretendo para esta média de 3 métodos, é acesso direto, sem qualquer instância prévia.

1º Exemplo - O esperado:

<?php

class Hash {

    static $hash;
    const COST = "$2y$10$";

    public static function hash_create($password){
        return crypt($password, $this->salt(self::COST)); # <--- $this
    }
    public static function hash_verify($password, $db_hash){
        $hash = crypt($password, $db_hash);
        return $this->are_equal($hash, $db_hash); # <--- $this
    }

    // métodos projectados apenas para uso interno
    private function random(){
        return md5(uniqid(), true);
    }
    private function fix_random($random){
        $encode = base64_encode($random);
        return str_replace("+", ".", $encode);
    }
    private function half_salt($size=null){
        $size = empty($size) ? 22 : $size;
        return substr($this->fix_random($this->random()), 0, $size);
    }
    private function salt($cost){
        return $cost.$this->half_salt();
    }
    private function are_equal($x, $y){
        if($x === $y):
            return true;
        else:
            return false;
        endif;      
    }

}

##   3º Método - PRETENDIDO (nada será executado)  ##

print Hash::hash_create('password');

print "<br/>";

$db_hash = Hash::hash_create('password');
var_dump(Hash::hash_verify('password', $db_hash)); # (null);


?>

2º Exemplo - A trilha (forçado):

<?php

class Hash {

    static $hash;
    const COST = "$2y$10$";

    # 1º notação
    public function create($password){
        return crypt($password, $this->salt(self::COST));
    }
    public function verify($password, $db_hash){
        $hash = crypt($password, $db_hash);
        return $this->are_equal($hash, $db_hash);
    }

    // métodos projectados apenas para uso interno
    private function random(){
        return md5(uniqid(), true);
    }
    private function fix_random($random){
        $encode = base64_encode($random);
        return str_replace("+", ".", $encode);
    }
    private function half_salt($size=null){
        $size = empty($size) ? 22 : $size;
        return substr($this->fix_random($this->random()), 0, $size);
    }
    private function salt($cost){
        return $cost.$this->half_salt();
    }
    private function are_equal($x, $y){
        if($x === $y):
            return true;
        else:
            return false;
        endif;      
    }

}

##   1º Método - NORMAL  ##
$hash = new Hash(); # <---
print $hash->create('password');

print "<br/>";

$db_hash = $hash->create('password');
var_dump($hash->verify('password', $db_hash)); # (true);


?>

Este acima, apesar de funcionar, faz exatamente aquilo que eu quero evitar, ainda assim é o caminho certo.

3º Exemplo - HACK (A solução que encontrei)

<?php

class Hash {

    static $hash;
    const COST = "$2y$10$";

    public static function instance(){
        if(empty(self::$hash)){
            self::$hash = $self = new Hash();
        }
        return self::$hash;
    }

    # 2º notação
    public static function hash_create($password){
        return crypt($password, self::$hash->salt(self::COST));
    }

    public static function hash_verify($password, $db_hash){
        $hash = crypt($password, $db_hash);
        return self::$hash->are_equal($hash, $db_hash);
    }

    // métodos projectados apenas para uso interno
    private function random(){
        return md5(uniqid(), true);
    }
    private function fix_random($random){
        $encode = base64_encode($random);
        return str_replace("+", ".", $encode);
    }
    private function half_salt($size=null){
        $size = empty($size) ? 22 : $size;
        return substr($this->fix_random($this->random()), 0, $size);
    }
    private function salt($cost){
        return $cost.$this->half_salt();
    }
    private function are_equal($x, $y){
        if($x === $y):
            return true;
        else:
            return false;
        endif;      
    }

}

##   2º Método - HACK  ##

print Hash::instance()->hash_create('password');

print "<br/>";

$db_hash = Hash::hash_create('password');
var_dump(Hash::hash_verify('password', $db_hash)); # (true);


?>

Apesar de funcionar, e basicamente dar-me o que eu quero, hacks não são propriamente o meu forte, e preocupo-me demasiado com as boas práticas. Uma vez adoptada essa solução, de quais males estarei eu esquecer? É realmente aceitável ? Digo, porque às vezes, ao criarmos uma solução criamos também novos problemas.

4

Pelo que percebo, a operação do método ele está sendo uma operação comum de um método estático. Não há uma iteração real com a classe.

Então, nesses casos, você também poderia definia como static.

