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Recentemente, o pattern matching estrutural foi introduzido versão 3.10 (ainda em alfa) do Python. Para isso, foram introduzidas as palavras-chave match e case.

Foram, nas notas de release, incluídos vários exemplos, entre os quais posso citar:

def http_error(status):
    match status:
        case 400:
            return "Bad request"
        case 404:
            return "Not found"
        case 418:
            return "I'm a teapot"
        case _:
            return "Something's wrong with the Internet"

Dito isso, pergunto:

  • Como funciona o match em Python?
  • É exaustivo? O que ocorre se o valor a ser consultado não dê match em nenhum braço?
  • Ele permite o desempacotamento de valores?
  • Historicamente, o switch não existe em Python, mas agora é possível dizer que essa estrutura consta na linguagem? Ou são coisas diferentes?
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  • Meu amigo, dando uma olhada nessa PEP python.org/dev/peps/pep-0622 você entenderá que Pattern matching é algo mais amplo que o próprio switch originalmente do C (por exemplo) claro, porque as linguagens e os recurso evoluem obviamente. Neste caso do Python, é citado claramente que o recurso sintaticamente semelhante em Scala e Erlang (e outros...). Dá uma olhada também nessa pergunta minha que fiz sobre o Swift muito parecida com a sua! pt.stackoverflow.com/questions/137912/… – Mateus 2/03 às 11:46
  • 5
    @Mateus, obrigado pelos links. Realmente, a pergunta é parecida, mas, de certo modo, eu já sei o que é pattern match (embora ainda desconheça as peculiaridades disso no Python). A minha ideia com esta pergunta é criar uma "canônica" sobre este novo recurso, especificamente no universo Python. Por isso, inclusive, incluí o último tópico — decerto é algo que espero que muitas pessoas pensem sobre essa nova declaração. Ainda deixo aqui uma outra relacionada, só que voltada ao PHP. – Luiz Felipe 2/03 às 11:52
  • 5
    A sintaxe é esta mesmo? Logo Python que se diz expressiva? Se as pessoas são coerentes logo todo mundo do Python vai pro C#. Ou seja, Python querendo virar PHP, colocando coisas sem pensar, sem atender sua própria filosofia. – Maniero 2/03 às 12:41
  • 3
    @Mateus A ideia do Stack Overflow em Português é criar um repositório de conhecimento sobre programação, e por isso é comum (quer dizer, hoje em dia nem tanto, mas de qq forma é permitido/encorajado) que as pessoas façam perguntas sobre um assunto que elas já conhecem, para que este conhecimento fique no site, acessível a todos. Claro que a maioria das perguntas acaba sendo feita por quem não conhece o assunto, mas não tem problema nenhum se a pessoa já conhecer – hkotsubo 3/03 às 14:22
  • 5
    (só ressaltando que os comentários acima mencionam a PEP 622: ela foi a primeira proposta, mas não foi a implementada. A sintaxe e exemplos descritos nas PEP 634 (python.org/dev/peps/pep-0634), 635 e 636 é que valem) – jsbueno 3/03 às 16:50

2 Respostas 2

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O pattern matching não é o mesmo que um switch. No código de exemplo que está na pergunta, ele pode até se parecer, mas se entrarmos nos detalhes, veremos que é bem diferente.

Segundo a PEP 635, o que o pattern matching faz é: "builds a generalized concept of iterable unpacking. Binding values extracted from a data structure is at the very core of the concept and hence the most common use case".

Ainda, este artigo (que possui entre os seus autores o próprio criador do Python) cita que "Pattern matching allows programs both to extract specific information from complex data types, as well as to branch on the structure of data and thus apply specialized actions to different forms of data".

Ou seja, a ideia do pattern matching é a extração de valores baseados em algum padrão. O fato de poder ser usado de forma similar a um switch (ou a uma cadeia de if/else) é circunstancial. Mas vamos aos detalhes...


A especificação do pattern matching está na PEP 634, a motivação para criá-lo está na PEP 635 e um tutorial completo pode ser visto na PEP 636, então só vou apontar algumas linhas mais gerais, para dar uma noção do que é.

A primeira diferença para o switch é que no match não há o fall through: uma vez que ele entra em uma opção, as demais são ignoradas.

Ou seja, o código abaixo só imprime "Not found":

status = 404

match status:
    case 400:
        print("Bad request")
    case 404:
        print("Not found")
    case 418:
        print("I'm a teapot")
    case _:
        print("Something's wrong with the Internet")

Mas em linguagens que possuem switch (como JavaScript), caso não haja um break dentro de cada case, ocorre o fall through:

var st = 404;

switch (st) {
  case 400:
    console.log('Bad request');
  case 404:
    console.log('Not found');
  case 418:
    console.log("I'm a teapot");
  default:
    console.log("Something's wrong with the Internet");
}

O código acima imprime:

Not found
I'm a teapot
Something's wrong with the Internet

Para que ele imprima apenas "Not found", é necessário ter um break dentro de cada case.

