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Quais funções cada um podem e teoricamente conseguem exercer? É determinado por tempo ou experiência?

O que pode acontecer quando uma tarefa do nível "Sênior" é atribuído para alguém que não possui tal conhecimento, é anti-ético fazer isso?

fechada como principalmente baseada em opiniões por Renan, mgibsonbr, ramaral, Erlon Charles, Kenny 12/03/14 às 12:19

Várias perguntas boas geram algum grau de opinião com base na experiência de especialistas, mas as respostas a esta pergunta tenderão a ser quase que completamente baseadas em opiniões e não em fatos, referências ou experiência específica. Conheça as regras na central de ajuda e edite a pergunta para que fique adequada.

bloqueada por bfavaretto 6/11/17 às 21:11

Esta pergunta existe porque possui significância histórica, mas não é considerada uma boa pergunta no tópico para este site; portanto, não a utilize como um sinal de que você pode fazer perguntas similares aqui. Esta pergunta e suas respostas estão congeladas e não podem ser alteradas. Mais informações central de ajuda.

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    Esta pergunta não deveria estar aqui. Provavelmente no workplace.stackexchange.com – user2692 5/03/14 às 16:42
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    @LucasHenrique Infelizmente esta pergunta talvez nem se aplique às culturas de língua inglesa, não obstante o impedimento de fazê-la em português. Não existe lugar para esta pergunta no StackExchange! =\ Talvez devessemos ser um pouco tolerantes aqui no SOPT, pelo menos por enquanto. – Miguel Angelo 5/03/14 às 17:10
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    @MiguelAngelo Eu entendo o seu argumento, mas não concordo muito com ele. O fato de talvez não haver outro lugar para a pergunta (apropriado ou em português) não necessariamente faz com que ela seja interessante no escopo desse site. Parece-me que essa questão está inclusa nesse item da discussão sobre o que é ou não on-topic. Acho que a discussão deveria continuar por lá. :) – Luiz Vieira 5/03/14 às 19:19
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    Esta pergunta tem uma resposta bastante precisa e não baseada em opinião: embora os títulos sejam compartilhados por muitas empresas, a classificação em si é particular de cada empresa - não existe um padrão de mercado. Esta classificação só existe nas empresas para encaixar os profissionais em faixas salarias internamente definidas, segundo critérios internamente definidos. Muitas vezes sequer os critérios estão definidos e o título acompanha o funcionário conforme o quanto o chefe resolveu pagar pra ele; o chefe decide o valor e então localiza na planilha qual cargo o funcionário deve ter. – Caffé 1/10/15 às 0:05
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    Essa pergunta está sendo debatida no meta: pt.meta.stackoverflow.com/q/6495/132 – Victor Stafusa 26/10/17 às 16:40
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Sobre os cargos

O trainee é o que está em fase de treinamento, faz sempre tudo com supervisão constante de alguém que possui mais experiência profissional, e seguindo os conselhos dados pelo mesmo, e muitas vezes será como um ajudante para este outro mais experiente, tendo a chance de observar de perto como são feitas as coisas. Este geralmente é recém formado em curso técnico, ou superior, ou mesmo, em fase final de formação. Terá esse título, geralmente em seu primeiro trabalho, durante alguns meses.

A partir daí, já são categorias de profissionais que podem trabalhar de forma independente (isso não quer dizer sem acompanhamento, e tampouco sem validação do resultado).

Júnior é o profissional que está iniciando a carreira. Ele geralmente terá pouca experiência e conhecimentos bem genéricos da área em que trabalha, e nenhum conhecimento específico sobre o negócio da empresa, e ainda necessita de algum acompanhamento. Possivelmente, um profissional só será júnior uma vez em sua carreira toda, a não ser que mude radicalmente de área em algum momento.

Pleno é o profissional que possui um certo conhecimento e experiência na área de atuação da empresa. É portanto um profissional que já teve contato com a tecnologia, ou já trabalhou com um fluxo de trabalho similar ao da empresa, assim sendo um profissional que vai se adaptar facilmente a uma certa tarefa. Em mudanças de uma empresa para a outra, o profissional mesmo já tendo sido sênior na antiga empresa, pode se tornar pleno, por não ter conhecimentos específicos sobre o fluxo de trabalho interno da empresa.

