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Acompanho em alguns tutoriais e posts em redes sociais, exemplos de uso dos comandos do git e um deles foi o uso do git switch.

No exemplo que eu me deparei, apesar de não ter nenhuma explicação, foi feito a criação de uma branch nova usando o switch. Veja o exemplo:

git switch -c feature/post

Pelos testes que fiz, a flag -c é para criar uma branch nova. Esse comando é "similar" (pelo menos analisando por alto) ao comando git checkout -b feature/post para se criar uma nova branch.

Para relizar a troca de branchs, foi feito:

git switch master

Semelhante ao:

git checkout master

Confesso que é bem raro eu ver exemplos com uso do switch, mas creio que deva ter algo interessante para ser mencionado em relação ao checkout, então eu pergunto:

  • Qual/quais a/as diferenças entre git switch e git checkout?
  • Quando usar um ou outro? (se vem ao caso)
  • São comandos equivalentes (sinônimos)?
  • Algum deles é ou vai ser deprecated?

1 Resposta 1

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O git switch foi criado na versão 2.23.0 do Git (em 2019). As notas desta versão dizem o seguinte:

Two new commands "git switch" and "git restore" are introduced to split "checking out a branch to work on advancing its history" and "checking out paths out of the index and/or a tree-ish to work on advancing the current history" out of the single "git checkout" command.

Ou seja, é um comando novo criado, juntamente com o restore, com o objetivo de separar as funções "mudar para um branch" e "mudar o estado de um arquivo". Ambas as funções eram feitas pelo comando checkout, que fazia uma ou outra coisa dependendo do que você passava como parâmetros. Para acabar com (ou pelo menos diminuir) essa confusão, resolveram separar estas funções nos comandos switch e restore.

O switch, no caso, é para alternar entre diferentes branches (ou simplesmente "mudar de branch"). Ou seja, antes fazíamos git checkout branch para mudar para um branch, agora podemos fazer git switch branch. Ou ainda git checkout -b branch para criar o branch e já mudar para ele, agora podemos fazer git switch -c branch para fazer o mesmo.

Mas como já dito, o checkout acumulava funções. Por exemplo, se eu modifiquei um arquivo e ainda não fiz git add, eu poderia fazer git checkout arquivo para que as alterações fossem revertidas e ele voltasse como estava no último commit. Já git switch arquivo dará erro, pois switch só trabalha com branches (aliás, para trabalhar com arquivos foi criado o restore, ou seja, bastaria fazer git restore arquivo para obter o mesmo efeito do checkout).

Creio que a ideia de separar as funções é para deixar mais claro o que está sendo feito. Se estou mexendo com branches, uso switch. Se quero só mexer com arquivos, restore. Ter dois comandos separados, cada um com sua função específica me parece mais claro do que ter um único comando que pode fazer um ou outro dependendo dos parâmetros.

Mas vale lembrar que - pelo menos hoje enquanto escrevo esta resposta - a documentação diz:

THIS COMMAND IS EXPERIMENTAL. THE BEHAVIOR MAY CHANGE.

Ou seja, por enquanto acredito que o checkout não vai deixar de existir. Mesmo que o switch deixe de ser experimental, ainda deverá haver um período em que ele coexistirá com checkout, até por questões de retrocompatibilidade (pense em quantos scripts devem existir por aí que ainda usam checkout por exemplo).

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