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Algumas empresas que trabalham com containers Java EE dizem usar Barramentos de Aplicação, nunca trabalhei com tal recurso e gostaria de saber duas coisas sobre eles:

  • o que é?
  • como funcionam?
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    Delfino, qual é a relação direta entre trabalhar com containers JEE e usam ESB? Uma das premissas de um service bus é exatamente ser agnóstico em termos de tecnologia, então talvez seja legal você editar as tags da pergunta, considerando usar tags como arquitetura-de-software ou até mesmo soa e web-service. – Bruno César 9/06/15 às 0:02
  • Bruno como não conheço a tecnologia, apenas listei tags que representam o que tenho encontrado, eu posso editar a pergunta, mas talvez o ideal seja vc mesmo faze-lo, é uma prática saudável aqui, eu não me importo e considero um aprendizado. – Delfino 9/06/15 às 0:05
  • Tranquilo, vou elaborar uma resposta para você assim que sobrar um tempo e já vejo esta edição :) – Bruno César 9/06/15 às 0:06
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Como introdução, primeiro é necessário salientar que ESBs são agnósticos em termos de tecnologia, sendo esta uma premissa e inclusive fator que faz com que grandes empresas com um parque heterogêneo de aplicações adontam barramentos de serviços.

Outra coisa que você citou na pergunta é barramento de aplicação, eu particularmente nunca havia ouvido este termo, inclusive busquei e não encontrei nada relacionado. O padrão é mesmo o barramento de serviços, serviços estes contidos em uma aplicação

O que é?

De forma resumida a explicação da Wikipedia é bastante boa, ou seja, barramento de serviço é um modelo de arquitetura de software para projeto e implementação de comunicação mútua entre aplicações em um ambiente heterogêneo em que se busca uma arquitetura orientada a serviços.

Um ponto interessante que devemos salientar é que barramentos por si só não entregam arquiteturas orientadas a serviços, mas em muitos casos são essenciais para compor tal arquitetura.

Diria que os barramentos são os caras que não sabem o significado semântico das mensagens trocadas, mas que conhecem muito melhor que qualquer outra aplicação a sintaxe dos mais variados tipos de troca de informações, então eles se preocupam em ser a abstração para a troca correta de mensagens, sem se preocupar quase sempre com regras específicas do negócio.

Como funciona?

Em um ambiente corporativo é comum termos muitas aplicações construídas nas mais diversas plataformas, cada uma possuindo (ou não) tipos de trocas de dados diferentes. Exemplos comuns são trocas de arquivos em file system ou FTP, construção de views em bases de dados, mensagem em algum serviço qualquer de mensageria, web services SOAP, end points REST e muitos outros padrões e formas de se disponibilizar informações para integração.

Agora imagine você ter que fazer a integração ponto a ponto de cada uma dessas aplicações? Se tivermos 10 aplicações, o que é pouco num ambiente corporativo, e cada uma delas ter seu próprio padrão de integração teríamos que implementar na unha 100 integrações!!!

É neste ponto que os midlewares de barramento de serviços entram, ou seja, visam abstrair e centralizar a heterogeneidade encontradas nestes ambientes corporativos, fornecendo integração com baixo acoplamento e orientado mais a configurações do que a codificação.

Barramentos possuem no mínimos estas 4 características, que podem ser divididas em muitas outras:

  • Criação e hospedagem de serviços: expõe serviços para integração entre as aplicações de forma centralizada
  • Mediação de serviços: adaptadores de protocolos, mapeamento de serviços
  • Roteamento de mensagens: entregam as mensagens no local correto com baixo acoplamento
  • Manipulação de dados: transformam os dados de forma a entregá-los no padrão esperado por cada aplicação que consuma serviços do barramento

Cenários bem comuns em que são adotados, incluindo também os já citados, são estes:

  • transformação de dados entre sistemas
  • integração entre padrões e sistemas heterogêneos
  • troca de arquivos entre sistemas
  • troca de mensagens entre filas/tópicos/etc.
  • orquestração de um processo entre diversões sistemas: cenário em que um sistema deveria integrar com N aplicações, mas que agora consome um único serviço do barramento
  • processamento de dados e mensagens de acordo com regras de negócio
  • expor sistemas legados por meio de padrões mais atuais, como serviços web
  • exposição de APIs por meio de proxy de serviços heterogêneos já disponíveis
  • etc.

Alguns exemplos de ESBs são estes:

Este foi um resumo do que é e o que pode fazer um barramento, na documentação dos providers listados acima é possível ver muitas outras características e benefícios que uma corporação pode obter quando adota um barramento de serviços.

  • Sobre o termo Barramento de Aplicação, posso realmente ter me confundido, porém o contexto é um ambiente onde se tem diversos fornecedores de aplicação, com por exemplo instituições financeiras e há a necessidade de haver comunicação entre tais aplicações e algumas em especial que coordenam o fornecimento e manutenção de certos dados. Como nunca trabalhei com este tipo de tecnologia com certeza posso estar usando o termo errado, também pesquisei e não achei, porém o conceito é exatamente o que oferece o ESB. Obrigado pela resposta, votei na mesma porque até o momento é a que responde. – Delfino 3/07/15 às 15:43
  • @Delfino ok, caso tenha um cenário de aplicação fica mais simples desenhar uma arquitetura em que a solução se aplica, daí posso atualizar a resposta. – Bruno César 3/07/15 às 17:12
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Cara, vou te dar uma resposta clara, melhor que copiar e colar aqui como o amigo fez ai.

Vamos lá, imagina que você tem uma aplicação que consome um serviço de outra. até ai tudo bem certo ?

Agora imagina que você tem uma aplicação que consome o serviço de outra, e essa outra consome o serviço de outra aplicação para dar sua resposta. Ta ficando complexo a coisa né ? Vai ser preciso dezenas de interfaces para você fazer isso, imagina agora se você tem centenas de middlewares rodando fazendo essa coisa de louco ai ? pra da manutenção vc vai ficar doido jovem

é ai que o barramento (ESB) entra, a ideia é que ele consuma todos os serviços e faça o roteamento e orquestração do mesmo, ele é capaz de pegar todos os wsdls ali preencher eles com mais conteúdo em tempo de execução (isso se chama orquestração), fora que ele vai te dar tradução de msgs e outras coisas, tudo com apenas uma interface (abstração de camadas).

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    Tipo um Facade de arquitetura de componentes..? – Marlysson 2/05/17 às 18:12
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    mais ou menos isso cara, a ideia é essa. E lembre-se, qualidade sempre. – Marcus Vinicius 2/05/17 às 18:14

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