Sênior é o profissional que possui muita experiência na área em que atua. É capaz de conduzir suas tarefas sem supervisão (não quer dizer que seja sem gerência, depende do tipo de função... programadores geralmente possuem gerentes, mesmo os seniores), e compreende o fluxo de trabalho, e as melhores práticas de execução do mesmo, além de ter absorvido bem a cultura da empresa. Serve também como referência para outros profissionais com menos experiência. É o nível mais alto em um cargo dentro de uma empresa. Para crescer mais, geralmente o profissional se especializa, de forma que a função descrita na certeira de trabalho se torna mais específica, sendo que neste caso, cabe à empresa decidir em que nível o profissional se enquadra na nova função, ou então parte para a área gerencial.

Leitura adicional sobre cargos

  • Você é junior, pleno ou sênior? : Concordo plenamente com este artigo, o tempo não é mais um fator tão determinante, e sim, a adaptação à cultura da empresa, além das necessidades da própria empresa, e da raridade do profissional da área, o que torna o bom-tratamento uma necessidade.

  • Qual a diferença entre cargo júnior, pleno, sênior, master e especialista? : tenho algumas discordâncias deste, pois certa vez, estive em cargo de programador Master, antes do cargo de Desenvolvedor Pleno... a não ser que programador e desenvolvedor sejam coisas extremamente distintas (o que eu não creio)

O que acontece quando uma tarefa de sênior é atribuída a um não sênior?

Encare como um teste: se você não é sênior ainda, um dia poderá ser, e uma coisa importante a se dizer é que: profissionalmente, um sênior já é sênior antes de ter o título de "sênior" em sua carteira de trabalho. Isso pode acontecer por vários motivos: seu gestor está aplicando um teste, seu gestor está com falta de recursos humanos e resolveu que você é a melhor alternativa para dada tarefa... ou então pode ser incompetência do mesmo.

Veja que, se alguém faz algo bem, mesmo que não tenha o título de sênior, o gestor perceberá e provavelmente vai começar a atribuir ao profissional tarefas de sênior, se isso não for recompensado, apenas abra o jogo, se você é necessário, será recompensado.

  • @Downvoter: poderia explicar o que está errado? – Miguel Angelo 24/04/14 às 18:21
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    Não sou eu o down, porque o meu down vai para a pergunta, opiniões por todos lado, é o que vejo. – Jorge B. 2/07/14 às 14:09
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O que muitas vezes não fica claro para um profissional técnico é que a "senioridade" está diretamente relacionada não só com o conhecimento técnico do profissional, mas sua responsabilidade perante a empresa, clientes e os projetos em que atua, o conhecimento dos processos e mecanismos internos da empresa, a capacidade de tomadada de decisão e o conhecimento tácito adquirido ao longo da sua carreira e da vida.

Existem muitos programadores seniors que não se atualizaram tecnicamente, e as vezes não conseguem executar uma tarefa tão rapidamente quando um programador de uma geração mais "nova"; porém são capazes de enxergar o "todo" melhor. Eles sempre agem como uma força positiva, um catalizador que faz o projeto sair melhor e mais rápido (em um nível de atuação diferente do Gerente de Projeto); conquistam o respeito da equipe e do cliente (que muitas vezes pedem para trabalhar com ele devido ao histórico de sucesso) e sabem trabalhar as forças e fraquezas daqueles ao seu redor.

Com o tempo um bom profissional se torna um recurso praticamente "indispensável". Infelizmente a confiança que a empresa deposita em um funcionário muitas vezes o coloca em situações desgastantes; se aliarmos esse fato à grande procura por profissionais experientes, para quem está do outro lado da equação tentando segurar o talento na empresa e equilibrar as demandas com os momentos de vida do profissional, manter um bom funcionário pode se mostrar uma tarefa difícil.

