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Estou vendo as funções que o C# 6.0 trouxe, e apareceu um exemplo de código assim:

C# 5.0

var vendor = new Company();
var location = default(string);
if (vendor != null)
  if (vendor.ContactPerson != null)
    if (vendor.ContactPerson.HomeAddress != null)
      location = vendor.ContactPerson.HomeAddress.LineOne;
Console.WriteLine(location);

C# 6.0

var vendor = new Company();
var location = vendor?.ContactPerson?.HomeAddress?.LineOne;
WriteLine(location);

Ambos têm a mesma funcionalidade, porém no segundo exemplo tudo é feito usando uma condicional inline.

Fazer um inline if com dois valores é fácil, mas não entendi muito bem como isso funciona.

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Este é o operador conditional access ou null propagation ou safe navigation. Ainda não escolhi qual usar :) Mas acho que o segundo é melhor.

Como era tão frequente a verificação se um objeto é nulo antes de fazer alguma operação (como mostrado no primeiro exemplo), era um padrão de projeto tão utilizado, seria útil que a linguagem tivesse uma facilidade para isto.

Note que o acesso a qualquer membro do objeto pode ser "protegido" com este operador. Métodos também podem ser chamados. Obviamente a chamada só ocorrerá se o objeto não for nulo.

O resultado de uma expressão objeto ?. membro será null, caso o objeto seja null. E como as expressões podem ser encadeadas, o primeiro null que ele encontrar todas as outras sub-expressões encontradas a seguir valerão null também. Ele nem vai tentar avaliar o resto, o resultado final será null. E isto é importante, ela é uma operação de curto-circuito, ou seja, nem tenta executar o resto quando não há mais o que fazer.

Os dois códigos apresentados na pergunta não são exatamente equivalentes. Neste caso até será, por coincidência, por se tratar de um caso específico raramente usado onde se quer como resultado default um null. Neste caso a inicialização da string location é um null em qualquer situação. Mas pense que se ela tivesse sido inicializada com "", ou seja, se fosse uma string vazia, seria diferente.

No primeiro ao final da operação se vendor for nulo, o conteúdo de location não será alterado, ou seja, ele valerá "". No segundo código ele valerá null, afinal o resultado de uma operação com um objeto null é null.

Vamos ver mais sobre o operador

Este código provocará uma exceção na última linha por tentar acessar um objeto nulo:

string texto = null;
string parte = "";
parte = texto?.Substring(0, 1);
WriteLine($"{parte.Length}");

Obviamente poderíamos ter usado o operador ?. antes do Length e evitar a exceção.

Se adicionar esta linha:

int tamanho = parte.Length;

Gera uma exceção porque não dá para pegar o tamanho de um objeto nulo. Certo? Então vamos fazer isto:

int tamanho = parte?.Length;

Resolve?

Nem compila. Afinal agora a expressão possivelmente resulta um nulo. Um int não pode ser nulo. Então teríamos que fazer isto:

int? tamanho = parte?.Length;

Um inteiro anulável pode conter todos os resultados possíveis desta expressão, inclusive o valor null.

Só que neste caso está usando um tipo diferente do que normalmente se usa só para resolver um problema que não existia. Aí é melhor fazer do jeito antigo:

int tamanho = parte != null ? parte.Length : 0;

ou mesclando o antigo com o novo:

int tamanho = parte?.Length ?? 0;

Note que o mesmo operador pode ter sintaxe diferente em outro contexto:

Cliente cliente = clientes?[0]; //isto também é o operador de propagação de nulo

Outro exemplo de simplificação é na verificação se um objeto possui um membro:

(objeto as IExemplo)?.Exemplo();

Se o objeto não implementa esta interface IExemplo, o resultado da operação será nulo, portanto o método Exemplo() não será chamado e não provocará erro.

