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Li que "arquitetura baseada em microsserviços" basicamente torna os requisitos do sistema em serviços específicos e independentes.

Neste artigo, logo após as definições diz que é possível separar os serviços em instâncias (máquinas) específicas de acordo com a exigência de hardware daquele serviço.

Minha dúvida é: Para cada serviço é gerado um WAR?

Trabalho com uma aplicação separadas em módulos e em 3 camadas: API's, Services e DAO: Isso é ou não considerado uma arquitetura de micro serviços (não isoladas em diferentes instâncias)?

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    Achei esse post bem interessante e você vai querer ler para entender um pouco mais: itexto.net/devkico/?p=1768 – viana 10/10/16 às 16:48
  • @rray obrigado. eu já tinha visto essa pergunta mas ela não engloba o escopo de SOA, que é o que me gera maior confusão ao comparar com a arquitetura de microsserviços – guijob 10/10/16 às 18:08
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Primeiro respostas às estas perguntas que podem ser respondidas de forma mais "simples":

Para cada serviço é gerado um WAR?

Depende, obviamente, das tecnologias/plataforma utilizadas. Em um ambiente real você perceberá que alguns micro serviços podem ser empacotados em WAR para serem implantados em containers web Java, mas outros não serão, podem ser um simples JavaScript implantados em um HTTP server.

Trabalho com uma aplicação separadas em módulos e em 3 camadas: API's, Services e DAO: Isso é ou não considerado uma arquitetura de micro serviços (não isoladas em diferentes instâncias)?

Provavelmente não é uma arquitetura de micro serviços. É provável que esteja mais para uma arquitetura monolítica e iremos ver logo logo o que é isto.

De forma resumida (mas nem tanto :P) podemos dizer que:

  • micro serviço é a consequência de quando aplicamos o príncipio da responsabilidade única no nível arquitetural, seja de software, sistemas, etc.
  • considerando o dito acima, uma arquitetura orientada a micro serviços pode ser definida como um conjunto de pequenos serviços, cada qual rodando de forma independente e comunicando entre si através de um mecanismo leve, podendo cada micro serviços prover ou não uma forma de interface de usuário. Se olharmos as "entranhas" de cada micro serviço veremos que ele é independente, então fazendo uma comparação com a sua arquitetura, cada micro serviço publicará sua própria API (que inclusive pode ser a forma de integração entre micro serviços), seu próprio(s) DAO(s), etc. A granularidade vai depender da sua necessidade, levando em conta sempre independência, facilidade de escalar, de implantar, etc.
  • uma arquitetura monolítica é aquela em que uma aplicação é construída em uma única unidade, considerando a plataforma Java Web, todos os serviços em um mesmo WAR seria uma comparação aceitável de como é empacotada uma aplicação concebida de forma monolítica.

Utilizando o enxerto do artigo que você citou:

...é possível separar os serviços em instâncias (máquinas) específicas de acordo com a exigência de hardware daquele serviço.

Sim, isto é sim possível com esta arquitetura, mas também o é com outras arquiteturas menos granulares.

O que ganhamos com micro serviços é a alta granularidade que a arquitetura permite, ou seja, podemos ter vários micro serviços em um mesmo servidor e escalarmos em outro servidor apenas outros micro serviços.

Além disto, temos os diversões padrões que são diretamente relacionados à micro serviços, como serviços únicos por máquina virtual ou por container, registro e descoberta de serviços, etc.

Nos links abaixo você poderá encontrar detalhadamente o que é uma arquitetura de micro serviços. Como perceberá é bastante grande, então não compensa incluir aqui, o detalhamento seria muito extenso:

Além do blog do Martin Fowler, veja também os do Spring, nginx e blogs técnicos de empresas que possuem arquiteturas bem granulares e APIs ricas, como Netflix, a já citada SoundCloud, entre outros, eles sempre publicam alguma coisa sobre como estão utilizando micro serviços para melhorarem a forma de implantação de seus serviços, resposta rápida a mudanças de negócio, escalabilidade, etc.

Como pode ver, já existe bastante conteúdo sobre o assunto. Então, bons estudos =)

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    Legal sua resposta, os links que postou etc... muitas pessoas saem dividindo suas aplicações em vários módulos achando que estão utilizando microservices mas na verdade nem um simples SSO chegaram a implementar, arquitetura baseada em microserviços é uma arquitetura muito linda, porém não é uma bala de prata, em certos contextos mais atrabalha do que ajuda, se não for tudo muito bem pensado tem replicação de código, problemas no deploy com integração continua e além, se não for uma equipe de seniors tem grande chance de fracasso, afinal nem todo mundo é uma Netflix :) Parabéns pela resposta. – Dilnei Cunha 13/08/16 às 22:09
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Arquitetura de microserviços ou monolítica?