Então a primeira diferença é que o match não precisa desse break. Mas tem muito mais...


No link já citado tem todos os exemplos completos, mas para dar uma resumida, juntei vários em um só. Nos exemplos é usado um caso em que o usuário digita um comando e o match analisa o que foi digitado para tomar uma ação:

command = input('command: ')

match command.split():
    case ["quit"]:
        print("Goodbye!")
        quit_game()
    case ["look"]:
        current_room.describe()
    case ["get", obj] | ["pick", "up", obj] | ["pick", obj, "up"]:
        character.get(obj, current_room)
    case ["go", direction] if direction in current_room.exits:
        current_room = current_room.neighbor(direction)
    case ["go", _]:
        print("Sorry, you can't go that way")
    case ["drop", *objects]:
        for obj in objects:
            do_something(obj)
    case _:
        print('invalid command')

Nos 2 primeiros casos (case ["quit"] e case ["look"]), há o pattern matching para valores específicos. Ou seja, se a string digitada for exatamente "quit" ou "look", ele cai no respectivo case (lembrando que split retorna uma lista, por isso o case foi feito com uma lista contendo a string).

Depois vemos outro caso: case ["get", obj] | ["pick", "up", obj] | ["pick", obj, "up"]. Aqui temos o |, que indica "ou" - quer dizer que há 3 opções diferentes que podem cair neste case. Ou é uma lista contendo a string "get" e alguma outra string (cujo valor será colocado na variável obj), ou é uma lista com 3 strings, contendo "pick", "up" e alguma outra string (que será obj), sendo que nas opções a ordem varia (ou seja, eu poderia digitar "pick up objeto" ou "pick objeto up").

A seguir temos a opção de adicionar um guard ao case:

case ["go", direction] if direction in current_room.exits:
    current_room = current_room.neighbor(direction)
case ["go", _]:
    print("Sorry, you can't go that way")

Ou seja, se foi encontrado um match no case ["go", direction], a condição é avaliada (no caso, verifico se o valor de direction é um dos que eu considero válidos). Se for, ele entra no case, caso contrário, ele entra no case de baixo.

Por fim, temos o caso em que é usado o unpacking: case ["drop", *objects]. Ou seja, se for digitado "drop obj1 obj2 obj3", os valores "obj1", "obj2" e "obj3" estarão na lista objects (se digitar apenas "drop", a lista objects estará vazia).


Existe ainda a possibilidade de se fazer o matching na estrutura de um dicionário:

dados = {"text": "Lorem ipsum", "color": "azul"}

match dados:
    case { "text": texto, "color": cor }: # cai neste case
        print(f'imprimir "{texto}" na cor {cor}')
    case { "sound": arquivo, "format": formato }:
        print(f'Tocando {arquivo} (formato: {formato})')

Assim, eu posso verificar se o dicionário possui determinadas chaves e já atribuir os valores em variáveis. No exemplo acima, como o dicionário tem as chaves "text" e "color", as variáveis texto e cor terão os respectivos valores.

Vale lembrar que o dicionário pode ter outras chaves além das indicadas, e que o matching é feito na ordem em que os case's estão, entrando no primeiro que for encontrado. Por exemplo, no caso abaixo, ele entra no primeiro case (mesmo que ele tenha as chaves que também dariam match no segundo case):

dados = { "sound": "musica", "format": "mp3", "text": "Lorem ipsum", "color": "azul"}
match dados:
    case { "text": texto, "color": cor }: # entra neste case
        print(f'imprimir "{texto}" na cor {cor}')
    case { "sound": arquivo, "format": formato }:
        print(f'Tocando {arquivo} (formato: {formato})')

Mas se eu invertesse a ordem dos case's, ele encontraria primeiro as chaves "sound" e "format":

dados = { "sound": "musica", "format": "mp3", "text": "Lorem ipsum", "color": "azul"}
match dados:
    case { "sound": arquivo, "format": formato }: # entra neste case
        print(f'Tocando {arquivo} (formato: {formato})')
    case { "text": texto, "color": cor }:
        print(f'imprimir "{texto}" na cor {cor}')

E ainda existe a possibilidade de verificar os tipos dos valores:

dados = { "nome": "Fulano de tal", "idade": 30 }
match dados:
    case { "nome": str(nome), "idade": int(idade) }:
        print(f'{nome} tem {idade} anos')
    case _:
        print('matching not found')

Ou seja, somente se nome for uma string e idade for um inteiro, dará match no primeiro case (por exemplo, se eu mudasse o valor da idade para a string "30", não funcionaria, e ele entraria no segundo case).

