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Tenho uma dúvida sobre técnicas de como substituir o IF por polimorfismo.

Vou dar o seguinte exemplo:

Digamos que eu tenha as classes ExecucaoIndividual e ExecucaoGeral.

Para isso criei uma interface com o intuito de utilizar o padrão strategy que ficou assim:

interface IExecutor {
    void Executar();
} 

class ExecucaoIndividual : IExecutor {

    public void Executar() {
       //bla bla bla
    }
}

class ExecucaoGeral : IExecutor {

    public void Executar() {
        //bla bla bla
    }
}

Até aí beleza, mas na classe base onde vou verificar qual classe devo chamar (individual ou geral), qual seria a melhor abordagem para não ter que ficar utilizando:

IExecutor execucao;

if(determinadaCondicao)
  execucao = new ExecucaoIndividual();
else
  execucao = new ExecucaoFinal();

execucao.Executar();

Já vi alguns Factories, Maps, etc, mas nada que tirasse essa minha dúvida. Alguém pode me dar uma luz?

  • Qual o problema com a abordagem que está utilizando atualmente? – PauloHDSousa 26/06/15 às 15:32
  • Cara, eu imagino que não tenha o que fazer, pelo exemplo que você deu, terá que continuar com a condicional, para saber qual classe o objeto deverá ser instância... – Felipe Avelar 26/06/15 às 15:32
  • Fico pensando se existe alguma abordagem melhor de se fazer isso :) – Kevin 26/06/15 às 15:34
  • 1
    Acho que não. Depende muito do código. As respostas, creio, seriam opinativas. – Leonel Sanches da Silva 26/06/15 às 16:20
  • BTW, nem sempre ifs são ruins: pt.stackoverflow.com/a/4745/1745 – hugomg 26/06/15 às 16:25
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Polimorfismo não se aplica aqui.

Polimorfismo acontece nas variáveis, nas instâncias.

Por exemplo: Tenho a classe gato, e a classe cachorro, ambas derivadas de animal. A classe animal tem uma propriedade cor e um método alimentar().

Como gato e cachorro são animais, posso chamar cor ou alimentar() em um gato.

Agora, quando crio uma nova instância, não posso criar sem saber o tipo. Nem posso criar um cachorro como se fosse um animal.

No seu caso, o if está na outra "ponta" da lógica. É ele que determina o tipo da classe. E isso não pode ser feito de forma polimórfica.

  • Quando cria uma nova instância, você precisa definir o tipo.

  • Quando for usar o objeto, você pode usá-lo como se fosse outro tipo, graças ao polimorfismo.

Factories e outros servirão para centralizar essa decisão de qual tipo instanciar, mas no final, sempre haverá um if ou estrutura equivalente.

  • Obrigado, todas as respostas de vocês foram úteis. Eu estava procurando uma forma de abolir os ifs rsrs, mas não tem jeito. – Kevin 28/06/15 às 0:02
  • Não existe. Mas o que é feito, e um item importante de arquitetura, é centralizar a criação destas instâncias. Procure por IoC (invertion of concern) ou DI (dependency injection), acho que vai te interessar. – RSinohara 29/06/15 às 16:31
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Neste caso use uma Fábrica. Uma classe com um método estático que retorna um IExecutor. Talvez seja algo do tipo

public static IExecutor GetBestExecutor(Condicao _condicao)
{
   switch(_condicao) 
   {
       case Condicao.Individual:
         return new ExecucaoIndividual();
         break;
       default
         return new ExecucaoGeral();
         break; 
   }
}
2

Você pode usar uma Factory assim:

class ExecucaoFactory {

    public void IExecutor Criar(boolean condicao) {
        return condicao ? new ExecucaoIndividual() : new ExecucaoFinal();
    }
}
ExecucaoFactory factory = new ExecucaoFactory();
factory.Criar(algumaCondicao).Executar();

No fundo você está colocando o if (ou o operador ternário equivalente) dentro da factory, aonde a sua complexidade ficará encapsulada e concentrada em apenas um único lugar, simplificando possíveis alterações futuras que puderem vir a ser necessárias.

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