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Tenho estudado muito sobre DDD e estou com essa dúvida que vem me incomodando desde que eu comecei ler sobre "strategic design". Eu trabalho com programação desde 2009 e a maior parte do tempo sempre trabalhei sozinho. Já desenvolvi softwares com escopo fechado, um cliente especifico e tudo mais. Mas no momento estou trabalhando em alguns projetos "software as a service" desenvolvidos pra ser vendido depois, ou seja, sem nenhum cliente específico esperando o software pra empresa dele.

Logicamente, pra conseguir modelar as coisas corretamente eu tenho disponível especialistas de domínio que fornecem os requisitos e tudo mais. O fato é que não tenho uma equipe. Acontece que li que se eu trabalho sozinho eu tenho que esquecer DDD e arranjar outro jeito de trabalhar e isso me preocupou um pouco, porque vários problemas eu já vi que sem usar o DDD ficam extremamente mais complicados.

Quando comecei a ler sobre "strategic design", sobre subdomains e bounded contexts isso me pareceu muito util. Na realidade, vários problemas que tive em desenvolvimentos anteriores pareceram ser muito mais simples usando essas ideias. O problema é o fato de que ao ler sobre isso vejo muito foco em equipes: "alocar uma equipe para cada contexto delimitado".

Isso é claramente impossível trabalhando sozinho, mas ainda assim não me parece que eu não possa aplicar as ideias do "strategic design".

Dessa forma o que eu quero saber é o seguinte: levando em conta tudo isso e principalmente que estou trabalhando em projetos que não tem prazo e nem escopo fechado, é possível eu tirar proveito das ideias do DDD, principalmente do "strategic design"? Se sim, de que forma posso fazer isso?

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Acredito que essa pergunta não tenha uma resposta objetiva mas vou dar minha opinião de todo jeito.

Mais do que o tamanho da equipe, a escolha da arquitetura da aplicação está mais relacionada ao tamanho e complexidade do problema/domínio/modelo sendo implementado e o tempo estimado de vida da aplicação.

É necessário colocar na balança o esforço em se executar DDD versus a frequência e complexidade da manutenção da aplicação. Nem sempre o esforço será recompensado.

Por outro lado, eu não gostaria de desencorajar ninguém a tentar DDD quando for possível. Querendo ou não, um fator muito decisivo sempre será o desejo do desenvolvedor em aprender algo novo que promete facilitar sua vida a longo prazo.

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    +1 porque responde bem a pergunta. Mas existe sim uma resposta objetiva já que o DDD possui uma proposta objetiva e podemos enquadrar projetos nesta proposta ou fora dela. Uma grande parte do DDD é justamente para resolver problemas de projetos complexos, mas outra parte é para resolver regras complexas, as quais eventualmente podem ser resolvidas por uma única pessoa. Então, exatamente como você respondeu, o que determina as esolhas é o problema e não apenas a quantidade de gente envolvida. – Caffé 20/02/15 às 17:58
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Eu recomendaria o uso de DDD mesmo vc programando sozinho, a menos que o projeto seja pequeno, e não tenha regras de negócio complexas. O DDD te obriga a entender mais do domínio, e esse entendimento é essencial para a produção de um bom software.

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