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Qual diferença de linguagem compilada para linguagem interpretada, e quais as vantagens de uma para outra?

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Terminologia correta

Primeiro, não existe isto de linguagem interpretada ou compilada. Salvo alguma característica própria ou especificação, todas podem ser interpretadas e/ou compiladas. Existem implementações de linguagens que podem interpretar ou compilar o código escrito naquela linguagem.

Claro que usar estes termos da pergunta não pode ser considerados totalmente errados já que todo mundo entende o seu significado, mas estritamente é.

Mesmo assim nestes momentos sentimos vergonha alheia por ter os verbetes na Wikipedia. E eles tentam explicar o inexplicável. E o fazem de forma bem equivocada. Provavelmente fazendo muito leigo achar que aquilo é verdadeiro. Uma análise mais detalhada indica que as definições propostas lá inviabilizariam outras definições consagradas. Não está totalmente errado, mas eles possuem imprecisões importantes. A versão em português é pior.

Resumo

A interpretação ocorre quando o uso (comumente a execução) do código se dá junto à análise do mesmo.

A compilação é o processo de análise e possivelmente transformação do código fonte em código alvo, ou seja, o uso (execução, por exemplo) se dá em processo separado posterior, ainda que não tão posterior assim.

Então aplicações que rodam interpretadas precisam do código fonte enquanto que as compiladas só precisam do código alvo para funcionar.

Interpretação

A interpretação ocorre em cima do código fonte da aplicação escrita. Existem várias formas de proceder a interpretação, que é a análise do código no momento da execução. Isto pode ser feito em partes pequenas (linhas, por exemplo) ou em partes maiores, funções ou arquivos.

Neste processo a análise do código é feita todas as vezes que ele precisa executar e os erros só são detectados durante a execução. Esta é uma diferença fundamental.

Interpretador

Obviamente que para executar código interpretado é necessário um software interpretador. E, pasmem, ele pode ser interpretado também, ainda que não seja comum.

Este software interpretador controla o fluxo do trabalho da interpretação e garante a execução do que for necessário.

É comum a interpretação envolver um passo de compilação não só para a análise mas também para a transformação do código. Isto pode ocorrer por completo ou em partes. Mas ela ocorrerá sob demanda e ela ocorrerá por discrição do interpretador. Pra falar a verdade não é fácil fazer uma interpretação sem alguma forma de compilação, mesmo que rudimentar.

Em alguns casos esta compilação costuma ser chamada de just-in-time. Mas é importante diferenciar da compilação tradicional que tem uma função diferente. Eu prefiro considerar isso mais uma compilação que uma interpretação.

Área nebulosa

É importante entender que a interpretação envolve um processo de compilação que pode até mesmo transformar um código fonte em outro código alvo. A grande diferença é que após esta compilação já existe uma ação ocorrendo. Então mesmo que ocorra uma transformação, erros só são detectados no momento da execução ou alguns instantes antes dela efetivamente se iniciar, mas dentro do mesmo processo.

Há quem ache que se existe este processo de compilação do fonte em código alvo, especialmente se for nativo à máquina que esta suportando a execução, imediatamente anterior à execução faria isto ser considerado um código compilado. Sim, o código alvo é compilado, mas ele é transparente ao processo todo, isto é discricional ao interpretador. E esta compilação não pode se dedicar a otimizar o código sob pena de criar um custo maior que o ganho.

Empacotamento

É possível encapsular código fonte em um arquivo único, possivelmente dentro de um executável, podendo compactá-lo e até mesmo criptografá-lo, mas ainda assim ter o processo de interpretação.

Vantagem

A maior e mais perceptível vantagem da interpretação é a facilidade e rapidez para iniciar a execução do código já escrito.

Algumas pessoas citam outras vantagens desta forma de execução de códigos, mas que na verdade a vantagem é colateral ou apenas relacionada, ou seja, é comum ter a vantagem em "linguagens interpretadas" mas na verdade é uma coincidência e a vantagem não ocorre pela interpretação em si. Outros casos citados são por desconhecimento que a forma compilada também pode ter as mesmas vantagens. Se uma linguagem normalmente compilada não fornece a vantagem, é um problema dela e não do método de execução.

Uma destas supostas vantagens citadas costuma ser poder rodar em várias plataformas. Códigos compilados também podem se não forem compilados para código nativo diretamente. E códigos interpretados por interpretadores que só estão disponíveis para uma plataforma, não tem esta flexibilidade. A vantagem não é uma propriedade da forma de execução. Então pode-se falar em tendência, mas não uma garantia.

