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Nos meus estudos sobre orientação a objetos, vi muitos dizendo que na criação de classes é necessário criar um header, contendo a classe, os atributos e os métodos, e também um outro arquivo cpp para implementar os métodos. Porém estou encontrando algumas aulas na internet em que os métodos já são definidos na própria classe. Por exemplo:

class formaGeometrica{
private:
    float area;
    char nome[20];
    int cor;
public:
    formaGeometrica(void) {}
    ~formaGeometrica(void){}
    void setNome(char *nome)
    {
        strcpy(nome, nome);
    }
    void setArea(float area)
    {
        this.area = area;
    }
    void setCor(int cor)
    {
        this.cor = cor;
    }
}

Nesse caso, os métodos estão sendo declarados dentro do header, certo? Está correto esse procedimento? Pois até o momento, eu sempre crio um hpp para a classe e depois implemento ela em um arquivo cpp. Já testei esse caso, implementando os métodos direto no header e o código funcionou perfeitamente, logo, não é necessário então implementar em um cpp?

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Os métodos sempre são declarados na definição da classe. E a classe normalmente é definida em um arquivo header. Mas isto não é uma obrigação, nada impede que a classe seja definida em outro arquivo, embora isto seja mais raro em aplicações reais.

A definição do métodos, ou seja, a implementação deles é comumente feita nos arquivos de algoritmos (geralmente .cpp), assim a estrutura de dados e algoritmos ficam separados e podem ser compilados sob demanda conforme a necessidade. Em geral a estrutura de dados precisa do código para compilar outras partes da aplicação. O algoritmo não precisa de código fonte, é possível usar o código já compilado. Este é um dos principais motivos para separar.

Nada impede de colocar a implementação no header se achar que faz sentido, se souber que é importante o algoritmo ser compilado junto com a estrutura de dados. Na verdade em alguns casos o algoritmo precisa estar disponível ali.

Quando você tem uma função ou método que você deseja que seja feita uma otimização de inline (copia o código ao invés de chamar a função), o código precisa estar disponível. Métodos muito simples, em geral que não fazem laços (a não ser em casos que possa ocorrer uma otimização de unroll), são ótimos candidatos para o inline.

Quando você usa gabaritos (template), o compilador gerará versões especializadas da classe (ou outro componente da linguagem que permite gabaritar). Então ele precisa do código para gerar estas versões conforme a necessidade.

No exemplo mostrado os métodos são muito simples e é altamente desejável que eles sejam otimizados por inline, então parece ser muito adequado ter a implementação no header.

Só uma dica geral sobre programação: funcionar não significa que está certo. Tem que saber porque deu certo. Caso contrário você pode aprender coisas erradas que funcionam apenas por coincidência, por sorte. Neste caso está certo e agora você sabe porque.

E você sabe que este código é meio C++ e meio C, né?

  • Peguei este código num tutorial de orientação a objetos. Você diria meio C por conta do strcpy? – Bruno Pinho 19/09/15 às 15:32
  • O uso de array de char como um todo. – Maniero 19/09/15 às 15:36

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