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Considere o seguinte cenário:

inserir a descrição da imagem aqui

Como podem ver, o prefab (vermelho) é constituído por 3 elementos:

  1. O sprite (que é o chão, os quadradinhos castanho e o tubo verde)
  2. O enemy (rosa) que é um outro prefab
  3. O empty GameObject (azul)

Apenas para entender o contexto, o jogo funciona assim: a cada "x" segundos adiciono um novo prefab no do cenário, produzindo assim um cenário infinito (tenho vários prefab's e a imagem acima contém apenas 1 para exemplo). O player vai para cima e para baixo e não pode encostar no inimigo.

A parte de movimentar o prefab, de colidir com o inimigo e morrer, etc... está feito e a funcionar e não é esse o problema, por isso não inseri aqui códigos.

O que pretendo é quando o player (laranja) colidir com o GameObject (azul) o Enemy (rosa) vá para cima e para baixo em looping.

Para entender o porquê de cada elemento dentro do prefab: como tenho vários prefabs (vermelho) de larguras diferentes e inimigos (rosa) diferentes em posições diferentes, o empty GameObject (azul) serve apenas para indicar ao inimigo que deve iniciar a sua animação quando o player colidir com ele, assim tenho mais flexibilidade para criar novos prefabs.

Exitem 2 tipos de animações para cada inimigo: a que fiz através da aba Animation e é especifica para cada tipo de inimigo e a animação compartilhada, por exemplo, ir um pouco para cima e um pouco para baixo em looping, ou ir para a esquerda e para a direita em looping, etc...

A segunda animação pode ser utilizada em vários inimigos e pretendo fazer por código para que o boxcollider também se movimente, o que não é possível utilizando o Animation (até onde eu sei).

A minha dúvida é como implementar o que descrevi acima? Como organizar o código para que seja reaproveitado?

Sei implementar a relação entre 2 objectos, quando um colide com o outro, porém estamos a falar de uma colisão que terá efeito em um terceiro objecto.

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Eu presumo que você esteja usando o GameObject vazio apenas como "ativador" pra animação do inimigo por motivos de desempenho (isto é, pra evitar que ele já venha animado desde a instanciação do prefab, mesmo com o avatar do jogador ainda bem longe do inimigo). Isso é uma boa coisa a se fazer, mas ainda assim seria interessante colocar esse controle no escopo do próprio inimigo.

É mais ou menos próximo do que prega a orientação a agentes: cada entidade "inteligente" no seu jogo tem seus próprios objetivos, e por isso toda a programação desses objetivos faz mais sentido no escopo do agente. Pense assim: o seu inimigo começa ou para de se animar porque ele tem como objetivo atacar o avatar do jogador. Então, na fantasia do jogo, ele não está se movendo ou parando por questões de desempenho (ainda que no mundo real isso seja extremamente útil!), mas apenas porque ele é capaz de detectar por si só a presença do jogador.

Sendo assim, eu faria da seguinte forma:

  • Não usaria um GameObject vazio como no seu exemplo pra detectar o jogador, mas sim usaria um trigger (o colisor é mais voltado à física) em toda a área do prefab (vermelho). Esse trigger capturaria os dois eventos de entrada (onTriggerEnter e onTriggerExit) para indicar à todos os inimigos existentes no prefab que o jogador entrou e saiu dessa área de ameaça (threat area).

  • O script/classe dos inimigos seria herdado de um script/classe-base, de forma que você pudesse invocar um método abstrato a partir dos eventos de colisão do trigger. Assim, cada inimigo poderia implementar o seu próprio comportamento (isto é, cada um poderia fazer como mais bem entender com a informação de que o inimigo entrou e/ou saiu da área de ameaça).

Código de Exemplo

Classe básica do Inimigo:

using UnityEngine;
using System.Collections;

public class EnemyBase : MonoBehaviour {

    private bool playerNear;

    public bool isPlayerNear { 
        get { return playerNear; }
        protected set { playerNear = value; }
    }

    public void playerEnteredThreat ()
    {
        isPlayerNear = true;
    }

    public void playerExitedThreat ()
    {
        isPlayerNear = false;
    }
}

Classe específica de um inimigo qualquer, herdada da classe básica:

using UnityEngine;
using System.Collections;

public class EnemySpecific : EnemyBase {

    // Use this for initialization
    void Start () {

    }

    // Update is called once per frame
    void Update () {

        if (isPlayerNear) {
            GameObject player = GameObject.FindGameObjectWithTag("Player");
            Debug.Log ("Player esta proximo! Distancia: " + Vector3.Distance(transform.position, player.transform.position));
        }

    }
}

Exemplo de uso (detecção das colisões e passagem de mensagem para a classe abstrata do inimigo - este é o código que vai no trigger; eu só referenciei um inimigo nele, mas dá na mesma no seu caso):

using UnityEngine;
using System.Collections;

public class Teste : MonoBehaviour {

    public GameObject enemy;

    void OnTriggerEnter(Collider oOther) {
        if (oOther.tag == "Player")
            enemy.GetComponent<EnemyBase> ().playerEnteredThreat ();
    } 

    void OnTriggerExit(Collider oOther) {
        if (oOther.tag == "Player")
            enemy.GetComponent<EnemyBase> ().playerExitedThreat ();
    }
}

Explicação do Código de Exemplo

  1. A classe do inimigo herda de uma classe base, que contém todo o código para receber as indicações de entrada/saída do colisor/trigger (use o que preferir, mas se não tem intenção de ter resultados físicos, trigger é mais indicado). Esses valores são reutilizados pela classe filha (via uma propriedade que eu criei chamada isPlayerNear, mas você poderia sobrescrever os métodos de notificação se assim desejasse.