Do ponto de vista de implementação da linguagem, é mais fácil fazer um interpretador, especialmente linguagens dinâmicas. Mas não acho que isto interesse para a maioria das pessoas, parte da facilidade é porque não se espera muito de linguagens que são pensadas mais para funcionarem de forma interpretada.

Compilação

A compilação tradicional considera partes maiores de código sempre, é preciso entender o todo do código. Não precisa ser feita em toda a aplicação mas em tudo o que é necessário em determinada parte do código.

A análise é feita de forma semelhante ao da interpretação, tanto que, muitas vezes o processo de interpretação no fundo é feito por um compilador. É claro que o funcionamento deste compilador é um pouco diferente no interpretador. Mas a análise léxica, sintática e semântica que todo compilador faz também é necessária no interpretador.

A grande diferença entre ambos é a forma como o resultado é gerado. A interpretação executa o código analisado. A compilação gera um outro código que será posteriormente usado (executado) por um ambiente que entenda o seu funcionamento. Pode ser uma máquina virtual ou uma máquina real.

Execução

Então códigos compilados (em um código alvo) costumam rodar em cima de uma aplicação que simula uma máquina e um sistema operacional ou se o código for considerado nativo em cima de um sistema operacional real. Embora existam casos que códigos compilados gerem binários capazes de executar em uma máquina por conta própria, o mais comum é precisar de um software que controle a sua execução no geral (mas não controle as instruções), assim como códigos interpretados. A diferença é a forma como a execução ocorre.

Códigos compilados para executáveis nativos podem ter seu código passado diretamente ao processador. Executáveis com bytecodes intermediários podem ser compilados para código nativo ou executado através de uma decodificação e execução em laços (loops) da máquina virtual, o que é parecido com uma interpetação.

Compilações costumam gerar códigos de máquina nativos ou de ambientes virtuais, mas não necessariamente. Eles podem gerar outros códigos fonte ou outras formas que eles podem ser usados posteriormente. Há quem diga que só há código compilado quando ele é nativo.

Existem casos em que o processo de compilação gera um código intermediário que depois poderá ser compilado novamente. A segunda compilação normalmente é chamada de just-in-time compilation feita por um JITter. Mas esta compilação é diferente.

A compilação não precisa necessariamente gerar nada, ela pode ser feita apenas como verificação ou pode gerar um código que não será executado.

Empacotamento

Após a compilação existem casos onde se faz a linkedição que gera um arquivo executável com tudo o que precisa para executar e em um formato suportado por algum sistema operacional. Mas isso não é verdade em vários casos que utilizam máquinas virtuais.

Vantagens

Uma vantagem clara do uso de códigos compilados é que uma parte considerável dos erros de programação podem ser evitados no processo de compilação e nunca chegam para a execução.

Códigos compilados são mais fáceis de proteger a propriedade intelectual, especialmente quando se distribui apenas o código nativo. Mas é possível fazer o mesmo com códigos a serem interpretados, depende de implementação. Proteção completa não existe em nenhum caso, apenas a facilidade maior é uma vantagem.

Outra vantagem é que códigos compilados costumam executar mais rapidamente, já que a análise não precisa ser feita durante a execução, além do que, por analisar o código de forma integral, pode fazer otimizações. Algumas destas otimizações demoram para serem realizadas pelo compilador, mas como este trabalho de otimização não atrasará a execução ele pode ser feito confortável e agressivamente.

Velocidade

Costuma haver uma confusão com o ganho de velocidade de algumas linguagens. Embora as duas melhorias citadas acima sejam importantes para dar velocidade para aplicações, muitas vezes um fator muito importante é que "linguagens compiladas" tendem ter características próprias que ajudam a velocidade por si só.

Por exemplo elas costumam usar tipagem estática e não dinâmica, como é comum nas linguagens interpretadas. Claro que o oposto pode ocorrer, mas como é comum haver uma relação entre estes tipos de linguagens, há a confusão entre os mais leigos no assunto.

Outro ponto importante é que linguagens que oferecem acesso mais baixo nível, dão melhor atenção a certos detalhes e melhor controle sobre o código, e portanto oferecem melhor performance costumam ser compiladas, mas isto é uma coincidência.

Algumas pessoas vão dizer que a compilação gera código nativo e por ele rodar diretamente há ganho de performance. Isto é verdade, mas é um efeito colateral. Assembly não é compilado (é montado, como o próprio nome diz, tá, é verdade que alguns até são compilados) e gera código nativo que é rápido. Não é o processo da compilação que faz o código executar mais rápido, neste caso.

