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Estava lendo sobre a lei de Conway. Entretanto, ainda não consegui compreender ela e sua relação com a estrutura dos sistemas.

O enunciado da lei é o seguinte:

Any organization that designs a system (defined broadly) will produce a design whose structure is a copy of the organization's communication structure.

O ponto que cita que o designer do sistema reflete a estrutura de comunicação da organização que me deixou confuso.

Dúvidas

  1. Como a estrutura de comunicação de uma organização pode influencia na estrutura de um projeto de sistema, de acordo com a lei?
  2. Que tipos de impactos uma comunicação ruim na organização podem causar nos processos e nos projetos de sistemas de software?
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2 Respostas 2

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CONWAY’S LAW

"Qualquer empresa que projeta um sistema, inevitavelmente, produz um projeto cuja a estrutura é uma cópia da estrutura de comunicação da organização. (Melvin Conway, em 1967)"

Basicamente nessa frase ele diz que a estrutura do projeto é um espelho da equipe que produz/produziu

A melhoria da comunicação entre os componentes de um sistema é consequência direta da melhoria na comunicação entre os times que os desenvolvem. Se dois componentes, em um sistema, estão se sobrepondo, então, há, na organização, dois times se sobrepondo.

Produtos são “espelhos” das organizações que os produzem. (MacCormack, Rusnak e Baldwin)

Acredito que uma comunicação ruim entre equipes vai acarretar em uma comunicação ruim entre módulos do sistema.

Por exemplo, uma empresa onde:

  • há três times organizados por área de negócio (squads), agregando desenvolvedores Back-end e Front-end;

  • há um único núcleo de profissionais, compartilhado e corporativo, para manter as estruturas de bancos de dados;

  • há um único time para suportar a operação;

Exemplo

É possível prever que, com o tempo, qualquer solução desenvolvida:


  • Conterá três “contextos” com delimitação forte, onde, o código do Backend será “próprio” para atender o Frontend desenvolvido para ele, mas não será fácil de acessar externamente;

  • Tenderá a ter uma única base, compartilhada, acoplada e monolítica, que atenderá as demandas de todo o software da organização e será gargalo para evolução;

  • Terá deploy combinado, do tipo tudo ou nada, envolvendo as entregas de todos os times de organização.

Todas essas dificuldades são previsíveis, à luz da lei de Conway, e poderiam ser evitadas com o design cuidadoso da estrutura organizacional. Se a intenção é não ter uma base de dados monolítica, então é essencial diluir o “núcleo DBA” nas squads. Se a intenção é permitir deploy independente, então o “núcleo de operações” também precisa ser diluído. Finalmente, se for importante oferecer uma experiência consistente e consolidada no que é produzido na organização, externamente, então, é indispensável considerar uma equipe responsável por esse intento.

UX Consolidada

Fonte
Fonte do Exemplo
Recomendo também ler esse conteúdo: LEI DE CONWAY E O TRABALHO REMOTO

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Por exemplo, se a empresa separa as equipes de desenvolvimento por módulos do sistema, empiricamente serão gerados estruturas de codificação que refletem esse modelo de trabalho.

No fim das contas você terá um conjunto de classes utilizados pelo time do módulo 01 e outro conjunto de classes utilizados pelo time que manipula o módulo 02.

Isso se dá muito para evitar conflitos e alterações redundantes, mas acaba gerando mais problemas do que soluções.

O melhor para desenvolvimento de soluções de software é criar um modelo de comunicação e fluxo de trabalho que permita a construção das soluções comuns em conjunto e a socialização do conhecimento referente a melhorias nas mesmas.

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