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Estou implementando uma biblioteca de extensão de métodos do prototype, e se faço da forma simples tudo funciona perfeitamente como podem verificar no simples exemplo a seguir:

String.prototype.append = function(value) {
  // aqui o this é a instancia da String. Ok!
  return this.toString() + value;
};

document.getElementById('result').textContent = "Concatena com ".append("isto!");
<p id="result">
</p>

Mas para evitar sobrescrever métodos do prototype, criei um objeto dentro do prototype para registrar esses métodos, mas com isso o escopo do método se modifica e o this não é mais uma referencia para a String, como pode ser verificado no exemplo a seguir:

String.prototype.extencion = {
  append: function(value) {
    // aqui o this não é mas uma instancia da String. Fail =(!
    // Como pegar a instancia do objecto pai?
    return this.toString() + value;
  }
};

document.getElementById('result').textContent = "Concatena com ".extencion.append("isto!");
<p id="result"></p>

Pergunta

É possível recuperar a instância do objeto pai em uma function no objeto filho?

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Infelizmente isso que você quer não é possível. O objeto que você criou é um membro do protótipo de String, então o máximo que você poderia (embora eu acredite que nem isso seja possível) seria obter uma referência a esse protótipo - mas não à string que originou o acesso a ele. Pois uma vez que se subiu a cadeia de protótipos no acesso ao campo:

"Concatena com ".extencion

Já se perdeu a referência pra string original para sempre...

No caso dos métodos a referência ainda existe na forma do this, mas não no acesso a campos, de modo que eu costumo usar closures quando preciso fazer algo desse tipo (embora não saiba se é uma boa ideia mesmo fazer isso ou não). Exemplo:

String.prototype.extencion = function() {
  return {
    append: (function(value) {
      return this.toString() + value;
    }).bind(this) // aqui o this é amarrado com o objeto original
  };
};

document.getElementById('result').textContent = "Concatena com ".extencion().append("isto!");
<p id="result"></p>

Uma desvantagem desse método é que ele cria um objeto novo a cada invocação de função... Você poderia salvá-la para cada instância, mas aí há um desperdício de memória que pode se tornar significativo (dependendo do modo como se usa). Por isso disse não saber se é uma boa ideia. Um meio termo - não tão conveniente, mas sem os problemas citados acima - é fazer no "estilo jQuery":

var extensoesString = {
  append: function(_, value) {
    return this.toString() + value;
  }
};

String.prototype.extencion = function(funcao) {
  return extensoesString[funcao].apply(this, arguments);
};

document.getElementById('result').textContent = "Concatena com ".extencion("append", "isto!");
<p id="result"></p>

  • 2
    @EProgrammerNotFound Chrome, FF, Opera, Safari e IE9+ pelo menos (há um polyfill pros que não suportam). O que é "edge" e "godzilla"? – mgibsonbr 9/10/15 às 19:32
  • 2
    Edge é o novo browser da microsoft (Pelo visto você ainda não instalou o Windows 10). Godzila é o mozzila firefox – EProgrammerNotFound 9/10/15 às 19:34
  • 3
    Essa ultima edição matou a minha resposta :P agora vou ter de inventar outra abordagem :) +1 – Sergio 9/10/15 às 19:46
  • 2
    @mgibsonbr, a respeito do innerText para textContent, alterei na pergunta também, assim fica coerente com a resposta e funciona no FF, não tinha reparado isto! – Fernando Leal 9/10/15 às 19:52
  • 2
    @Fernando hehe você pode tentar usar a criatividade, tipo criar uma cache (principalmente agora que os principais browsers começaram a dar suporte ao WeakMap) e só criar uma instância se ela não existir ainda, etc. Se compensa ou não, não sei, eu já me acostumei com o "jeito jQuery" rsrs. – mgibsonbr 9/10/15 às 19:53
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Podes criar um Type paralelo (superString no exemplo em baixo) e colocar os teus métodos alí. Para isso copias o prototype de String e passas as tuas strings pelo novo Type que crias-te. A ideia é assim:

var superString = (function () {
    // constructor
    function MyString(str) {
        this._str = str;
    }

    // criar uma cópia para não escrever métodos na String nativa
    MyString.prototype = Object.create(String.prototype);

    // funcionalidade "append"
    MyString.prototype.append = function (value) {
        return this.toString() + value;
    };

    // é preciso sobreescrever estes métodos... 
    MyString.prototype.toString = function () {
        return this._str;
    };

    MyString.prototype.valueOf = function () {
        return this._str;
    };

    Object.defineProperty(MyString.prototype, 'comprimento', {
        get: function () {
            return this._str.length;
        }
    });
    return MyString;
})();


var str = new superString('Concatena com ');

document.getElementById('result').textContent = str.append('isto!');
console.log(str.comprimento); // 14

jsFiddle: http://jsfiddle.net/f2gzm6dx/

Algumas notas:

  • Tive de re-escrever os métodos nativos .valueOf () e .toString () para funcionar senão dava erro.
  • para re-criar uma propriedade tipo .length é teoréticamente possivel, mas o Chrome entra num loop infinito, assim criei uma propriedade comprimento com um getter para dar o que é esperado.

Outra solução usando a mesma ideia, sem importar o prototype de String já permitiria a propriedade .length e seria mais simples:

var superString = (function () {
    // constructor
    function MyString(str) {
        this._str = str;
    }

    // funcionalidade "append"
    MyString.prototype.append = function (value) {
        return this._str.toString() + value;
    };

    Object.defineProperty(MyString.prototype, 'length', {
        get: function () {
            return this._str.length;
        }
    });
    return MyString;
})();


var str = new superString('Concatena com ');

document.getElementById('result').textContent = str.append('isto!');
console.log(str.length); // 14

jsFiddle: http://jsfiddle.net/93xc49Lm/

  • 1
    Boa e inteligente alternativa @Sergio. Ainda mais pelo fato de não sobrescrever nada diretamente na String nativa. +1 – Fernando Leal 13/10/15 às 11:19
  • Gostei da abordagem +1, mas francamente não a usaria. – Guilherme Lautert 23/03/16 às 12:22

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