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Sim, óbvio que é importante, porém eu vejo muitos sites que simplesmente não funcionam se o JavaScript estiver desligado. É mais por uma questão de curiosidade, mas hoje em dia é quase obrigatório usar JavaScript em um site grande, então o hábito do "suporte aos usuários que não tem" acaba? Exemplos de sites que não funcionam com o JavaSript desligado:

Lógico que tudo depende do tipo de site que está a ser desenvolvido, mas me refiro aos sites novos que usam vários efeitos bonitos como Parallax, bibliotecas como o Bootstrap e o jQuery, etc. Em especial sites One Page, que usam e abusam do JavaScript, tendo resultados fantásticos. Então no desenvolvimento desses sites, esse quesito é deixado de lado?

  • 7
    Eu tenho uma opinião que muita gente não vai gostar, mas eu acho que ao menos 70% dos sites que não funcionam sem JS são incompetência do programador (hoje muitos dos sites que eu tenho visto são feitos por equipes de moleques, e falo isso com a maior tranquilidade, doa a quem doer). Graceful degradation e principalmente Progressive enhancement são dois conceitos que já são postos em prática por uma série de bons desenvolvedores, e garantem o acesso à informação por uma gama muito maior de dispositivos. Sites de serviços públicos como o registro.br, por exemplo, deveriam ter isso em mente. – Bacco 2/04/15 às 23:43
  • 2
  • 1
    Adendo: para alguns do SOpt deve ser difícil acreditar nisso, mas existem pessoas que não vivem centradas no PC, ou nem tem condições de (ou simplesmente não deveriam precisar) trocar o PC velho (não precisa ser tão velho, um Athlon de 3Ghz já tem dificuldades por não ter SSE) e não tem como usar browsers novos. Tudo bem que algum tonto pode dizer que "esses pobres que não vão comprar o meu produto, então não tou nem aí", mas tenhamos bom senso. Outros já não conseguem fazer nada que não tenha pronto no framework da moda que dependem de JS, e por isso a coisa está indo pra esse rumo. – Bacco 3/04/15 às 0:08
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    Não sabia sobre os conceitos do Graceful degradation e Progressive enhancement, com certeza serão coisas que lembrarei na hora de fazer o layout um site. Obrigado pela opinião, andei dando uma pesquisada e descobri uma tag chamada <noscript> que talvez você já conheça. Tentarei dar ao máximo suporte a todos os usuários, assim é menos um programador incompetente :] – Rafael Almeida 3/04/15 às 0:09
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    Tem um site muito interessante, que mostra que temos sim que nos preocupar primeiro com o conteúdo, depois com as "firulas", que não agregam muito valor ao usuário (sim, CSS e JavaScript agregam valor, mas o conteúdo sempre ganha): sighjavascript.tumblr.com. – danguilherme 3/04/15 às 0:44
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JavaScript, com o passar dos anos, tornou-se muito procurado, tendo dado origem a todo um universo de frameworks com as quais a Internet dos dias de hoje parece não sobreviver.

Brendan Eich foi o criador da linguagem JavaScript em 1995, mais tarde o fundador do universo Mozilla, que à umas versões atrás, no seu produto Firefox versão 23 removeu a opção para desligar o JavaScript.

Atendendo que o pessoal da Mozilla é uma referencia no que respeita à Internet, uso e produtividade sob a mesma, e atendendo ao fato de terem removido a opção para desligar o JavaScript, eu diria que sim, que o suporte a pessoal (usuários) sem JavaScript vai acabar!

JavaScript, uma opção ?

A web não anda sem HTML, mas todo e qualquer outro conteúdo multimédia ou linguagem no lado do cliente foi sempre facultativa: JavaScript, CSS, Imagens, Video, etc.

A questão é que nos dias de hoje, com a exigência do publico alvo a aumentar constantemente, com toda a procura de dinamismo e operações em tempo real, a constante tentativa de "abolir" o chato do page-refresh, torna-se difícil para qualquer profissional da área satisfazer o mercado atual sem JavaScript.

Já nem o CSS 2.1 serve para a maior parte dos trabalhos, vai-se lá imaginar uma página sem CSS!

O mesmo se passa com o JavaScript:

  • Validações de dados em tempo real;
  • Efeitos visuais;
  • Temporizadores;
  • Conteúdo dinâmico;
  • Camadas adicionais de proteção em aplicações;

E muitas outra aplicações práticas que tornam o JavaScript indispensável nos dias modernos, fazem com que o mesmo já não seja uma opção mas sim uma necessidade.

Isto é um fato adquirido sob o qual os fornecedores de navegadores trabalham para melhorar e tendem, como a Mozilla, a evoluir ao invés de estagnarem.

JavaScript, tem futuro ?

Quem se recorda de ter trabalho em Flash sabe que a mudança é inevitável e que de hoje para amanhã existe algo novo, melhorado que vem substituir aquilo a que estamos habituados.