E se quiser obter as chaves restantes (caso o dicionário tenha chaves a mais), basta usar um wildcard:

dados = { "nome": "Fulano de tal", "idade": 30, "email": "fulano@email.com", "filhos": 2 }
match dados:
    case { "nome": str(nome), "idade": int(idade), **resto }:
        print(f'{nome} tem {idade} anos', resto)

No exemplo acima, resto será um dicionário contendo as chaves restantes ("email" e "filhos") e seus respectivos valores.


Enfim, como pode ver, é bem mais que um simples switch, pois além de analisar o valor, o match também pode avaliar a estrutura interna, inclusive com classes, conforme os exemplos abaixo:

# obviamente, assumindo que as classes Click, KeyPress e Quit existem
match event.get():
    case Click(position=(x, y)):
        handle_click_at(x, y)
    case KeyPress(key_name="Q") | Quit():
        game.quit()
    case KeyPress(key_name="up arrow"):
        game.go_north()

Ou seja, seria possível não só verificar se o evento é uma instância de determinada classe, como ainda obter os valores de seus atributos diretamente.


Um outro detalhe é que, diferente de outras linguagens (como por exemplo Rust, citado nos comentários), o match não é exaustivo. Ou seja, não precisamos testar todas as possibilidades nos case's.

Portanto, o exemplo da pergunta poderia não ter a cláusula default:

status = 444
match status:
    case 400:
        print("Bad request")
    case 404:
        print("Not found")
    case 418:
        print("I'm a teapot")

Neste caso, o código acima não imprime nada, pois nenhum dos case's encontra um match.


E apenas para terminar, outra diferença para o switch é que em muitas linguagens a cláusula default não precisa necessariamente ser a última. Por exemplo, em JavaScript, o código abaixo imprime "Something's wrong with the Internet":

var st = 444;
switch(st) {
    case 400:
        console.log("Bad request");
        break;
    default:
        console.log("Something's wrong with the Internet");
        break;
    case 404:
        console.log("Not found");
        break;
    case 418:
        console.log("I'm a teapot");
        break;
}

Mas no match do Python, isso dá erro:

status = 444
match status:
    case 400:
        print("Bad request")
    case _: # erro, cláusula "default" deve ser a última
        print("Something's wrong with the Internet")
    case 404:
        print("Not found")
    case 418:
        print("I'm a teapot")

No caso, o case _ deve ser o último.


Enfim, em linhas gerais, é isso. Para todos os detalhes, leia as PEP's já listadas no início.

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  • 1
    Sensacional. Saberia dizer se existe alguma similaridade com match do rust? – Lucas 2/03 às 13:11
  • 2
    @Lucas Infelizmente não conheço Rust o suficiente pra poder responder... – hkotsubo 2/03 às 13:17
  • 3
    @Lucas, na essência é quase a mesma coisa. No entanto, como o match do Python é uma declaração, não tem a obrigatoriedade de ser exaustivo, já que não precisa "retornar um valor" na avaliação. Já o pattern match do Rust, como é uma expressão, sempre deve retornar um valor, o que implica na necessidade de sempre ser exaustivo. – Luiz Felipe 2/03 às 13:42
  • 2
    Eu gostaria de deixar três exemplos de implementação que levam o pattern match a outro nível: LISP, Haskell e Scala. Eu pessoalmente gostaria que Python se seguisse, pelo menos mirasse, um desses exemplos. – Augusto Vasques 2/03 às 15:49
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Eu acompanhei desde a primeira proposta e as várias interações do desenvolvimento até a proposta final que está sendo implementada.

Como funciona o match em Python?

A ideia do match é, a partir de um objeto, ou resultado de uma expressão você executar um trecho de código que vai poder extrair valores e normalizar variáveis para serem consumidos mais abaixo do código.

Para isso, há dois recursos: as patterns em si, que permitem a associação de variáveis já no momento da comparação, no comando case, e, quando elas não forem suficientes, no bloco do case, qualquer trecho de código de Python válido.

Fora isso, por conta dessa estrutura, em que os comandos case permitem um trecho de código sempre que o padrão casar, os comandos match/case também funcionam como o switch/case do C - mas isso é um "bônus", uma vez que a execução condicional de blocos de código como acontece no switch/case já é plenamente atendida pelo if/elif/else em Python, como exemplifiquei na resposta que você ligou à pergunta.

É exaustivo? O que ocorre se o valor a ser consultado não dê match em nenhum braço?