Referência: http://blog.caelum.com.br/arquitetura-de-microservicos-ou-monolitica/

Sistema monolítico Um único sistema, com todos os módulos dentro dele

inserir a descrição da imagem aqui

Como tudo em desenvolvimento de software, existem vantagens e desvantagens nos sistemas monolíticos. Um dos principais pontos negativos é que você tem um grande ponto único de falha, que significa que se houver algum erro no cadastro de funcionários que deixe o sistema fora do ar, isso vai levar junto todo o sistema, incluindo funcionalidades que não possuem nenhuma relação com essa funcionalidade, como por exemplo a geração de contrato para alunos. Outro ponto negativo é a base de código, que se torna muito extensa, podendo deixar novos membros do projeto menos produtivos por algum tempo, já que a complexidade do código é bem maior.

Por outro lado, temos um sistema cujo o deploy é fácil de ser feito, já que o banco de dados facilmente evoluirá junto para todas as funcionalidades e há apenas um ponto onde o deploy precisa ser feito. Além disso, não há duplicidade de código e classes necessárias entre os diferentes módulos, já que todas elas fazem parte da mesma unidade.

O cenário da Casa do Código

Ao criarmos a Editora Casa do Código, decidimos seguir outro caminho para o e-commerce. Lá não podemos correr o risco de ficar com a loja fora do ar caso alguma funcionalidade periférica falhe, então quebramos nossa arquitetura em serviços menores. Dessa forma, há um sistema principal, que é a loja e está hospedada no Shopify, e vários outros sistemas que gravitam em torno dela. Temos uma aplicação que faz a liberação dos e-books para os clientes, outro que contabiliza os royalties para autores, outro para cuidar da logística de envio dos livros impressos para o cliente, um painel de visualização dos livros comprados, um para fazer a liberação de vale presentes e outro para promoções.

Arquitetura em microserviços Vários sistemas que são notificados por outro via HTTP quando um determinado evento ocorre. Cada sistema decide o que fazer com o JSON que é enviado para ele

inserir a descrição da imagem aqui

Dessa forma, quando um evento acontece na nossa loja online, os diferentes sistemas precisam ser notificados. Para essas notificações usamos requisições HTTP, assim, quando uma compra é confirmada na loja online, todos os sistemas recebem em um Endpoint essa requisição HTTP, contendo um JSON com todos os dados da compra. Cada sistema decide o que fazer com as informações recebidas, de acordo com a necessidade. Por exemplo, o sistema de liberação dos e-books verifica se a compra possuía e-books e gera os links de download para o comprador, enquanto que o sistema de logística já dá baixa no estoque quando a compra é de um impresso, além de notificar as pessoas quando algum livro está ficando com estoque crítico. Essa característica importante para o maior desacoplamento dos serviços é conhecida como Smart endpoints, dumb pipes, que em uma tradução livre pode ser entendida como Endpoints inteligentes e fluxos simples.

Essa independência entre os diferentes serviços também traz consigo algumas vantagens e também desvantagens. Pelo lado positivo, minimizamos a existência daquele ponto único de falha. Caso algo dê errado no sistema que contabiliza os royalties, a loja continua no ar, os clientes continuam conseguindo baixar seus e-books, ou seja, não compromete a execução de outros servidos. Além disso temos sistemas com base de código menor, facilitando a barreira inicial na compreensão do projeto para um novo membro do time. Outro fator de suma importância é que conseguimos facilmente trabalhar com diferentes tecnologias. Temos serviços desenvolvidos em Java com VRaptor, Java com Play Framework, Rails e novos serviços sendo criados em PHP.

Por outro lado, há uma intersecção de código entre todos os sistemas, gerando uma repetição de código. Por exemplo, o código que recebe a requisição, transforma o JSON vindo do Shopify nos objetos que queremos trabalhar é o mesmo para todos os projetos, assim como classes de modelo. Minimizamos esse impacto com a criação de bibliotecas, que são compartilhadas entre os projetos. Além disso, temos uma pequena duplicidade de informações que raramente sofrem alterações entre os serviços, já que cada um possui sua própria instância de banco de dados.

Essa arquitetura onde temos um grande sistema quebrado em serviços menores e mais leves, por critério de funcionalidades de negócio, integrados via HTTP (ou alguma arquitetura de mensageria) é o que forma a famosa arquitetura de microserviços. Evidentemente, existem outros casos de arquiteturas de microserviços que podem usar diferentes tecnologias, bancos de dados compartilhados entre serviços, serviços que se comunicam com outros serviços e assim por diante.

