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Estou trabalhando atualmente em PHP e percebi que na hora de implementar classes eu não posso apenas instanciar e depois implementar abaixo da classe usando o seletor de escopo ::.

Exemplo:

class Lista{
public:

    Lista(){
        first = last = NULL;
    }
    bool listaVazia();
    void inserirInicio(int valor);
private:
     No *first, *last;
};

Método:

void Lista::inserirInicio(int valor){
    first = new No(valor,first);
    if(last == NULL){
        last = first;
    }
}

No PHP eu não consigo fazer isso desta forma, só consigo resolver a função dentro da classe.

  • Mas o que você quer saber especificamente? Se isto está correto? Se pode colocar a implementação do método fora da classe? – Maniero 11/03/15 às 18:46
  • isto, porque no C++ eu crio um header.h e defino a classe e os metodos, e no arquivo function.cpp eu escrevo o que os metodos vão fazer, me parece uma forma mais limpa, então não da pra fazer desta forma ? qual é a vantagem e desvantagem ? – Gabriel Rodrigues 11/03/15 às 19:18
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Em condições normais o PHP funciona assim mesmo. Só é possível definir o método junto da sua declaração. Ao contrário do C++, declaração e definição do método (como é implementado) ocorre em uma só etapa, o que costuma ser mais conveniente. Em muitos raros casos separar pode ter uma pequena vantagem.

Então o C++ usa esta forma mais por limitação do que por vantagem. O C era assim. No passado os compiladores tinham que ter seu trabalho facilitado, os computadores não podiam lidar com grandes quantidades de texto e não podiam se dar ao luxo de facilitar muito o trabalho do programador.

Até existe como manipular as classes em PHP depois que elas foram declaradas e definidas mas não é comum fazer isto e é tão complicado que jamais será útil como forma de organização tanto que a sintaxe oficial não permite, a manipulação ocorreria em um nível mais baixo, então podemos dizer que não pode, e mesmo esta forma não atende o que você deseja. Mas não há nenhuma dificuldade em usar desta forma.

Sem me preocupar com um código correto, a grosso modo seu código ficaria assim em PHP:

class Lista { 
    private $first = null; 
    private $last = null;
    function inserirInicio($valor) { 
        $first = new No($valor, $first);
        if ($last == null) {
            $last = $first;
        }
    } 
}

Coloquei no GitHub para referência futura.

O compilador/interpretador trabalha em dois passos então ele primeiro analisa a estrutura de dados e depois analisa a implementação, o que facilita a organização do código e evita a necessidade das chamadas forward declarations.

Quem vem do C++ pode achar que isto é desorganizado, mas praticamente todo mundo que está acostumado com os métodos dentro da classe, acham o oposto. Não faz sentido ter a implementação fora, praticamente não há ganho. Claro que é possível usar algumas maneiras criativas de compilar a aplicação com a implementação separada mas não costuma ser uma boa ideia, tanto que é bem raro ver alguém fazendo isto. Em essência achar que um é mais organizado que outro é gosto. Eu acho que tudo junto é mais organizado. As linguagens que vieram depois do C++ tiveram a oportunidade de refletir sobre isto e todas conhecidas que não tinham nenhum legado para sustentar preferiram juntar a declaração e a definição do método em uma unidade.

A ideia das classes é justamente colocar o comportamento (métodos) perto do estado (variáveis). Ninguém disse que a implementação do comportamento deve estar presente junto mas é de se esperar que sim.

No comentário fala no uso do arquivo de cabeçalho, esta é outra separação independente de separar a declaração da definição. Claro que se essas duas não estivessem separadas não seria possível separar em dois arquivos diferentes. Nem sempre é possível separar a implementação. Quando usa-se template a implementação precisa estar disponível para o compilador então provavelmente ela estará no header também.

Trabalhe um tempo com uma linguagem decente que permite a definição junto da declaração e acho que você mudará de ideia que é mais limpo separar. Eu vejo minha produtividade ser maior por causa disto, eu entendo melhor os códigos quando está tudo junto. Você vai ter um monte de problemas com PHP e vai achar que a linguagem é uma porcaria, mas esses problemas não ocorrem porque a implementação está inline.

Documentação.

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    O que será que está errado na resposta para receber um -1? É duro ter pessoas que sabem tanto mas não querem compartilhar o conhecimento com que deve estar escrevendo algo errado. Eu gostaria de aprender e não cometer o mesmo erro. – Maniero 11/03/15 às 20:15
  • em resumo, uma boa pratica é implementar dentro da classe, o C/C++ realiza a declaração para depois fazer uma implementação não como forma de organização, mas sim como forma de ajudar o compilador a entender quais metodos são referentes a tais classes – Gabriel Rodrigues 12/03/15 às 14:05
  • me questiono bastante disso pois o meu professor de ED1 diz que sempre devemos usar um .h para definição é um .cpp para desenvolver os metodos, vejo agora que isto vai de cada linguagem – Gabriel Rodrigues 12/03/15 às 14:06
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    É isto mesmo que você entendeu. E seu professor está certo. Para C++, usar o .h, ou .hpp como preferem alguns para diferenciar C++ de C, é o ideal para a declaração. Em raros casos ele não é necessário. Você está confundindo o termos. Definição é a implementação e vai no .c ou .cpp. Embora como eu disse acima, em alguns casos a definição pode ser necessária no header. Cada linguagem tem sua filosofia, não dá para aplicar os mesmos conceitos em todas as linguagens. Mas te garanto que se o C++ compilasse tudo junto, o header não seria útil para nada. – Maniero 12/03/15 às 14:14

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