Flash foi uma moda, durante anos os sites eram desenvolvidos em flash, o próprio Flash cresceu, foi melhorado e tornou-se a ferramenta indispensável. Hoje, HTML5 faz o que o Flash fazia, de forma mais simples, mais eficaz e com menos problemas de compatibilidade e sem requerer plugins.

O JavaScript vai chegar à fase em que o Flash se encontra hoje, morto na água! Para já, é uma linguagem cheia de vida e futuro, mas com HTML5 e CSS3, muita da necessidade de JavaScript desapareceu, a dada altura também ele irá desaparecer.

Ex.:

Verificar se determinado campo num formulário está vazio:

<form name="meuFormulario" method="post">
  Pergunta: <input name="question" />
  <br />
  <input onclick="return IsEmpty();" type="submit" value="Adicionar Pergunta" />
</form>

JavaScript

function IsEmpty(){
  if(document.forms['meuFormulario'].question.value == "")
  {
    alert("vazio");
    return false;
  }
    return true;
}

HTML5

Basta adicionar o atributo required ao nosso campo, e o navegador trata do resto!

Progressive Enhancement

A técnica assenta num principio simples, criar algo sólido e funcional, indo-se depois aplicar toda uma camada de funcionalidades extra que podem ou não ser utilizadas, se o suporte necessário para as mesmas se encontra disponível.

Nada do paragrafo em cima se verifica na maioria dos sites ou plataformas online atualmente. Tudo o que se procura é fazer bem, rápido e moderno porque daqui a meio ano é para apagar e fazer algo novo!

  • Navegadores avançam de versão em versão tão rápido que quando vou fazer uma atualização já vou 3 ou 4 versões atrás;
  • As tecnologias mudam de tal forma que a melhor solução que temos hoje, daqui a um mês é um "crime" utilizar.
  • Faço um trabalho hoje, daqui a meio ano o cliente quer algo novo, totalmente diferente.

Mas o que é que é mais importante: Avançar ou perder um tempo infinito a garantir que uma pequena minoria que insiste em não avançar consiga ver o que os outros que avançaram estão a ver?

ou seja

Trabalhar com tecnologia atual, entre a qual JavaScript ou continuar a perder um tempo infinito para garântir que quem usa Internet Explorer 7 com JavaScript desligado vai poder utilizar o SOpt ?

Eu diria que sim, que o suporte a pessoal (usuários) sem JavaScript vai acabar!

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Tudo depende da exigência de tais usuários: se houver pressão para que os sites funcionem sem JavaScript, ainda existirão sites que funcionem sem JavaScript. Se não houver, não existirão...

Eu diria que a grande maioria das pessoas não dá a mínima pra isso (ou sequer sabem que isso existe!). Mas há um grupo expressivo que se importa - sejam "fanáticos" por software livre que não querem código não-livre executando em sua máquina, sejam "paranóicos" por segurança que não querem código arbitrário executando em sua máquina, sejam pessoas comuns de saco cheio de tanta propaganda que preferem habilitar seletivamente o JavaScript mas mantê-lo desligado por padrão (categoria na qual eu me incluo1).

Pessoas físicas e empresas privadas têm total liberdade para ignorar esses grupos - em geral pequenos demais para fazer um diferença significativa em seus bolsos. Já sites oficiais do governo, por exemplo, podem ser obrigados por lei a manter certos serviços acessíveis, caso sofram pressão suficiente para isso. É o mesmo caso dos sites que só funcionavam no IE ou dos programas que só funcionavam no Windows - o pessoal reclamou tanto que hoje a situação já é bastante diferente (o programa pra fazer declaração de Imposto de Renda, por exemplo, é cross-platform; e muitos bancos têm "modulos de segurança" específicos pro IE - via ActiveX - e pro resto - via Java). Se pressão semelhante existir para que certos sites funcionem sem JavaScript, não restará alternativa a não ser fazer dessa forma2.

Mas para a grande maioria das aplicações, eu concordo com os argumentos do Zuul - se espera muito mais de um site hoje em dia do que simplesmente ler informação estática e ocasionalmente postar alguma coisa. De modo que o uso de JavaScript se tornará mais e mais pervasivo. A menos é claro que alguém invente uma engine mais versátil que um browser - talvez até tornando os browsers obsoletos (difícil mas possível - o protocolo HTTP foi pensado de forma que os clientes - ou User Agents - evoluíssem de forma independente dos servidores, e vice-versa). Que permita fazer 95% do que os sites atuais fazem, porém de uma forma puramente declarativa, sem precisar de código [executável] arbitrário. Difícil de imaginar hoje em dia, mas todas as tecnologias disruptivas começam assim... ;)


1. Sério! Experimente navegar 1 mês com NoScript ligado e depois voltar ao que era antes. Você não aguenta... A Internet fica literalmente mais bonita com o NoScript!

2. E existem razões mais importantes que evitar anúncios para se desabilitar JavaScript, especialmente em sites vindos do(s) governo(s)...

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