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No C, quando usamos alocação dinâmica, temos apenas um ponteiro, por exemplo:

array = (uint8_t *) malloc(100)

A questão é que isso não revela quantos itens tem no array, e nem qual o tamanho do array, portanto considere que:

array = (uint8_t *) malloc(100);
array[0] = 1;
array[1] = 2;

Em outras linguagens, como no Golang, seria possível fazer: len(array) e cap(array), afim de saber quantos itens tem e qual o tamanho máximo (afim de evitar realocações). No Zig, temos o len que seria 100, o que já é menos pior.

Entretanto, no C, aparentemente não tem isso, então pensei em fazer algo como:

typedef struct {
    uint8_t * Data;
    uint32_t _len;
    uint32_t _cap;
} DataArray;

Dessa forma, a estrutura acima seria, _len = 2 e _cap = 100. Isto é, inclusive, como o Slice do Golang funciona. Uma prática similar ocorre no Zig, onde um slice possui um tamanho e um ponteiro.


A questão é: essa é a forma mais comum e adequada de ser feita no C? Existe outra forma de fazer isso e que é mais tradicional de ser feito no C? Existe alguma biblioteca padrão que adicione alguma estrutura similar?

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    Essa que descreveu é uma maneira comum, criando uma estrutura que contem o ponteiro, algum limite e a capacidade em uso. Não é incomum usar também um valor com a capacidade inicial e outro com o tamanho de um bloco de expansão. Não é incomum usar também um ponteiro para o ponteiro para o dado, a la main. E o endereço de uma estrutura dessas é passado como parâmetro, evitando assim passar o tamanho. Esse é o conceito de encapsulamento.
    – arfneto
    24/05 às 23:29
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    A título de curiosidade, em slices, Rust armazena somente o ponteiro e o comprimento (já que slices não permitem expansão). Quando tipos podem crescer, como String ou Vec, Rust também armazena a tripla de ponteiro, comprimento e capacidade. Eu acho que é realmente bastante comum. 25/05 às 0:35

1 Resposta 1

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Depende do contexto e necessidade.

Se vai usar só dentro de uma função então não tem muito o que pensar, tá tudo ali o que precisa.

Quando passa de uma função para outra o que vejo sendo mais comum é fazer isso passando junto um outro parâmetro com o tamanho, inclusive as funções padrões seguras de C operam assim. Eu prefiro a outra forma a seguir sempre que possível e viável.

Essa forma é a adotada na pergunta, com variações, inclusive o AP já sabe que é assim internamente em Go, Zig e praticamente qualquer linguagem, até quando isso é feito em uma classe. C apenas não tem isso pronto, ela deixa você fazer como achar melhor para a sua necessidade. Mas não tem muito o que inventar.

C deixa, por exemplo, fazer o que ela faz com string, e se quiser saber o tamanho deve contar até achar um elemento que indica que não tem mais dados ali. Uma decisão extremamente infeliz que pagamos caro até hoje em tudo (não detalharei porque não é o foco).

Eu adotaria a postada se não tiver algum outro impedimento. Talvez em algum caso tamanho e capacidade fundidos, criando uma limitação, claro.

A dificuldade é interagir com bibliotecas que não esperam essa informação assim, incluindo a padrão, nada grave, só não é tão conveniente.

O duro é que cada biblioteca pode usar de um jeito. Se vai conversar com o Windows por exemplo tem de tudo quanto é jeito e você tem que se adaptar.

Acho que não precisa dizer que qualquer forma sempre exigirá que chame funções manualmente para manter esses dados consistentes e sincronizados.

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  • Você teria alguma referência para eu entender qual foi a decisão infeliz a qual pagamos caro até hoje? 26/05 às 15:38
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    Acho que pode ajudar pt.stackoverflow.com/q/167528/101, daí pode pesquisar mais detalhes. Fora isso, só postando uma pergunta específica.
    – Maniero
    26/05 às 15:43

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