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Qual será o melhor algoritmo para encontrar componentes isoladas num grafo? Isto é, componentes que não perdem informação.

inserir a descrição da imagem aqui

Nesta imagem, a única componente isolada é a H, porque só recebe "informação".

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    Componentes isolados são os vértices que não têm arestas saindo para outros vértices? – André 4/03/14 às 4:52
  • @André Exato! Não há segredo. Deve-se iterar sobre todos os vértices. Para cada um, itera-se sobre todas as arestas. Se não houver nenhuma aresta ou o destino de todas as arestas for o próprio vértice, inclua-o no resultado. Por que não elabora uma resposta à pergunta? – utluiz 4/03/14 às 12:45
  • Creio que esse link deve ajudar a esclarecer o que é um "componente isolado" (Nota: pelo meu entendimento, segundo essa definição não há componentes isolados no grafo acima - exceto pelo grafo inteiro; talvez você quer dizer que a componente H é um sorvedouro?). – mgibsonbr 4/03/14 às 20:20
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Está difícil entender o que está sendo perguntado, pois tanto sua pergunta quanto algumas fontes que consultei usam nomes diferentes para o mesmo conceito, e vice-versa. Vou definir alguns termos, uns em português e outros em inglês mesmo, de acordo com o que pude entender:

  • strongly connected component ("componentes fortemente conectados"): conjuntos de vértices em que cada um possui um caminho até o outro. Na sua pergunta, seriam os 4 conjuntos delineados ({a,b,e}, {c,d}, {f,g} e {h}).

  • sorvedouro (sink): no caso de vértices, são vértices que não têm nenhuma aresta saindo dele, no máximo entrando; no caso de um conjunto de vértices, conjuntos em que nenhum vértice possui arestas saindo. No seu caso, o conjunto {h} é um sorvedouro. O vértice h, por outro lado, tem uma aresta entrando - aquela que sai dele próprio.

  • conjunto isolado: um conjunto de vértices que é ao mesmo tempo uma fonte e um sorvedouro. Em outras palavras, conjuntos que não possuam arestas entrando nem saindo - apenas entre seus próprios vértices. No seu caso, não há conjuntos isolados não triviais (i.e. o conjunto vazio, e o conjunto de todos os vértices).

Se você já possui uma lista de strongly connected components, e quer saber quais deles são sorvedouros, faça como o @utluiz sugeriu nos comentários: verifique todos os vértices de um componente, se todas as arestas saindo levam somente a vértices no próprio componente. Se isso for verdade, esse componente é um sorvedouro. Se algum vértice no componente levar a outro fora do componente, então o componente não é um sorvedouro.

Se seu problema por outro lado for encontrar esses strongly connected components, aí já é mais complicado. Vou transcrever aqui (traduzindo livremente) o algoritmo proposto em "Introduction to Algorithms", mas sem entrar muito em detalhes pois o conteúdo é bastante extenso.

STRONGLY-CONNECTED-COMPONENTS(G)

1. Chame DFS(G) para encontrar os tempos de término f[u] de cada vértice u
2. Faça a tranposição de G (Gt)
3. Chame DFS(Gt), mas no loop principal itere na ordem decrescente de f[u]
                                           (tal como computado no passo 1)
4. Os vértices de cada árvore na floresta do passo 3 são um strongly connected component

Caso você já tenha os tempos de término f[u] (na sua figura de exemplo, são os números dentro de cada vértice, depois da barra: d[u]/f[u]), basta chamar DFS no grafo transposto. não vou colocar aqui o algoritmo de transposição, pois deve ser trivial (é só inverter a direção de todas as arestas).


DFS é o algoritmo de busca em profundidade. d[u] e f[u] são subprodutos desse algoritmo, mostrando a ordem em que cada vértice foi visitado (d[u] é o momento em que o vértice foi encontrado pela primeira vez, e f[u] o momento em que todas suas arestas de saída foram visitadas). Não vou transcrever o algoritmo do mesmo livro, pois o link acima dá uma implementação mais compreensível, em C++. Apenas vou adaptá-lo para incluir f[u], já que o original somente contempla d[u] (lá chamado pre).

/* Vamos supor que nossos digrafos têm no máximo maxV vértices. */
static int conta, d[maxV], f[maxV];

/* A função DIGRAPHdfs visita todos os vértices e todos os arcos do digrafo G.
   A função atribui um número de ordem d[x] a cada vértice x:  o k-ésimo vértice visitado
   recebe número de ordem k.  (Código inspirado no programa 18.3 de Sedgewick.) */
void DIGRAPHdfs( Digraph G) 
{ 
   Vertex v;
   conta = 0;
   for (v = 0; v < G->V; v++) 
      d[v] = -1;
   for (v = 0; v < G->V; v++)
      if (d[v] == -1) 
         dfsR( G, v);
}

/* A função dfsR supõe que o digrafo G é representado por uma matriz de adjacência.
  (Inspirado no programas 18.1 de Sedgewick.) */
void dfsR( Digraph G, Vertex v) 
{ 
   Vertex w;
   d[v] = conta++; 
   for (w = 0; w < G->V; w++)
      if (G->adj[v][w] != 0 && d[w] == -1)
         dfsR( G, w); 
   f[v] = conta++;
}

Alternativa para grafos representados por uma lista de adjacêcia (também adaptada):

/* A função dfsR supõe que o digrafo G é representado por listas de adjacência.
  (Inspirado no programas 18.2 de Sedgewick.) */
void dfsR( Digraph G, Vertex v) 
{ 
   link a; 
   d[v] = conta++; 
   for (a = G->adj[v]; a != NULL; a = a->next)
      if (d[a->w] == -1) 
         dfsR( G, a->w); 
   f[v] = conta++; 
}

Se o passo 4 do algoritmo principal não está claro, a "floresta" que te interessa é formada por todos os vértices visitados em DIGRAPHdfs. Ou seja, se o primeiro vértice tem d[u] = 0 e f[u] = N, todos os vértices que tem d[u] > 0 e f[u] < N fazem parte dessa árvore. A próxima árvore seria o vértice com d[u] = N+1 e f[u] = M, e assim por diante até acabarem os vértices.

Nota: segundo a fonte citada, o algoritmo acima é eficiente (tempo linear em V + A) e embora não pareça está correto - a prova está em 4 páginas de teoremas que não vou transcrever aqui.

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