  2. O script que está de fato adicionado ao objeto do inimigo é o EnemySpecific, mas note como no código do trigger ele faz o seguinte:

enemy.GetComponent<EnemyBase> ().playerEnteredThreat ();

Ou seja, ele referencia o que quer que esteja no inimigo por meio da classe abstrata. Como todos os inimigos vão herdar dessa classe (e, consequentemente, ter em sua interface o método playerEnteredThreat, seja ele o original da classe base ou um reescrito na classe filha), isso garantidamente funciona. E permite que o trigger avise de forma genérica, e cada implementação de inimigo faz com isso o que bem desejar.

Concluindo

Essa abordagem tem a vantagem de que facilita a criação de inimigos com comportamentos distintos, de forma independente da detecção da movimentação do jogador. Hoje, por exemplo, você praticamente só detecta a aproximação do jogador. Mas imagina que o jogo tá quase pronto e então o projetista do jogo (o game designer) chegasse pra você e solicitasse uma "pequena alteração": ele quer que se o jogador consiga se desvencilhar do inimigo e se afaste, o inimigo ative uma arma de tiro único de longo alcance (sei lá, cuspa uma semente explosiva, por exemplo). Nesse caso, você vai precisar também detectar o afastamento do jogador, e com a arquitetura atual isso será bem mais difícil (talvez você terá que incluir um novo GameObject vazio no final, e mais código duplicado pra fazer o mesmo que já faz).

Outra vantagem de saber que o avatar do jogador está na área de ameaça é que a "inteligência" do inimigo pode mudar sua atitude do ponto de vista da observação. É muito fácil cada inimigo no jogo ter uma referência ao objeto do jogador e calcular a distância euclidiana de si até ele. O problema é que isso tem custo computacional bem grande. Imagina cada inimigo em um conjunto de 100 fazendo esses cálculos (que envolvem raiz quadrada, uma operação bem custosa) a cada quadro. Usando a indicação da presença ou ausência do jogador na área de ameaça, esse tipo de cálculo pode ser realizado com um bom desempenho apenas pelos inimigos que estão na mesma área de ameaça do jogador. Pode parecer bobagem, mas isso facilita a implementação futura de comportamentos mais complexos com um desempenho melhor. Por exemplo, um inimigo poderia intencionalmente esperar que o jogador esteja muito próximo (distância bem curta) para ativar sua animação de surpresa.

  • O objetivo do objeto azul é mesmo isso que você falou, animar somente quando o inimigo realmente entrar em cena e também para pegar o player de surpresa, por exemplo, no prefab que mostrei acima, a "flor" sai de trás do cano quando o player atingi o objecto azul, porém há um terceiro que não mencionei (me esqueci), que é executar a movimentação somente se o player passar por uma área específica e assim só tenho que reposicionar/redimensionar o gameobject azul para onde quero dentro do prefab. – Filipe Moraes 1/09/15 às 14:48
  • Bom, então o "objeto azul" é a sua área de threat. Ainda assim, talvez seja vantajoso pra você capturar ambos os eventos (de entrada e saída), fazendo-o ser mais largo - só pra facilitar eventuais necessidades futuras. De todas as formas, faz muito sentido você comunicar esses eventos de colisão dele diretamente pro inimigo, e ele se virar com o que tem que fazer a respeito. Como eu disse na sua outra pergunta, usar uma classe genérica pra centralizar esses comportamentos só vai dificultar a sua vida. – Luiz Vieira 1/09/15 às 14:59
  • Sim, eu acabei por entender que utilizar uma classe para tudo não seria uma boa solução... vou aplicar o que aqui foi dito, incluindo os 2 triggers mencionados! Entretanto como faço para comunicar ao inimigo que o player entrou na threat area? Aplicando também a solução que está na resposta do Lollipop? – Filipe Moraes 1/09/15 às 15:11
  • Sobre o "como faço pra comunicar ao inimigo [...]", eu editei a resposta para adicionar alguns exemplos. Espero que ajude. Boa sorte. :) – Luiz Vieira 1/09/15 às 19:34
  • 1
    Muito obrigado pela sua ajuda Luiz! – Filipe Moraes 2/09/15 às 0:04
0

O conceito:

Trigger em um child object para dar OnTriggerEnter em um parent object.

O caminho:

Adicione um script para Objeto Azul que dar uma referência de script para o Objeto Rosa.

A prática:

Escreva 3 métodos no Objeto Rosa(OnCollisionEnter2DChild, OnCollisionStay2DChild, OnCollisionExit2DChild) e chame os respectivos métodos (OnCollisionEnter2D, OnCollisionStay2D, OnCollisionExit2D) no objeto Objeto Azul, passando o objeto de colisão.

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