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Uma Máquina de Turing com Fita Limitada possui uma fita finita, um conjunto de estados finitos e alfabetos finitos, correto? Portanto, pode assumir um conjunto de estados finitos. Sendo assim, por que o seu poder computacional não é equivalente ao de um Autômato Finito?

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  • Como você definiria um autômato finito que aceite a linguagem {0ⁿ1ⁿ| n>0}, supondo que n seja menor que a metade do tamanho da fita? Porém, se você considerar um autômato finito com 2 pilhas (A2P), a resposta é sim, eles tem o mesmo poder computacional.
    – Gomiero
    11/12/2021 às 2:57
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    @Gomiero, autômato de 2 pilhas tem o mesmo poder computacional que o autômato de fila, que por sua vez tem o mesmo poder computacional que uma MT. 30/12/2021 às 4:31
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    @JeffersonQuesado Boa! Valeu! Tem razão, e tem uma lista enorme deles que eu não cheguei a estudar. Preciso renovar meus livros :-)
    – Gomiero
    30/12/2021 às 4:38
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    Tem uma resposta minha que eu queria expandir com alguns tipos mais significativos de autômatos pt.stackoverflow.com/a/260964/64969 . A demonstração que o autômato de 2 pilhas equivale ao de fila é simples, se reduz ao problema "escreva uma fila usando como base 2 pilhas". Agora, de autômato de fila para MT a demonstração é bem mais divertida e no momento eu não tenho nem a mínima ideia de como seguir. 30/12/2021 às 4:42

1 Resposta 1

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Vamos fazer um experimento mental? Vamos começar uma máquina de Turing, tranquilo?

Primeiro, vamos nos lembrar como que trabalha uma máquina de Turing? Ela é um conjunto de regras que, dado um símbolo na fita e o estado da MT, ele irá escrever um novo símbolo nessa posição da fita, irá mudar a posição de leitura e irá mudar de estado (pode mudar de estado para o mesmo estado). Isso é uma "transição", grossamente falando.

Tome por exemplo a seguinte situação. A fita estou representando por símbolos em minúsculas, o estado da máquina de Turing por uma letra maiúscula colocada à esquerda do símbolo que ela está lendo:

aaaVbbb

Se fizermos uma transição trocando b por a e indo para a esquerda mudando para o estado A, temos que ficaria desse jeito após disparar essa transição:

aaAaabb

Podemos falar que essa transição é:

V(b) ::= A, a, <=

onde a primeira posição da tupla de retorno é o novo estado, a segunda é o novo estado e a terceira posição da tupla é para onde mover a cabeça da máquina de Turing, só pode receber os valores <= (mexer a esquerda) e => (mexer a direita).

Só para completar, um estado pode ser de aceitação ou não. Se parou em qualquer dos estados de aceitação, a máquina de Turing aceitou a entrada como válida. Caso contrário, ao chegar no final do processamento em um estado que não seja de aceitação, recusou a entrada.

Agora, vamos colocar algumas restrições nessa máquina de Turing? Vamos chamar de Autômato Capado. A primeira restrição que vamos fazer em Autômato Capado em relação à máquina de Turing é que ele só pode mexer para a direita. Ou seja:

S1(v1) ::= S2, v2, =>

Quaisquer que sejam S1, S2, v1 e v2.

Pronto, agora temos que, necessariamente, Autômato Capado irá a cada passo consumir uma letra da entrada e sempre se encaminhar para o final da entrada. Podemos colocar uma regra adicional também: v1 precisa ser parte do alfabeto de entrada. Se não for do alfabeto de entrada (por exemplo, célula vazia à direita da entrada na fita de trabalho infinita), então essa transição não pode estar em Autômato Capado.

Como o autômato nunca irá retornar na fita, então o valor de v2 pode ser tranquilamente ignorado. Se ele pode ser ignorado, eu posso dizer que v2 == v1, adicionar essa nova restrição. Assim, tenho que as transições válidas para Autômato Capado são as seguintes:

S1(v1) ::= S2, v1, =>
v1 precisa ser do alfabeto de entrada

Sabe qual autômato tem exatamente essas características? Isso mesmo, Autômatos Finitos Determinísticos. Com essas 3 limitações, eu limitei o poder computacional de uma Máquina de Turing para um AFD. Inclusive tem o mesmo comportamento de ser não destrutivo com a palavra que está sendo processada, mantém ela intacta no final da leitura.

Siga parte da segunda restrição (no caso, impeça que v1 possa ser a célula vazia, mas precisa ser um superset do alfabeto de entrada), porém abandonando a primeira e a última restrição, temos algo com poder computacional no mínimo idêntico ao de uma AFD. Porém, agora eu consigo reconhecer palavras do tipo A^n B^n. E, como A^n B^n não pode ser reconhecido por um AFD, uma máquina de Turing com fita de tamanho fixo tem maior poder de processamento que um AFD.

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