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De acordo com tudo que pesquisei e com a ajuda do @bigown eu cheguei a conclusão:

"Criptografia end-to-end é feita quando apenas os pontos da conexão tem acesso a chave que vai descriptografar o conteúdo, ou seja os dados podem ATÉ passar ou ficar no servidor, mas eles deverão estar lá de forma encriptada de tal forma que sejam dados ilegíveis e nulos para os demais".

Sinceramente eu acho isto incrível e estou muito entusiasmado para adaptar minha aplicação a este tipo de criptografia, no momento eu uso uma chave global interna para encriptar os dados de minha database usando o algoritmo AES-128 ECB.

Não poderei adaptar todo meu projeto para este tipo de criptografia por que senão boa parte dele seria esquartejado, "buscar por usuários" seria praticamente impossível de realizar... enfim não é o foco da questão, apenas me empolguei.

Eu possuo um chat onde no momento todos seus dados são gravados encriptadamente na database e eu gostaria de adapta-lo ao end-to-end. Levando em consideração que para isso uma chave deverá ser criada para cada ponto (usuário a receber e a enviar), minhas três dúvidas são:

  • Existe especificações para criar estas chaves?
  • Como eu vou informar ao usuário na outra ponta a minha chave para ele desencriptar minhas mensagens que enviarei?
  • A minha maior dúvida é: Qual o meio de comunicação que posso usar entre os usuários websockets?
  • acredito que esteja a falar de RSA, porém tanto o AES e o RSA tem propósitos diferentes, e possuem os seus respectivos pontos positivos e negativos. de forma geral, RSA só é interessante quando se pretende compartilhar informação sigilosa com terceiros por um canal não seguro. O ideal seria fazer a criptografia por AES (por ser mais rapida) e compatilhar a chave AES utilizando o RSA (Public-Key) – Tobias Mesquita 7/02/15 às 16:20
  • @TobyMosque interessante o que disse, poderia me informar mais? Uso PHP. – Elaine 7/02/15 às 17:10
  • Não tenho knowhow em PHP, mas posso lhe dizer que uma conexão HTTPS utiliza SSL, e SSL utiliza RSA, então você poderia enviar as suas chaves atraves de um link seguro (HTTPS) e o arquivo criptografado por um link não seguro (HTTP), mas neste caso é interresante você utilizar uma Key/IV diferente a cada transmissão. – Tobias Mesquita 8/02/15 às 15:35
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A respeito da sua pergunta:

Como eu vou informar ao usuário na outra ponta a minha chave para ele decriptar minhas mensagens que enviarei?

Minha sugestão número 1 seria você ter, no momento da criação do usuário, a criação das chaves pública e privada. Deixe seu servidor cuidar da distribuição da chave pública. Por exemplo: Usuário A vai conversar com usuário B. Então o seu servidor vai deixar deixar a chave pública de A na sessão de B e a chave pública de B na sessão de A. Assim, B poderia decriptar o que vier de A e vice versa.

Minha sugestão 2, seria bem mais fácil, levando em consideração que você já tem um servidor cuidando de tudo... seria ter só o servidor ter uma chave privada e cada usuário teria a chave pública do servidor. Assim, o usuário mandaria a mensagem encriptada para o servidor usando a chave pública do servidor e o servidor decriptaria isso usando a chave privada dele. A idéia é que só usuários seriam capazes de entender o que o servidor "diz". Se alguem tentar um "man-in-the-middle", ele não teria acesso a mensagem.

E completando de forma mais específica, use um web server para fazer o meio de campo. Creio que 100% deles são capazes de tratar de coisas relacionadas a criptografia. Alguns são mais simples de configurar e outros mais complexos. Você vai apenas brincar com cripto (acadêmico) ou é algo pro trabalho? Isso são algumas coisas pra levar em consideração.

  • É acadêmico e futuramente a trabalho, veja que nessa área de segurança tudo e todos podem ser suspeito, o MITM pode ser realizado do lado do servidor e aí o end-to-end é inválido. Obrigado pela ajuda ! – Elaine 16/02/15 às 18:03
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Aconselho você a dar uma pesquisada sobre acordo de chaves. O exemplo mais simples é o Diffie-hellman.

Não aconselho você criptografia de chave pública como RSA com cada usuário tendo uma chave pública e privada por que seria um overhead grande desnecessário. Nem usar RSA com o todo mundo encriptando com uma chave pública do servidor, já que nesse caso o servidor poderia abrir todas as mensagens dos usuários, o que do ponto de vista de segurança não muito legal.

Pro seu caso Diffie-helman da conta tranquilamente. Ainda mais sendo pra estudo, entender protocolos como Diffie-helman são essenciais em criptografia.

  • Oi, veja que eu acabei optando pelas duas opções, o usuario estabelece uma conexao segura (com o servidor) usando RSA para trocar parametros e depois ele recai sobre AES usando chave criada via DH. Para trocar dados entre usuarios eu optei por RSA com chave publica/privada por não ter muita escolha mesmo. – Elaine 26/08/15 às 23:25
  • Ok. É melhor opção, eu preferiria usar ECC pra essas coisas. É mais leve e as chaves são beeem menores, mas se não há outra opção RSA serve. – Jefferson Ricardini 27/08/15 às 0:01

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