O mesmo que em um if/elif que não entrasse em nenhum bloco: em tempo de execução: nada - simplesmente o programa continua a execução na primeira linha depois do bloco do match. No entanto, a recomendação para ferramentas de análise estática de código (como Pyflakes, mypi, etc...) é dar pelo menos um warning nesses casos.

Lembrando que a análise estática de código é um passo opcional para desenvolvedores Python para localizar erros e "coisas estranhas" que linguagens estáticas acham em tempo de compilação. Os mesmos erros só aconteceriam em Python em tempo de execução, por ser uma linguagem dinâmica.

Ele permite o desempacotamento de valores?

Sim - e essa é a justificativa principal para a inclusão da nova sintaxe. O "desempacotamento de valores", ou "desconstrução de objetos".

Então, um dos maiores exemplos que vem ao longo das PEPs que descreveram a funcionalidade, seria uma função que iria fazer uma operação com as coordenadas "x" e "y" de um ponto geométrico - só que ela pode receber esse ponto de várias formas diferentes: ele pode ser passado como uma tupla de dois valores, como um dicionário com as chaves "x" e "y", ou como um objeto do tipo "Point" que tenha os atributos "x" e "y". A estrutura match/case permite um trecho de código mais elegante que uma série de if/elifs para garantir que esses valores estejam nas variáveis x e y para o restante do código:


def distance(point):
    match point:
        case Point(x, y): 
            pass
        case [x, y]:
            pass
        case {"x":x, "y": y}:
            pass
        case _:
            raise TypeError("Não foi possível reconhecer as coordenadas")
    return math.hypot(x, y)
    
    

E no terminal, com uma versão de dev do Python 3.10 funciona assim:


In [6]: from dataclasses import dataclass

In [7]: @dataclass
   ...: class Point:
   ...:     x: float
   ...:     y: float
   ...: 

In [8]: distance([3,4])
Out[8]: 5.0

In [9]: distance(Point(3, 4))
Out[9]: 5.0

In [10]: distance({"x":3, "y":4})
Out[10]: 5.0

Como você pode ver, o ponto principal é que dentro da cláusula case se usa uma sintaxe nova, onde variáveis "soltas" recebem os valores dos padrões que casam (no caso do Point com os atributos em sequência usados na construção do Point, mas tem como ser outro nome também), na segunda cláusula, qualquer sequência de comprimento 2, e na terceira, qualquer objeto "mapping" (objetos que funcionam coo um dicionário) que tenha as chaves "x" e "y" - e na quarta cláusula o "default"). Nesse caso, não foi necessário nenhum código dentro dos blocos match - o valor desejado já estava desconstruído para as variáveis x e y - (o comando pass inclusive poderia estar na mesma linha)

Historicamente, o switch não existe em Python, mas agora é possível dizer que essa estrutura consta na linguagem? Ou são coisas diferentes?

Como escrevi no primeiro parágrafo: a funcionalidade do "switch" acaba entrando como "bônus" na linguagem com o "match/case" - mas é quase que uma segunda forma de fazer a mesma coisa - com alguma expressividade a mais permitida pela sintaxe da expressão do match (ou seja, expressões "match" poderão ficar mais curtas e legíveis do que as mesmas expressões usando "if" - ao custo de ter que se entender uma nova sintaxe)

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  • "qualquer sequência de comprimento 2" - interessante, eu achei que o case [x, y] daria match somente com listas, mas fiz o teste aqui passando uma tupla e um range(3, 5) e ambos funcionaram. Então isso funcionaria com qualquer iterador/iterável? – hkotsubo 2/03 às 18:23
  • 4
    iterador não - pq. iterador não tem len (método __len__). Qualquer sequência sim - o range é um objeto que é mais que um iterador: ele tem len. – jsbueno 2/03 às 18:54
  • 1
    É mesmo, testei com uma generator function e não foi (pois não tem len)... Mudando de assunto, vc sabe por que preferiram case _ em vez de default (ou então else, ou qualquer outra opção)? – hkotsubo 2/03 às 19:08
  • 3
    Depois da primeira proposta, escrita por 5 ou 6 autores, incluindo o Guido, foram trocados centenas de e-mails públicos, pedindo e argumentado a favor de todas as formas e possibilidades possíveis. Nessa fase, houve pedidos para ser uma expressão - mas não vou lembrar por que se convencionou que a forma com comandos era melhor. Acho que por no fim, prover mais flexibilidade: com os blocos case você pode complementar com qualquer código extra que precisar - portanto tem mais possibilidades de uso. – jsbueno 2/03 às 23:10
  • 3
    Quanto a por que não usaram default ou else : foram dezenas de e-mails pedindo outra forma, e não vou lembrar a argumentação em favor do case _:. Eu preferiria else também, já que é usado em tantos outros comandos em Python. – jsbueno 2/03 às 23:11

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