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No R podemos fazer um função retornar mais de um objeto por meio de uma lista. Mas como fazer para atribuir esses objetos a duas variáveis distintas?

Exemplo:

f<-function(){
  primeiro<-1:10
  segundo<-11:21
  return (list(primeiro,segundo))  
}

Com a função acima posso atribuir e acessar os objetos da seguinte maneira.

d<-f()
d[1]
d[2]

Mas não posso atribuir esses valores a variáveis distintas por meio de uma lista

list(a,b)<-f()

Quero atribuir a cada variável: a e b um dos objetos resultados da função f(). O equivalente em Python seria:

def f():
    primeiro=range(1,11)
    segundo=range(11,20)
    return (primeiro,segundo)

(a,b)=f()        
print a
print b
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A solução que achei mais simples e mais interessante foi definir um outro operador binário (como, por exemplo,%<-% sinalizando uma modificação do <- ) que aplique o assign em múltilplos argumentos com o mapply:

`%<-%` <- function(variaveis, valores) {
      mapply(assign, as.character(substitute(variaveis)[-1]), valores, MoreArgs= list(envir = parent.frame()))
      invisible()
    }

Assim:

list(a,b,c,d) %<-% rnorm(4)

Vai gerar quatro variáveis aleatórias,a, b, c, e d, com os quatro valores de rnorm, por exemplo.

Uma vantagem do mapply é que ele já vai reciclar os valores caso eles sejam em menor número do que as variáveis, por exemplo:

list(a,b,c,d) %<-% c(1,2)

Vai gerar a=1, b=2, c=1, e d=2, pois os valores são reciclados.

Ele também vai lidar com o caso de o número de valores ser maior do que o número de variáveis, utilizando os últimos números de valores. Por exemplo:

list(a,b,c,d,e) %<-% 1:10

Vai atribuir os valores de 6 a 10 às variáveis.

Em suma, é um operador binário com símbolo intuitivo (%<-%), com definição simples (apenas uma linha), e que já lida com algumas exceções de uma maneira natural ao R. Entretanto, eu evitaria utilizar com frequência este tipo de operação sem antes testar bem para ver se não há outros efeitos colaterais ou comportamentos imprevisíveis.

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Nem todas as linguagens de programação oferecem uma maneira sucinta de atribuir valores a mais de uma variável de uma só vez - de uma certa forma, Python é uma exceção.

Essa pergunta no Stackoverflow em inglês documenta algumas das maneiras de aproximar a atribuição múltipla em R. Se você quiser muito você pode usar algo sugerido lá mas a impressão que eu tenho é que talvez valha a pena escrever da forma mais simples e com menos mágica, apesar de ser um pouco mais longo

d <- f()
a <- d[1]
b <- d[2]
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Nessa resposta no SOEN o autor propõe uma estrutura para permitir construções desse tipo. Aqui está a postagem original (também em inglês). O código sugerido é:

list <- structure(NA,class="result")
"[<-.result" <- function(x,...,value) {
   args <- as.list(match.call())
   args <- args[-c(1:2,length(args))]
   length(value) <- length(args)
   for(i in seq(along=args)) {
     a <- args[[i]]
     if(!missing(a)) eval.parent(substitute(a <- v,list(a=a,v=value[[i]])))
   }
   x
}

E alguns exemplos de uso:

list[a, b] <- funcaoRetornandoDoisValores()
list[a] <- funcaoRetornandoDoisValores()
list[a, ] <- funcaoRetornandoDoisValores()
list[, b] <- funcaoRetornandoDoisValores()

list[QR,,QRaux]  <- qr(c(1,1:3,3:1))
list[,Green,Blue]  <- col2rgb("aquamarine")

a <- 1; b <- 2
list[a,b] <- list(b,a) # Troca a e b

require(chron)
list[Month, Day, Year] <- month.day.year(unclass(Sys.Date()))

(Note que você pode obter todos os valores de retorno, ou ignorar aqueles que não te interessam)

Há diversas outras opções na mesma pergunta linkada (e na resposta do @missingno) mas essa forma foi a que na minha opinião produz um código mais limpo.

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