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Em outras linguagens como Python é possível realizar lógica de programação nos arquivos de configuração e em Java isso não é permitido por ser uma linguagem compilada.

Resolvi encapsular as configurações do arquivo .properties em um objeto Java, com isso tenho a vantagem de poder validar as informações do arquivo, gerar lógica de programação e até utilizar o autocomplete do Eclipse porém tenho a desvantagem de não poder criar propriedades dinamicamente, por isso tenho a dúvida se isso é uma boa prática ou apenas algo para complicar mais o desenvolvimento.

Ex:

Arquivo config.properties

email.user=user
email.host=smtp.email.com
email.auth=true  

Classe:

public class Config {

    private String emailUser;
    private String emailHost;
    private Boolean emailAuth;

    public Config() {
        Properties properties = new Properties();
        try {
            properties.load(Config.class.getResourceAsStream("/config.properties"));
            emailUser = properties.getProperty("email.user");
            emailHost = properties.getProperty("email.host");
            emailAuth = Boolean.valueOf(properties.getProperty("email.auth"));

        } catch (IOException e) {
            e.printStackTrace();
        }
    }

    //Somente Gets

}

3 Respostas 3

3

Se o arquivo for grande essa abordagem vai te dar um certo trabalho.

Pode usar um singleton ou (se estiver usando CDI) algo com escopo de aplicação para abrir o arquivo e manter a instância de Properties.

att

Vitor.

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  • 1
    Bem vindo ao SOPT! Quero louvar o facto de a sua primeira intervenção no site tenho sido através de uma resposta.
    – ramaral
    27/02/2014 às 13:22
  • +1 Boas observações.
    – utluiz
    27/02/2014 às 13:33
1

Em geral me parece uma boa prática para configurações, excluindo outros tipos de valores como textos de internacionalização ou listas de valores.

O principal motivo para essa afirmação é porque mais cedo ou mais tarde você pode decidir mudar a configuração para outra fonte, como banco de dados, arquivo num caminho específico do disco, um parâmetro no web.xml e assim por diante. Nesse caso, você somente precisaria substituir a implementação em um lugar, sem impactar no sistema inteiro.

Outro motivo é centralizar e padronizar o acesso às as configurações. Você passa a ter um certo nível de controle de onde e quais configurações está usando. Se cada classe fosse responsável por acessar sua própria configuração, é possível que algum tempo depois fosse difícil rastrear qual configuração é usada em qual lugar.

O último comentário nos leva também ao princípio da responsabilidade única. Cada classe deve ter uma responsabilidade bem definida e única. Código para ficar lendo propriedades no meio de regras de negócio é algo que polui o código.

Porém, como o Vitor bem lembrou, o código pode ficar extenso se houverem muitos getters. Outra abordagem é a de um mapa (mais ou menos o que o Rodrigo acabou de mencionar na abordagem do PHP. Só que, embora mais flexível, essa abordagem diminui a rastreabilidade.

Enfim, a decisão cabe a cada projeto. Particularmente, eu nunca trabalhei em projetos com muitos parâmetros onde seria impraticável criar getters.

Atualização sobre a implementação

Na resposta original, acabei não entrando muito em detalhes de implementação, porém, olhando mais cuidadosamente o código da pergunta, notei o construtor público.

Isso pode levar a instanciação desnecessária da classe em diversos locais. Você precisa adotar o padrão Singleton e isso pode ser alcançado de duas formas:

  1. Método estático. Veja um exemplo de implementação na Wikipédia.
  2. Injeção de dependências através de um container, tal como Spring, CDI, HK2 EJB.
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Eu vou dizer a impressão que tenho ao trabalhar com Symfony que, apesar de ser um framework PHP, é bastante conhecido por forçar que seus desenvolvedores adotem boas práticas (encapsulamento, injeção de dependência, arquitetura voltada a serviços, etc).

As configurações de uma aplicação Symfony em geral vêm de arquivos YAML, apesar de poderem vir também de arquivos XML. O componente de configuração do Symfony, num primeiro momento, valida a sintaxe dos arquivos e joga uma exceção se algo estiver errado.

Daí vem um dos aspectos mais interessantes dele: quando você pega as configurações da aplicação e as importa para um bundle, é possível definir um padrão para a configuração daquele bundle – por exemplo:

  • O valor não pode ser nulo;
  • O valor pode ser nulo, mas se for setado tem que ser um dos valores pré-definidos;
  • O valor pode ser um array, um inteiro, um string ou mesmo ter um tipo variável;

Se algum desses valores não se encaixar no padrão definido da configuração, uma exceção é lançada.

Emn seguida, quando as configurações inseridas são validadas, o Symfony compila aquele bundle em um único arquivo PHP, já contendo as configurações (validadas, inclusive) em seu interior. Isso faz com que a aplicação seja carregada muito mais rapidamente e os arquivos de configuração não tenham de ser lidos novamente toda vez que uma requisição for iniciada.

(vale lembrar que o bundle só será compilado se as configurações lá forem válidas, conforme as restrições que você mesmo definiu).

No final das contas, em qualquer ponto da aplicação eu posso buscar a configuração com uma linha de código do tipo:

$this->getContainer()->getParameter('endpoint');

Enfim, como eu disse, a ideia aqui não é fazer panfletagem de um framework (ok, só um pouquinho), mas expor um conceito de configuração que eu acho muito interessante e que de repente vale a pena ser replicado para outros frameworks. Sendo assim, fica aí uma dica de como você pode implementar tais funcionalidades no seu projeto :)

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