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Eu não lembro qual foi a biblioteca em PHP que vi isso, mas lá existia um trecho de código onde, para se obter uma nova instância da classe atual, era usado a função get_called_class.

Porém o PHP tem a palavra chave static, que se refere ao late static binding.

Parece que o uso dos dois produz o mesmo resultado.

Veja:

class Yea
{
    public static function withStatic()
    {
        return new static;
    }

    public static function withCalledClass()
    {
        $class = get_called_class();
        return new $class;
    }
}


var_dump(Yea::withStatic());
var_dump(Yea::withCalledClass());

Já que a saída é a mesma, por que alguns preferem usar get_called_class, ao invés do static?

IDEONE

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  • Seria pelo fato de get_called_class estar disponível do php5.3 para frente? testa esse código no 3v4l.org ele vai rodar em várias versões do php. +1
    – rray
    21/10/2015 às 19:23
  • PHP 5.3 funfou 3v4l.org/rmmvc
    – Wallace Maxters
    21/10/2015 às 19:28
  • E no 5.2 pra baixo? deu erro ou deu outro resultado? não tenho acesso ...
    – rray
    21/10/2015 às 19:31
  • Não mostrou nenhum resultado.
    – Wallace Maxters
    21/10/2015 às 19:31

2 Respostas 2

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A função get_called_class() retorna o nome da classe, enquanto static retorna a própria classe.

A partir do PHP 5.5, você também pode usar static::class para retornar o nome da classe.

Acredito que seja mais uma questão de estilo, mas eu recomendaria usar o static (principalmente se o seu objetivo é instanciar a classe, como no seu exemplo), por duas razões:

  • 1) É mais Curto, seu código fica mais limpo;
  • 2) Performance. Apesar de quase imperceptível, qualquer chamada de função tem custos.

Você pode fazer uma comparação simples, assim:

class Foo {
    public static function bar()
    {
        echo "\n get_called_class: ";
        $time = microtime(true);
        echo get_called_class(). ' ';
        printf('%f', microtime(true) - $time);

        echo "\n static: ";
        $time = microtime(true);
        echo static::class . ' ';
        printf('%f', microtime(true) - $time);
    }
}

echo "<pre>";
Foo::bar();

Resultado:

get_called_class: Bar 0.000006

static: Bar 0.000001

Esses tempos podem variar um pouco em cada page load.

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  • Gostei da sua resposta. Mas sabe se a questão da versão pode influenciar na hora de um framework utilizar get_called_class ou static?
    – Wallace Maxters
    22/10/2015 às 19:08
  • Os frameworks costumam definir uma versão mínima. Geralmente essa informação fica logo na primeira página da documentação, ou na seção "Instalação". Resumindo, a versão influencia sim. Se você estiver desenvolvendo um Framework seu, então tem que escolher se quer dar suporte apenas às versões mais modernas, ou manter compatibilidade com as versões anteriores. 22/10/2015 às 19:37
  • Sempre determino PHP 5.4 ++
    – Wallace Maxters
    22/10/2015 às 19:39
  • Provavelmente, essa lib que vc viu queria pegar o nome da classe em versões anteriores à 5.5. Existem outras opções para fazer isso também, como a variável __CLASS__ ou get_class($this) (se o método não for estático) 22/10/2015 às 19:40
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+50

Vale ressaltar que a função get_called_class veio a existir a partir da versão 5.3 do PHP.

Além da diferença de performances como citadas pelo Rafael

class Foo {
    public static function bar()
    {
        echo "\n get_called_class: ";
        $time = microtime(true);
        echo get_called_class(). ' ';
        printf('%f', microtime(true) - $time);

        echo "\n static: ";
        $time = microtime(true);
        echo static::class . ' ';
        printf('%f', microtime(true) - $time);
    }
}

echo "<pre>";
Foo::bar();

Resultado:

get_called_class: Bar 0.000006

static: Bar 0.000001

Existe uma outra questão que deve ser levantada. O get_called_class é usado em parceria com o late static binding em frameworks. Por exemplo, quando um framework busca utilizar um sistema de service locator/IoC, costumam utilizar o get_called_class, pois como essa função retorna o nome da classe e isso pode ser utilizado para verificar se já existem instâncias juntos com a utilização do FactoryPattern

Exemplo

class Factory
{
    private static $_instances = array();

    public static function getInstance()
    {
        $class = get_called_class();
        if (!isset(self::$_instances[$class])) {
            self::$_instances[$class] = new $class();
        }
        return self::$_instances[$class];
    }
}

class ClassExtendFactory extends Factory {}

$class = ClassExtendFactory::getInstance();
$otherClass = ClassExtendFactory::getInstance();
var_dump($class === $otherClass);
// result true { ou seja, representam o mesmo objeto, duas variáveis apontando para o mesmo endereço de alocamento da memória }

Quando não utilizam a factory, somente usam o late static binding

abstract class AbstractExample {
    public static function getInstance() {
        return new static();
    }
}

class Example extends AbstractExample {

}

$ex1 = Example::getInstance();
$ex2 = Example::getInstance();
var_dump($ex1 === $ex2);
// return false { ou seja, agora são 2 instâncias diferentes da mesma class, duas variáveis apontando para espaços diferentes de alocamento na memória }

É isso, espero que tenha ajudado a entender um pouco melhor.

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