Isto costuma ser verdade, no entanto é possível executar código interpretados mais rapidamente por ele oferecer melhor contexto, não é fácil, não acontece sempre.

Então não é possível executar um código em Python mais rápido que um mesmo código escrito em C++, se ambos forem bem escritos e não for algo feito especificamente para mostrar um corner case que não tem relevância no mundo real (eu sei que alguém vai querer mostrar que tem algum jeito maluco, muito específico que Python consegue ser mais rápido). Mesmo que o código Python seja compilado (e isto é possível).

Assunto polêmico

Na verdade nunca achei informação que cravasse uma definição clara sobre isto. Já vi definições diferentes desta, algumas colocando mais critérios para definir o que é uma coisa ou outra. Algumas fazendo afirmações do que é cada um que inviabilizaria dar definições claras de quando uma aplicação é compilada ou interpretada.

Se você considerar que gerar código nativo é que define que um código está rodando compilado, inviabiliza a descrição do termo como ele é conhecido universalmente. A compilação não pode se restringir à geração de código nativo. E o simples fato de ter um código nativo não significa que o processo para chegar lá não tenha uma interpretação. Alguns dirão que há casos que não é compilação e sim transpilação, que no fundo sempre tem uma parte de compilação.

Existe ainda o processo híbrido onde um código é compilado mas o resultado é algo que precisa ser interpretado. Lembre-se que a compilação pode gerar qualquer outro código em qualquer linguagem que depois precise ser compilada ou interpretada.

JavaScript

JavaScript é interpretada ou compilada? Nem estou falando do Rhino ou JScript que são obviamente compilados e depois executados em cima da JVM e CLR, respectivamente. Falo do código que roda nos navegadores.

Na minha visão é interpretada. Hoje todos os bons navegadores compilam o código fonte em código nativo, de uma forma ou de outra, mas precisa fazer a análise do código fonte, que obviamente é necessário, todas as vezes antes de executar, e os erros serão verificados logo no momento imediato ao da execução. Pra mim isto é interpretação. A transformação em código nativo é só uma otimização.

Em geral os engines dos navegadores costumam executar códigos mais rapidamente que estas implementações que compilam o código JS.

Alguém pode dizer: e se os navegadores fizerem cache do código nativo? Talvez já o façam, não sei como os engines modernos estão operando. Eu acho que o cache aí é apenas uma estratégia de otimização do interpretador. O código nativo pode desaparecer, ficar invalidado, etc. Ele não é o foco e é opcional.

Mas a execução é compilada, então usar este termo não é exatamente errado. Mas pra mim o código da sua aplicação, estritamente falando, passa por um processo de interpretação.

TypeScript

É compilada ou interpretada?

Tem até um compilador, então não pode ter dúvida. TypeScript compila para JavaScript.

O fato da linguagem alvo ser interpretada é outro problema. E é por circunstâncias. Um dia pode não ser mais (provavelmente não será), sem afetar a TypeScript.

Os erros possíveis são verificados pelo compilador, a análise da linguagem é feita toda em processo isolado e bem anterior à execução, e algumas otimizações possíveis são feitas na compilação.

Lua

Esta é uma linguagem que permite interpretar o código fonte (embora tenha um processo de compilação interno), permite executar um bytecode próprio que foi gerado pelo compilador e pode ser interpretado para código nativo com a implementação (ou dialeto?) LuaJIT (O que é um JITter).

LuaJIT é um caso curioso porque executa (de forma interpretada) mais rápido que Lua compilado. Foi criado para isto mesmo. Quem diria que um código interpretado pode ser mais rápido que um compilado. E estamos falando da mesma linguagem. Seria injusto comparar linguagens diferentes porque os ganhos de velocidade poderiam vir de outras características da linguagem.

Note que LuaJIT preferiu usar o código fonte e não o bytecode compilado porque isto daria melhor performance. E um dos motivos é que certas partes ficam mais lentas se elas tiveram que ser transformadas em código nativo.

Java e C#

Estas linguagens compilam para um bytecode.

A maiorias das pessoas consideram as como "linguagens compiladas" (não vou entrar no mérito que elas podem alternativamente ser interpretadas também) mas há quem diga que são interpretadas já que precisa de um passo seguinte para executar.

