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Qual a diferença real entre os dois operadores.

Sei que o operador (->) se utiliza quando a variável é um ponteiro, e que ele equivale a (*ptr).membro. Pois bem, se eu declaro um ponteiro do tipo de uma estrutura, devo utilizar o operador seta. Caso eu declare uma variável ordinária do tipo estrutura, devo utilizar o operador ponto. Isso eu sei.

O que eu realmente gostaria de saber é: qual a vantagem de um em relação ao outro? Quando devo utilizar um em vista do outro? Ainda não vi a vantagem de ter dois operadores que aparentemente fazem a mesma coisa.

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    Acho que não é questão de "vantagem", é uma ênfase (sintática) da linguagem para deixar claro quando você está lidando com ponteiros para objetos (e usa ->), ou com os próprios objetos (e usa .). – bfavaretto 19/02/15 às 2:49
  • p->v seria um atalho para (*p).v, se existir alguma vantagem, creio que seja em organização. – Isvaldo Fernandes 19/02/15 às 3:54
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Ambos são equivalentes, não há uma vantagem em utilizar um ou outro, normalmente o copilador tem algo que se chama "syntactic sugar", que na verdade é uma facilitação para escrever o codigo, isso é muito visível no java onde você pode trocar um + por uma chama a new StringBuilder().

Se existir alguma Vantagem, seria na organização/legibilidade do código !

(*(*(*a).b).c).d // não intuitivo

a->b->c->d // intuitivo

Procurei uma referencia para comprovar o que vou dizer agora mas não achei, em alguns copiladores, existe a substituição pre-copilação, o copilador antes de realizar o c-object substitui todas as ocorrências de -> por (*p).v, sei que isso está documentado nos livros da OCA do java, pode ser que o mesmo ocorra no c.

  • Então dado um tipo struct um tipo *a da struct e um tipo a também da struct vão surtir o mesmo efeito? – Rafael Bluhm 19/02/15 às 13:01
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A diferença real é que o primeiro é uma referência ao membro, você está simplesmente dizendo que deve pegar o dado do membro e o segundo é uma desreferência do ponteiro contido no membro, está dizendo que deve pegar o valor apontado pelo ponteiro no membro. É apenas açúcar sintático e a vantagem é escrever e ler mais facilmente. Fica mais óbvio ver -> e saber o que está acontecendo do que interpretar (*ptr).membro.

O que isto faz?

(*(*(*a).b).c).d

E isto?

a->b->c->d

Este está dizendo para pegar o valor apontado por d que é membro de c que é membro de b que por sua vez é membro de a. O primeiro faz a mesma coisa mas não vou nem arriscar lê-lo em voz alta. Ser explícito na intenção é melhor.

Em C++ ainda há a diferença que o "operador de seta" pode ser sobrecarregado.

C foi feito para ser um assembly portátil e não pensou muito nas facilidades para o programador. Se você pensar que o normal em um programa é trabalhar com valores finais e não com ponteiros, C é bem chato. Por usabilidade o normal seria dizer que quer pegar o ponteiro por exceção. Mas pela filosofia do C isto não é o ideal. Ela sempre procurou facilitar o acesso rápido e não a usabilidade. Eram os anos 70.

De fato há discussões sobre como o -> é desnecessário na linguagem. Realmente é possível não usá-lo mas tinha que ser definido no começo da linguagem. É possível o compilador saber como o acesso deve ser feito apenas com . mas percebeu-se isto tarde demais. Inicialmente o -> não era syntax sugar.

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    Gostei da resposta que explicou sobre o C++ e o "como o C foi planeja". – Guilherme Nascimento 4/03/16 às 15:22

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