A chave aqui é que a escala de conhecimento e produtividade mensura outras variáveis além da técnica. Podemos inclusive usar princípios econômicos, partindo do custo da oportunidade:

A experiência, grau hierárquico e o salário, do ponto de vista do profissional está diretamente relacionada às oportunidades que ele está abrindo mão para estar na empresa. Para a empresa o salário do profissional está ligado ao custo de perdê-lo / encontrar e capacitar um outro profissional que possa exercer as mesmas funções com o mesmo grau de eficiência. Para a empresa o que realmente conta é o potencial do profissional para resolver os seus problemas vs o custo que a empresa teria para resolver os mesmos problemas sem o profissional.

Por isso que em grandes capitais os salários costumam ser maiores do que no interior; além do custo de vida ser mais caro, a demanda por profissionais é maior (não quero entrar em conceitos como ponto de equilíbrio, mas na prática mesmo com a maior oferta de profissionais a demanda por bons profissionais continua superando a oferta).

Eu não estou falando de nenhuma maneira que um programador senior não deva ter conhecimento técnico. O ideal é que um profissional experiente seja um pivô da empresa. Uma figura altamente especializada (porém flexível) e um exemplo para os demais profissionais. A parte de inspiração conta muito. Se os programadores menos experientes se identificam com o programador mais senior o comprometimento tende a ser mais alto, o rendimento é maior e as chances de sucesso de determinado projeto aumentam.

Sobre a sua segunda pergunta, como alguém que trabalhou principalmente em consultorias e projetos freelancer, tenho muita dificuldade em entender o que seria uma "tarefa de senior". Não existe "tarefa de senior". Existem profissionais mais ou menos "prontos". Existe aptidão (ou ausência dela) para realizar uma tarefa (em termos de conhecimentos adquiridos e preferências pessoais). E, principalmente, existem profissionais mais ou menos aptos para aprender. O famoso "se vira". Para mim senioridade está diretamente relacionada à última: Dado um problema fora da zona de conforto de um profissional, como ele responde? Ele possui conhecimentos aprofundados na área a ponto de virar ou vai empacar? Pessoalmente, para mim a principal característica que diferencia um profissional senior dos demais é a habilidade de "desempacar" problemas de toda sorte (aliado ao comprometimento que o leva a resolver aqueles problemas que ninguém quer colocar a mão), seja atacando a parte técnica diretamente, seja "quebrando" o problema e criando soluções que possam ser implementadas pela equipe. Aqueles profissionais que fazem isso corriqueiramente adquirem a confiança da empresa, colegas e clientes e logo são promovidos devidos a sua atuação e postura exemplares (e quando não são, logo encontram uma empresa disposta a fazê-lo).

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TL;DR

Não, não é uma decisão antiética. Pode ser uma decisão estratégica, ou apenas uma má decisão.

Resposta longa

Qualquer tipo de categorização de experiência (Trainee-Sênior, Nível 1-N, etc.) é na verdade uma tentativa de estimar a curva de melhor aproveitamento de um profissional numa fórmula simples de custo por produção. O maior problema desta prática é que ela é, na maioria das vezes, uma aproximação grosseira da realidade.

Diferentes níveis de conhecimento em uma determinada tecnologia ou prática podem fazer com que uma determinada tarefa possua grande variação em estimativas de tempo de execução. Isso é particularmente observável em profissionais iniciantes, onde o conhecimento acumulado não permite propostas com uma gama variada de soluções.

Entretanto, à medida que um profissional ganha experiência, ele ganha não só proficiência na tecnologia/prática em questão mas também um conhecimento mais abstrato em relação ao escopo. Quem programa em C# e descobriu que pode também programar em Java (ou vice-versa) sabe do que estou falando: Se você sabe programar, a linguagem utilizada é apenas uma escolha de expressão.

Em teoria um desenvolvedor Junior pode fazer exatamente o que um Sênior conseguiria, se for dado a ele recursos suficientes (tempo e acesso a conhecimento) para tal - e, ao final do período, ele provavelmente não será mais considerado um Junior.