Eu considero estas linguagens compiladas mesmo. Elas geram um JVM bytecode ou um CIL bytecode. As pessoas dizem que eles são interpretados. Bom, eu vejo um erro aí. As pessoas estão falando que estas duas linguagens intermediárias citadas neste parágrafo são interpretadas. Elas não estão mais falando de Java e C#.

Teve uma época que a linguagem JVM bytecode era decodificada pela máquina virtual e depois executada. Pra mim isto nem era interpretação, embora informalmente eu até digo que é interpretado. Decodificação é um processo muito mais simples. Mas até aceito neste caso. O JVM atual ou o CIL bytecode também é compilado para código nativo.

Erros de programação que eram possíveis já foram detectados, otimizações pesadas já foram feitas e você não precisa de um código fonte original e que precisa de um processo de parsing. Pram mim isto não é interpretação.

Estas linguagens possuem compiladores. Se elas são interpretadas, estas ferramentas estão com nome errado?

E quando está rodando o REPL do C#, por exemplo? Tem um compilador (.NET Compiler Platform) que trabalha para o interpretador, mas claramente há um processo de interpretação.

Conclusão

Estão aí definições, comparações, etc. Mas nem conseguimos definir claramente quando um código está sendo interpretado ou compilado. Ou seja, isto tem importância limitada. Especialmente porque a interpretação é enormemente beneficiada pela compilação e código compilados podem eventualmente se comportar como código interpretados, aplicando-se as devidas técnicas.

Se levar ao pé da letra algumas definições encontradas por aí, praticamente não existe mais interpretadores.

Referências

  • poxa, que resposta!! muito boa. Mas gosto sempre de colocar algum "q". O java vejo muito mais como compilado depois dessa resposta, mas pense no JBOSS cheio de ear, war, jar, ele subindo meia hora, quando roda não é aquela ferrari, simples, ali tem um caminhão de código que não é assembler, tem o JIT por trás, certamente se fosse realmente compilado em assembler, iria ser mais rápido. – danilo 21/05 às 17:16
  • 1
    Obrigado, mas não, isso tem nada a ver. Tem várias coisas erradas nessa afirmação. Primeiro em não falei em Assembler, não existe esse termo "compilado em assembler", e mesmo que tivesse algo assim, não é isso que dá performance e tudo isso que você está falando é algo muito ruim, uma arquitetura muito mal feita, horrorosa mesmo indo contra tudo o que qualquer pessoa que sabe o que está fazendo usaria, por isso tudo isso é lento, se fizer algo puro e simples o Java é muito rápido. – Maniero 21/05 às 17:25
  • sim, infelizmente é o que mais tem, nos legados de 15, 20 anos de java. valeu Maniero, vou estudar mais um pouco isso aí, pensei que C, compilasse em "assembler". – danilo 21/05 às 17:57
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Eu ia escrever isso como comentário nas duas outras respostas (comecei a escrever isto antes de o Maniero postar a resposta dele), mas começou a ficar grande demais e percebi que também seria uma resposta.

O processo de compilação é mais ou menos como uma tradução. Consiste em transformar o código de uma linguagem em um código de uma outra linguagem. Pode ser de C para linguagem de máquina, de Java para bytecode, etc. E nem sempre a compilação é para algo ser executado, como é o caso de compilar LaTeX para PDF. O compilador nada mais é do que um programa que tem como entrada um código na linguagem A e gera como saída um código na linguagem B.

Já o processo de interpretação consiste em você pegar um código, tratá-lo como se fosse uma sequência de instruções, operações, comandos ou algo semelhante e começar a executar as ações que nele são descritas. O interpretador é o programa que faz isso.

Assim, uma linguagem compilada é uma linguagem que não é tipicamente executada de forma direta, e sim uma em que para que o programa nela descrito deve ser compilado antes de poder ser executado. Isso contrasta com uma linguagem interpretada, aonde frequentemente os comandos/operações são executados pelo interpretador a medida que são processados.

Nota-se também que há uma zona cinzenta aí. Muitas vezes, os interpretadores compilam o código para alguma representação interna antes de executá-los. E exatamente por causa disso, também é possível tornar uma linguagem tipicamente compilada em uma interpretada. Em muitas linguagens compiladas, também é possível escrever interpretadores que executam o código sem necessitar da etapa de compilação (embora seja algo um tanto difícil).

Por fim, o código de máquina, assembly é um código interpretado pelo processador. Logo, mesmo o seu programa executável consiste em uma sequência de instruções em código de máquina a ser interpretado, e portanto também consiste em uma linguagem interpretada.

