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Tenho dois códigos, o primeiro usa spl_autoload_register e o outro não, no entanto o segundo carrega "automaticamente a classe" também.

Com spl_autoload_register

  • Usa namespaces para dividir o MVC
  • Pode-se criar vários níveis de pastas seguindo a ideia do PSR-4
  • Controllers e Models podem ter o mesmo nome já que cada um está dentro de um namespace diferente.

Código:

spl_autoload_register(function ($class)
{
    $np = explode('\\', $class);

    $base = strtolower($np[0]);

    switch ($base) {
        case 'controller':
        case 'model':
            $base = 'application/' . $base . 's';
        break;
        default:
            return NULL;
    }

    array_shift($np);

    $relative_class = strtolower(implode('/', $np));

    $file = './' . $base . '/' . $relative_class . '.php';
    /*
     * resulta em algo como:
     * ./application/controllers/foo/test/user.php
     * ./application/models/foo/abc/user.php
     */

    if (is_file($file)) {
        require_once $file;
    }
});

Chamando um action de um controller:

$controller = new \Controller\foo\test\user;
$controller->profile();

Chamando um model:

$model = new \Model\foo\test\user;

Com métodos

  • Não usa namespaces
  • "Eventualmente" pode ser mais fácil de entender/usar que o outro código anterior
  • Controllers e Models não podem ter o mesmo nome, mas não é nenhum problema, já que podemos usar prefixos
  • Suporta sub-pastas.

Código:

<?php
class App
{
    static private function prepare($path)
    {
        $fp = explode('.', $path);

        return array(
            'name' => end($fp),
            'path' => implode('/', $fp)
        );
    }

    static public function model($name)
    {
        $data = self::prepare($name);

        if (is_file($data['path'])) {
            require_once './application/models/' . $data['path'] . '.php';
        }

        return new $data['name'];
    }

    static public function action($name, $action)
    {
        $data = self::prepare($name);

        if (is_file($data['path'])) {
            require_once './application/controllers/' . $data['path'] . '.php';
        }

        $controller = new $data['name'];
        $controller->$action;
    }
}

Chamando um action de um controller:

App::action('foo.test.user', 'profile');

Chamando um model:

$model = App::model('foo.abc.user');

A minha duvida é, devo usar a maneira mais simples sem namespaces e spl_autoload ou não? Como posso trabalhar ou melhorar estes códigos para que torne o uso mais simples para o desenvolvedor final?

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Minha recomendação seria utilizar diretamente um autoloader que implemente a PSR-4, como o incluso no Composer. Além de ser um padrão já plenamente adotado na comunidade, a configuração é mais simples e não é preciso reinventar a roda.

Considerando que seus exemplos são para fins didáticos, tenho algumas considerações:


Utilizar namespaces e spl_autoload_register possibilita a criação de uma estrutura mais extensível para a aplicação. Em projetos pequenos é raro acontecer colisão com o nome de classes, mas ao começar a introduzir bibliotecas externas, a chance disso ocorrer aumenta.

O conceito de namespaces é comum em outras linguagens, como os packages no Java, namespaces no C#, o que torna o conceito já conhecido pelos desenvolvedores de software.

O spl_autoload_register faz o require das classes ou interfaces somente quando é necessários, inclusive ao fazer o extends ou implements.

Atualmente sua função do autoload só suporta as classes dentro de model e controller, pois o case default dá um return no autoload sem retornar arquivo nenhum.

Eu retiraria o switch que adiciona o s aos controller e models e permitiria o autoload refletir exatamente o namespace das classes:

spl_autoload_register(function ($class)
{
    $np = explode('\\', $class);
    $relative_class = strtolower(implode(DIRECTORY_SEPARATOR, $np));

    $file = './' . $relative_class . '.php';

    if (is_file($file)) {
        require_once $file;
    }
});

Apesar da segunda forma parecer atender suas necessidades, ela é mais limitada que utilizar o spl_autoload_register. Ela pode funcionar bem com Models ou Controllers simples, porém vejo os seguintes problemas:

  • Refatorar a aplicação pode se tornar uma tarefa difícil, pois a referencia para a classe é uma string delimitada por pontos. Ao utilizar a referencia completa da classe podemos utilizar uma IDE para renomear essa classe e alterar suas referencias. Com uma string não vejo uma forma segura de fazer isso a não ser utilizando expressões regulares em todo o projeto ou um replace all. Existe inclusive uma constante incluída no PHP 5.5 chamada ::class, que retorna o caminho completo da classe com o namespace como string.

  • A classe App não é exatamente um autoloader. Só são possíveis duas ações: retornar uma instância de determinado model ou executar a ação do controller. O PHP não irá carregar automaticamente as classes necessárias para a sua aplicação, limitado o uso de recursos da orientação a objetos, como herança e interfaces, a não ser que a classe pai ou a interface já tenha sido previamente incluída com um require, o que torna o código ainda mais complexo do que utilizar os use e namespaces. Veja esse exemplo considerando as classes a seguir

    // classe bar em ./application/controllers/bar.php
    class bar{
    
        public function run(){ echo "Hello World"; }
    
    }
    
    // classe baz em ./application/controllers/baz.php
    //
    // só é garantido que essa classe irá funciona se descomentar a linha abaixo
    // require_once 'application/controllers/bar.php';      
    class baz extends bar {}
    
    // arquivo principal
    
    // Executar esse método nesse momento resultará em um erro, pois a classe bar ainda foi carregada na aplicação
    //App::action('baz', 'run');
    
    // Isso vai funcionar como esperado, irá escrever na tela
    App::action('bar', 'run');
    
    // Agora baz vai funcionar pois bar já foi carregado na linha acima
    App::action('baz', 'run');
    
  • Poderia explicar este ponto string simples fortemente acoplada a sua estrutura de pastas., com psr-4 não é quase a mesma coisa, só que namespaces acoplados a estrutura de pastas? – Guilherme Nascimento 10/08/15 às 23:50
  • Eu também não entendi isto O PHP não irá carregar automaticamente as classes necessárias para a sua aplicação, ele carrega sim o arquivo .php automaticamente. Não entendi este ponto também. – Guilherme Nascimento 10/08/15 às 23:53
  • Vou editar a resposta aqui com mais calma @GuilhermeNascimento. – gmsantos 10/08/15 às 23:57
  • Entendi agora, sobre isto limitado o uso de recursos da orientação a objetos, isto foi o ponto mais importante da sua resposta e com certeza o melhor, eu não sabia que isto class Foo \Controller\exemplo {} dispara o spl_autoload, testei e funcionou. -- falta minha ao ler a documentação do php rs – Guilherme Nascimento 10/08/15 às 23:58
  • Poderia colocar um exemplo (sem a necessidade de escrever o código do spl) class baz extends bar explicando que extends bar também funciona com spl. Fora isto o meu primeiro código eu fiz com base no psr-4 (Closure Example), poderia fazer alguma sugestão/revisão/critica dele? – Guilherme Nascimento 11/08/15 às 0:08

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