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Eu tenho este vetor:

df_1 <- data.frame(x = c(1, 2, 3), y = I(list(NULL, NULL, "A")))

Que devolve

df_1

#  x y
#1 1  
#2 2  
#3 3 A

Neste exemplo, ele me permite criar um data.frame com um vetor com valores NULL.

O que significa I em R e quando utilizá-lo?

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  • 1
    Sempre tomei I como um "atalho" para "identidade". Identidade é a função de X que retorna X. 29/04 às 13:39

2 Respostas 2

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Da ajuda para I (tradução minha):

Altera a classe de um objeto para indicar que ele deve ser tratado "como é".

Em algumas situações, R trata um objeto como pertencente a uma classe diferente ao avaliar uma expressão. Isso é feito por conveniência, para tornar a sintaxe mais compacta em usos comuns. Nos casos em que se deseja contornar esse comportamento, a função I indica para avaliar o objeto como pertencente à sua classe original.

Fórmulas

Em R, operadores aritméticos pertencem à classe function. Mas em fórmulas são usados para especificar facilmente relações entre variáveis. I nesse caso mantém a avaliação como operador aritmético. Assim

formula(y ~ I(a + b))

é o mesmo que:

c <- a + b
formula(y ~ c)

Rui Barradas ilustrou bem esse caso, então não vou me estender.

data.frames

Por conveniência, algumas classes são convertidas automaticamente ao gerar data.frames. Por exemplo, colunas de matrizes e elementos de listas são convertidos para vetores:

v <- letters[1:3]
m <- matrix(1:9, 3)
l <- list(1, 2, 3)

df1 <- data.frame(v, m, l)

str(df1)
#> 'data.frame':    3 obs. of  7 variables:
#>  $ v   : chr  "a" "b" "c"
#>  $ X1  : int  1 2 3
#>  $ X2  : int  4 5 6
#>  $ X3  : int  7 8 9
#>  $ X1.1: num  1 1 1
#>  $ X2.1: num  2 2 2
#>  $ X3.1: num  3 3 3

Para manter a estrutura de matriz e lista, usa-se I:

df2 <- data.frame(v, I(m), I(l))

str(df2)
#> 'data.frame':    3 obs. of  3 variables:
#>  $ v: chr  "a" "b" "c"
#>  $ m: 'AsIs' int [1:3, 1:3] 1 2 3 4 5 6 7 8 9
#>  $ l:List of 3
#>   ..$ : num 1
#>   ..$ : num 2
#>   ..$ : num 3
#>   ..- attr(*, "class")= chr "AsIs"

df2$m
#>      [,1] [,2] [,3]
#> [1,]    1    4    7
#> [2,]    2    5    8
#> [3,]    3    6    9

OBS: O comportamento padrão de data.frame para diferentes classes varia com a versão do R.

NULL

Em R, NULL não é um valor, mas uma classe especial de objeto (diferente de NA, que é uma constante que indica valor ausente):

a <- 1
b <- NULL
c <- NA

c(a, b, c)
#> [1]  1 NA

No exemplo que postou, não foi criado um data.frame contendo um vetor com valores NULL. Com o uso de I, criou um data.frame contendo uma lista com objetos da classe NULL:

df3 <- data.frame(x = 1:3, y = I(list(NULL, NULL, 1:4)))

str(df3)
#> 'data.frame':    3 obs. of  2 variables:
#>  $ x: int  1 2 3
#>  $ y:List of 3
#>   ..$ : NULL
#>   ..$ : NULL
#>   ..$ : int  1 2 3 4
#>   ..- attr(*, "class")= chr "AsIs"
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A função I() tem dois significados.

Na criação de data.frames, de help("I"):

Details
Function I has two main uses.
In function data.frame. Protecting an object by enclosing it in I() in a call to data.frame inhibits the conversion of character vectors to factors and the dropping of names, and ensures that matrices are inserted as single columns. I can also be used to protect objects which are to be added to a data frame, or converted to a data frame via as.data.frame.

Tradução Google

Detalhes
A função I tem dois usos principais.
Na função data.frame. Proteger um objeto colocando-o em I() em uma chamada para data.frame inibe a conversão de vetores de caracteres em fatores e a eliminação de nomes e garante que as matrizes sejam inseridas como colunas únicas. I também pode ser usado para proteger objetos que devem ser adicionados a um quadro de dados ou convertidos em um quadro de dados via as.data.frame.

Isto significa que o argumento de I é passado tal e qual está, os NULL continuam NULL.


O outro significado é a utilização em fórmulas. Protege os operadores aritméticos, que são interpretados tal como a fórmula está escrita e não são expandidos pelas regras normais.
Um exemplo permite explicar melhor. A operação aritmética * numa fórmula expande para os efeitos pricipais e os efeitos de segundo grau, as interações. Com I continua uma multiplicação. O mesmo acontece com a exponenciação a um expoente inteiro, ^.

No primeiro caso a multiplicação cyl*gear expande para cyl + gear + cyl:gear.

fit <- lm(hp ~ cyl*gear, mtcars)
attr(terms(fit), "term.labels")
#> [1] "cyl"      "gear"     "cyl:gear"

Created on 2022-04-28 by the reprex package (v2.0.1)

No segundo caso o regressor só tem um termo linear. A interação de cyl consigo próprio é só cyl.
Ou seja, cyl*cyl == cyl + cyl + cyl:cyl == cyl.

fit <- lm(hp ~ cyl*cyl, mtcars)
attr(terms(fit), "term.labels")
#> [1] "cyl"

Created on 2022-04-28 by the reprex package (v2.0.1)

No terceiro caso a multiplicação está protegida e o regressor é quadrático.

fit <- lm(hp ~ I(cyl*cyl), mtcars)
attr(terms(fit), "term.labels")
#> [1] "I(cyl * cyl)"

Created on 2022-04-28 by the reprex package (v2.0.1)

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