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A diferença está no processo de execução dos programas gerados por tais linguanges.

Linguages Interpretadas: como o nome já sugere, são interpretadas linha a linhas, uma de cada vez, de forma estruturada, sem a necessidade de se realizar uma compilação prévia. Uma de suas vantagens é que desde que seu ambiente esteja em uma máquina é possível executar o mesmo código sem adaptações, entretanto a execução de programas feitos nesse tipo de linguagem pode ser mais lenta em relação a programas compilados. São exemplos de linguagens interpretadas: Python, Ruby, Javascript.

Linguagens Compiladas: são linguagens em que o código precisa passar previamente por um processo chamado de compilação, o qual consiste, a grosso modo, em traduzir o código escrito em linguagem humana para linguagem de máquina (Os e 1s), esse tipo de linguagem geralmente possui um desempenho melhor em aplicações do que linguagens interpretadas, entretanto o código escrito deve ser compilado na plataforma que se deseja obter o programa executável e é possível que adaptações sejam necessárias para o sistema desejado. São exemplos de linguagens compiladas: C++, Java.

Existem muitas vantagens de uma em relação a outra, por exemplo linguagens compiladas conseguem encontrar alguns tipos de erros durante o processo de compilação. Já linguagens interpretadas devido a sua dinamicidade conseguem realizar operações de formas mais flexíveis, o que as tornam mais flexíveis e simples de se programar. Mas a maior diferença entre elas é o desempenho que uma tem em relação a outra, o que em determinada aplicação pode ser crucial para a escolha da linguagem no projeto.

Mas isso tudo depende da habilidade do programador em questão, dado o seu conhecimento é possível que ele escreva código em Python tão eficiente quanto um mesmo programa escrito em C++.

  • 2
    Não está totalmente errado mas não é bem isto, há confusão sobre os termos e como realmente funciona a compilação/interpretação. E há um grave erro no último parágrafo. – Maniero 28/07/15 às 16:11
  • não vejo java e .net como linguagens compiladas, mas como intermediárias, é o que elas geram. Interpretada seria PHP, NodeJS, compilada seria C, C++, Delphi, Pascal – danilo 21/05 às 17:01
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A compilação traduz o seu código para ser executado em um ambiente específico (para, por exemplo, um determinado S.O.).

Na interpretação você escreve um código para ser interpretado por um outro programa que já foi compilado (por tanto, já foi otimizado) para, por exemplo, algum S.O..

Complementando...

Baseado no que disse acima posso afirmar:

Uma linguagem compilada SEMPRE será mais rápida que uma linguagem interpretada.

Só que para não causar confusão preciso definir o que penso sobre linguagem compilada e linguagem interpretada...

Assumo como linguagem compilada aquela que passou por alguma transformação para que use diretamente os recursos nativos do ambiente (basicamente o S.O.) em que será executada.

Linguagem interpretada é aquela em que usamos os recursos nativos através de um interpretador.

Podemos ter a execução de uma linguagem interpretada mais rápida que uma linguagem compilada?

Sim, podemos.

Mas, isso acontece porque o interpretador usa os recursos nativo de maneira mais eficiente do que a linguagem compilada.

Pode ser através de um algorítimo melhor implementado, por tirar melhor proveito de algum recurso nativo ou por usar um recurso que a linguagem compilada não usa.

Mesmo assim sustento a afirmação que fiz acima, pois, sei que, em alguns casos, a linguagem compilada pode ser mais lenta, mas, é pelo fato de ter implementado o uso dos recursos com menor eficiência.

Quanto a vantagens...

Isso eu já até disse. A compilada é mais rápida.

Agora tem que ter cuidado para não comparar justamente a linguagem interpretada que é mais rápida com uma a compilada, menos eficiente.

Para isso basta fazer pequenas pesquisas ou simplesmente abrir tópicos, por exemplo aqui no stack.

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    Segundo a sua definição, Java é o que? – ppalacios 28/07/15 às 17:00
  • 1
    É compilado, mas, o java tem uma espécie de compilação em 2 tempos. Primeiro ela é compilada para o ambiente específico que é a JVM (bytecode). A JVM, por sua vez, no momento da execução do programa, realiza uma segunda compilação transformando isso em instruções nativas (processo conhecido como just-in-time). – Alexandre 30/07/15 às 12:22
  • Sempre que rodamos um PHP, ele tem um compilador que ao interpretar o script transforma-o em código de máquina. – danilo 21/05 às 17:03

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