Se uma companhia não possui Sêniors suficientes para executar uma tarefa, pode ser uma decisão lógica delegar uma para um profissional com menos experiência; uma tarefa executada em tempo T x 2 é melhor que que uma tarefa não executada.

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Qual a diferença entre trainee, júnior, pleno, sênior?

Não sei se existe uma categorização muito rígida (como sócio de uma startup estou bastante afastado do "mundo corporativo"), nem se varia de área para área, só o que sei é que há diferença no salário médio pago a cada uma das categorias.

Quais funções cada um podem e teoricamente conseguem exercer? É determinado por tempo ou experiência?

Sem mais contexto fica difícil responder... De todo modo, não faz muito sentido ser por tempo, pois a rotatividade de profissionais na área de informática é grande. Não se fica tempo suficiente numa única empresa para "subir a ladeira corporativa", então imagino que a classificação se dê pela experiência. O currículo (e portfólio - quando há um) deve ajudar a determinar se um profissional que está entrando tem competência para assumir determinada posição - haja vista seu desempenho pregresso.

O que pode acontecer quando uma tarefa do nível "Sênior" é atribuído para alguém que não possui tal conhecimento, é anti-ético fazer isso?

Há duas questões aqui: a capacidade de um profissional de executar dada tarefa, e a responsabilidade do mesmo em fazê-la. Vou abordá-las separadamente, pois essa prática pode ser sim anti-ética - mas por razões distintas conforme o caso.

Se um cliente te contrata esperando receber serviços de profissionais com anos de experiência, e você o delega a profissionais iniciantes, você pode ou não estar em falta com o cliente - ele pode receber um produto/serviço de pior qualidade, em maior tempo e/ou com maior custo do que o combinado, etc. Isso é mais acentuado em situações onde a expertise é parte fundamental da prestação do serviço. Por exemplo, ao se dar consultoria sobre segurança da informação, ou ao se recomendar determinada infra-estrutura para se execuar uma solução informatizada, ou mesmo ao se prometer certos requisitos não funcionais difíceis de serem validados por teste.

É lógico que todo projeto envolve certa negociação (cobrar caro do cliente, desenvolver com o menor custo possível), o problema maior são em casos como os citados, onde a experiência dos profissionais envolvidos é o principal fator de sucesso no projeto.

Quanto à questão da responsabilidade, um profissional em posição de liderança (não necessariamente um gerente/gestor, mas um líder de equipe por exemplo) é quem deveria ser mais afetado conforme o sucesso ou fracasso do projeto - e justamente por isso sua remuneração deve ser maior. Se você é contratado como "peão" e o seu chefe te passa o trabalho de um "engenheiro", tudo bem, você vai ganhar bastante experiência, pode até te alavancar para conseguir uma posição melhor no futuro, mas isso vai depender de duas coisas: 1) o seu sucesso ser reconhecido; e 2) o seu eventual fracasso não te prejudicar.

Na prática, costuma acontecer justamente o contrário: os chefes correm para receber os louros pelos sucessos, e quando a coisa dá errado despejam a culpa nos subordinados. Isso não só te põe em falta com seus empregados mas também pode te prejudicar pessoalmente como patrão: pois cria uma cultura que favorece o "jogo da culpa" em vez da empresa progredir nos seus recursos intelectuais e humanos.

De novo, "meu mundo" é bem diferente do mundo corporativo, e não conheço os desafios de se gerenciar uma equipe de dezenas (ou bem mais) de funcionários; obviamente não dá para micro-gerenciar todos eles, mas eu recomendaria na medida do possível evitar que tarefas de um determinado nívei hierárquico fossem delegadas a níveis inferiores. E, quando isso for inevitável, parear sempre a remuneração/bônus/benefícios dos profissionais que estão exercendo determinada função com a daqueles que tradicionalmente desempenham tal função (sempre tomando cuidado para não violar nenhuma lei trabalhista, é claro).

  • Interessante visão de "fora do mundo corporativa"! – utluiz 12/03/14 às 16:00

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