Em tese ajudaria programadores serem mais cuidadosos com código. Tem muito código por aí que não dá erro de null reference por coincidência. Um dia, cai na situação que o objeto é nulo e a aplicação quebra sem o incauto se dar conta. Embora não sei se vai ajudar muito porque tem muito programador que desconhece as "novidades" do C# 3, e alguns até mesmo do C# 2. E obviamente nem conhece tudo o que já existia no C# 1. Também vai acontecer da pessoa achar que isto resolve tudo, que deve usar em todo lugar, sem pensar. O operador de acesso ao membro . ou [] ainda deve ser o operador padrão de acesso.

Thread-safe

O seu uso pode ser mais thread-safe em alguns casos por usar uma variável temporária para armazenar o resultado da expressão. Exemplo de ganho:

//necessário para ser thread-safe
EventHandler<decimal> precoOnChanged = OnPrecoChanged;
if (precoOnChanged != null) {
    preco = value;
    precoOnChanged (this, value);
}

Se transforma em:

preco = value;
OnPrecoChanged?.Invoke(this, value) //Invoke é usado p/ resolver ambiguidade c/ delegate

Evite que o nulo aconteça

Um recurso do .NET 4 que as pessoas ignoram é o uso de contratos (ele tem sido abandonado ultimamente). Com ele é possível nem precisar disto e evitar verificações contra nulo em tempo de execução, detectando em tempo de desenvolvimento:

public int ProcuraTeste(string texto) { //não compila se texto for null
    Contract.Requires(texto != null); //isto pode ser eliminado do runtime
    return texto.IndexOf("teste");
}

Coloquei no GitHub para referência futura.

Claro que isto não é solução para tudo. Há casos que só dá para saber em tempo de execução, ou seja, o nulo é algo esperado como um valor válido. Há muita confusão sobre o que é um nulo. Se ele fosse inválido, o sistema de tipos, o compilador ou análise estática deveriam detectar e impedir isto.

Simplificando sem este operador

Como informação adicional, no C# 5 dá para simplificar um pouco o código:

if (vendor != null && vendor.ContactPerson != null && vendor.ContactPerson.HomeAddress != null)
    location = vendor.ContactPerson.HomeAddress.LineOne;
  • Interessante esse questão dos contratos. Só uma dúvida, quanto tempo faz que programa em C#/.NET – Ezequiel Barbosa 11/10/15 às 15:25
  • Resposta complicada. 14 anos? ou 0 anos? – Maniero 11/10/15 às 15:38
  • 1
    Acho importante essa questão do termo, as vezes as linguagens tem um termo diferente para um comportamento exatamente igual, mas por causa do contexto da linguagem o termo muda. No Ruby ele é chamado de Safe Navigation, como não tem null lá (somente nil), não faz sentido o termo Null Propagation, já no C# faz muito mais sentido, fica mais explicito que o tipo de retorno vai ser um Nullable. – Gabriel Katakura 8/07/16 às 13:45
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Este código não é a respeito de inline ifs, mas a respeito de avaliações de NULL em cascata.

No exemplo acima, o desenvolvedor deseja obter o valor de vendor.ContactPerson.HomeAddress.LineOne.

Entretanto, várias propriedades precisam ser testadas por valores null: vendor, ContactPerson, HomeAddress e - finalmente - LineOne.

Em C#5 ou inferior, seria necessário implementar um teste para cada objeto.

Com a nova sintaxe, você agora pode avaliar cadeia de NULL em uma única linha.

  • Então quer dizer que isso só serve para os casos onde eu queira avaliar se um valor é ou não é igual à null – Ezequiel Barbosa 11/10/15 às 1:31
  • @EzequielBarbosa Exatamente. E muitas implementações precisam disso - por exemplo, HttpContext.Current.Request para aplicações web. Pode não haver contexto corrente, ou um Request. – OnoSendai 11/10/15 às 1:32
  • 1
    FWIW, Esse operador é chamado "Null conditional Operator". – EProgrammerNotFound 11/10/15 às 3:35

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