Sendo assim, você poderia acessá-la da seguinte forma:

class Teste {
    const EU = "<b>Disse ele:</b>\n";

    public static function eu() {
        return self::EU . static::ele();
    }
    private static function ele(){
        return 'Pertenço a 3º pessoa';
    }
}

O uso seria:

Teste::eu();

Também há uma maneira que é utlizada pelo framework Laravel, chamada Facade.

Veja:

class Usuario
{
    public funciton setNome($nome) { $this->nome = $nome; return $this; }
    public function getNome(){ return $this->nome; }
}


class UsuarioFacade{
    public static function __callStatic($method, $arguments)
    {
       return call_user_func_array(array(new Usuario, $method), $arguments);
    }

}

O uso seria:

UsuarioFacade::setNome('wallace')->getNome(); // Imprime: wallace

Isso geralmente se usa para facilitar o encadeamento de métodos e evitar a utilização de new, já que em versões anteriores ao PHP 5.4, não é possível instanciar e ao mesmo tempo aplicar o encadeamento.

  • Opa laravel :D +1 – rray 13/11/15 às 14:17
  • Okay, obrigado pelo retorno, mas numa primeira impressão, não é propriamente o pretendido, eu não só quero evitar o uso do new como também quero extinguir qualquer acesso através dele, com isso evitando também métodos públicos. – Edilson 13/11/15 às 14:19
  • Outra breve explicação, é que eu nunca trabalhei com frameworks, por isso não conheço vasta parte dos termos usados neles, posso entender o tipo de construção e métodos, mas tenho problemas com termos, farei ,aos buscas a ver se consigo clarear algumas dependências. – Edilson 13/11/15 às 14:36
  • @Edilson, Facade é fachada. Algo falso. É uma classe de fachada para ter facil acesso de outra – Wallace Maxters 13/11/15 às 14:37
  • Ah, eu ontem fiz isso, enquanto criava os exemplos, preferi não adicionar àquele por achar irrelevante à principal situação, de qualquer das formas dispensei o uso dele por criar mais métodos, e pelo simples facto de criar acesso público em métodos privados e protegidos, através de new. Contudo o exemplo que mostraste parece ter uma abordagem diferente. Farei testes, e agradeço a explicação. – Edilson 13/11/15 às 14:45
2

O que você chama de hack na verdade é um padrão de projeto (design pattern) chamado Singleton:

Este padrão garante a existência de apenas uma instância de uma classe, mantendo um ponto global de acesso ao seu objeto.

Nesse padrão existe um método estático público (getInstance() é o nome comum usado) que retorna sempre a mesma instância do objeto.

A unica coisa que faltou para o seu código atender ao padrão de projeto foi criar uns construtor privado, de forma que não é possível que o objeto seja instanciado em outro lugar fora da própria classe.

Segue um exemplo do padrão Singleton em PHP:

class Singleton {
    private static $instance;

    private function __construct() {
    }

    public static function getInstance() { 
        if (!isset(self::$instance)) { 
            self::$instance = new self; 
        }
        return self::$instance;
    }
}

A sintaxe usada no último bloco de código da sua pergunta é uma boa prática e está correta para esse padrão:

Hash::instance()->hash_create('password');

Resposta relacionada: Por que não devemos usar Singleton?

  • O padrão Singleton, pelo que sei, permite apenas uma instância de classe. Existe ainda uma terceira segunda forma de "passar pelo problema", que achei ainda mais inconveniente, por isso preferi não colocar nos exemplos. Seja, o meu objetivo não é obter uma instância única da classe, é mais "escrever o código em linha" para manter as coisas no lugar, em parte pretendo restringir qualquer acesso a métodos em 3º plano. – Edilson 13/11/15 às 12:00
  • Colocando tudo à parte, é meio irônico, dizeres - é uma boa prática e está correta para esse padrão - porque ainda esta semana desconhecia o porque do uso desse padrão, e tinha muito receio de o usar para a classe de conexão. Quanto à parte do construtor talvez tenha sido porque o real objetivo não seja obter uma única instância, contudo farei mais testes a ver se consigo parametrizar o restante, e ficarei a espera de outras possíveis respostas/sugestões - Obrigado pela resposta. – Edilson 13/11/15 às 12:06
  • E, quando eu disse Hack, falei isso pensando num dos possíveis significados da palavra que significa - "melhoria rápida de um problema, ou ainda remendo" - talvez devesse ter usado outra palavra para descrever a situação, mas foi a primeira coisa que me veio à cabeça. – Edilson 13/11/15 às 12:15

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