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    Obrigado pela resposta. O exemplo ajudou a entender, mas ainda preciso ler mais porque fiquei com dúvida sobre como ele divide esses microsserviços e e relação entre os bancos de dados – guijob 10/10/16 às 17:10
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    Ai no meu ver, já mais uma questão de conceito ou necessidade, eu vejo a possibilidade de trabalhar com um banco, com bancos separados por serviços, com bancos aninhados entre serviços, mas ai você começa a trabalhar com tabelas burras (com FKs que apontam para tabelas em bancos diferentes), e ai você começa a ter complexidade no momento de precisar garantir a integridade dos dados, isso da conversa pra mais de metro...hahaha – Kenny Rafael 10/10/16 às 17:25
  • @KennyRafael você poderia fazer um texto próprio? Aparentemente não há autorização para copiar o conteúdo deste texto.Você poderia reescrever ele, pode até citar alguma coisa pequena para fundamentar sua resposta, mas não pode copiar o texto. Caso contrário precisaria ser apagado. meta.pt.stackoverflow.com/q/5430/101 – Maniero 14/12/16 às 14:20
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Microserviços

Microserviços é o desenvolvimento de aplicações como um conjunto de pequenos serviços, onde cada um executa seu próprio processo e podem ser construídos de forma modular, com base na capacidade de negócio da organização em questão. Isso faz com que a implantação e a escalabilidade possam ser tratadas conforme a demanda. Além disso, a independência entre os serviços permitem que eles sejam escritos em diferentes linguagens de programação e diferentes tecnologias, visando atender a necessidades específicas da melhor maneira. Outro ponto importante é que cada serviço pode ser gerenciado por diferentes times de desenvolvimento, possibilitando a formação de equipes especializadas.

Vantagens:

  • Fácil entendimento e desenvolvimento do projeto;
  • Fácil e rápida implantação (build e deploy);
  • Redução do tempo de startup, pois os microserviços são menores que aplicações monolíticas em termos de código;
  • Possibilidade de aplicar a melhor ferramenta para um determinado trabalho.

Desvantagens:

  • Dificuldade em implantar e operar sistemas distribuídos;
  • Como cada microserviços geralmente tem sua própria base de dados, o gerenciamento de transação se torna mais difícil (múltiplas bases de dados);
  • Implantar uma alteração em um serviço utilizado por muitos sistemas demanda coordenação e cautela.

Comparação com padrão monolítico

Uma aplicação empresarial é geralmente construída em três partes principais:

  • Interface
  • Banco de dados
  • Aplicação server-side

Na parte de interface ficam as páginas HTML e JavaScript, no banco de dados são relacionadas as tabelas e a aplicação server-side irá manipular as requisições HTTP, executar a lógica de domínio, receber e atualizar os dados da base de dados e por fim, selecionar e popular os blocos HTML para enviar ao navegador. Esta aplicação é monolítica, é feita como uma única unidade, qualquer mudança feita no sistema terá que ser feita uma nova publicação.

Apesar dessas aplicações serem bem-sucedidas, uma pequena alteração feita em uma parte do software, mesmo que pequena, faz com que toda a aplicação tenha que ser republicada. Com o tempo vai ficando cada vez mais complicado de manter uma estrutura modular. Devido a esses problemas, foi criado o padrão de microserviços.

Essa imagem mostra a comparação entre uma aplicação monolítica e microserviços:

inserir a descrição da imagem aqui

Microserviços e SOA

SOA significa Service-Oriented Architecture (Arquitetura Orientada a Serviços) e é um estilo de arquitetura de software que prega que as funcionalidades implementadas pelas aplicações devem ser disponibilizadas na forma de serviços. Essa imagem, mostra as principais características do SOA:

inserir a descrição da imagem aqui

Microserviços e SOA são muito semelhantes em princípio, mas os produtos que são alvo SOA ou microserviços têm diferenças que os tornam adequados para diferentes casos de uso.

Se você estiver desenvolvendo um aplicativo, então um framework de microserviços vai ser mais ágil e lhe dará maior controle como desenvolvedor. Se o que você está tentando fazer é orquestrar uma série de processos de negócios em toda a sua empresa, então um produto SOA provavelmente fornece um conjunto melhor de ferramentas.

Referências:

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Olá,

Pensando em processamento distribuído o ideal é termos varias funcionalidades do sistema desacopladas em modo de serviço.

Por exemplo, temos uma aplicação que apenas "Exibe", "Atualiza", "Insere" e "Deleta" um cliente. Ao invés de termos tudo isso acoplado em um só lugar, seria mais proveitoso termos vários servidos (WCF, WEB SERVICE, JSF) distribuído. Assim para para ganharmos desempenho como estamos falando de serviços podemos ter a aplicação Web em um servidor e os serviços em outro(os).

http://www.itexto.net/devkico/?p=1755

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    Luã, se puder fornecer uma resposta mais completa. Já li esse texto, me parece que como é algo relativamente novo ninguém sabe definir "direito". – Daniela Morais 16/06/15 às 18:46
  • Desculpe, não encontrei muita coisa que realmente irá ajuda-la referente a esse assunto. Irei encaminhar sua questão para alguns amigos arquitetos, vamos ver se eles poderão te ajudar. – Luã Govinda Mendes Souza 18/06/15 às 13:34

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