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No C# 8.0 foi introduzido o operador ! (null-null).

Exemplo:

public static void Main()
{
    Person? p = Find("John");
    if (IsValid(p))
    {
        Console.WriteLine($"Found {p!.Name}");
    }
}

Qual a sua funcionalidade?

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  • 2
    Serve para você informar ao compilador que tem certeza que de p não é nulo naquele momento. Isso vai impedi-lo de lançar um aviso de possível "Null Reference Exception".
    – Jéf Bueno
    24/11/21 às 13:54
  • 2
    BTW, se eu bem lembro, o nome utilizado pelo time do C# é null-forgiving operator.
    – Jéf Bueno
    24/11/21 às 13:57
  • 1
    @JéfBueno na verdade é o oposto, ele permite dar esse erro, o que não é o ideal, tem mais detalhes na resposta.
    – Maniero
    24/11/21 às 14:44
  • @Maniero O que eu quis dizer é que o compilador não vai te avisar do possível problema, mas o erro vai acontecer caso p seja nulo.
    – Jéf Bueno
    24/11/21 às 15:02
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O !, neste contexto, é chamado de null-forgiving, também de null-suppression, ou dammit para os íntimos.

O ponto é outro operador e faz o que sempre fez.

C# 8 introduziu o que é chamado de nullable references. Se você conhece bem a linguagem deve imaginar que isso sempre existiu, os tipos por referência sempre foram anuláveis, diferente dos tipos por valor que inicialmente não eram anuláveis e só na versão 2 da linguagem passaram ter essa capacidade opcional usando um truque, e assim esses tipos passaram ser declarados com um ? depois do nome (ex.: int?). C# 8 passou tornar linear e os tipos por referência anuláveis passaram ser declarados assim também (ex.: string?). Mas por questão de compatibilidade o tipo ainda funciona de forma anulável sem o ? de forma contextual, você pode ligar ou desligar isso. Pode ver mais em Existe desvantagem ou é prejudicial utilizar tipos nulos?.

Então se naquele contexto de compilação estiver ligado o compilador trata os tipos por referência sem o ? como tipos não anuláveis e o código fica mais seguro do ponto de vista de tipagem já que o nulo é uma distorção da tipagem.

Obviamente que existe uma conversa entre os tipos anuláveis e os tipos não anuláveis e os tipos não anuláveis não podem receber um valor de tipo anulável até que prove que ele não é nulo já que este não é um valor aceitável. Em alguns casos o compilador pode provar isso, em outros o programador precisa dizer isso para o compilador.

è aí que entra esse operador, ele diz que aquele objeto não tem um valor nulo, então o compilador deve calar a boca e aceitar que ele pode ser usado com um tipo não anulável. Sem ele o compilador daria erro para dar mais segurança ao código.

Aí, o que acontece se o objeto der um nulo? Dá erro de execução e quebra a aplicação se não tiver uma captura de exceção) (que é um erro e programação). Você tem que ter certeza que o valor não é nulo, caso contrário tornou seu código menos seguro.

No seu exemplo eu imagino que o método IsValid() determina que o valor não é nulo (de fato na documentação com código idêntico é assim), então você estaria seguro. O compilador não poderia garantir isso.

Porém esse operador não precisa ser usado em outra situação:

Person? p = Find("John");
if (p != null && p.Name != null) WriteLine($"Found {p.Name}");

Coloquei no GitHub para referência futura.

Assim o compilador sabe que não é nulo e aceita. Pode ser escrito assim também: p is not null (pattern matching).

Você também marcar certos métodos (\[NotNullWhen(true)\]) como garantidores que o objeto não é nulo, quando isso estiver disponível poderia dizer que o IsValid() é um caso desses e aí o compilador pode garantir a não nulidade mesmo no código original, e de fato é mostrado assim também na documentação. Veja mais.

Então seu uso deve ser bem pouco em códigos modernos. O .NET mudou todos seus métodos para deixar o mais seguro possível, mas não pode fazer milagres para não quebrar a compatibilidade, uma pena, pagaremos um preço para sempre por um erro no início. Esse é talvez o maior erro do C#.

Documentação.

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  • 1
    "ou dammit para os íntimos" :D :D :D
    – bfavaretto
    24/11/21 às 14:07

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