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Em DDD existe a noção de agregado. Uma definição que já vi por aí é a seguinte

Compostos de Entidades ou Objetos de Valores que são encapsulados numa única classe. O Agregado serve para manter a integridade do modelo. Elegemos uma classe para servir de raiz do Agregado. Quando algum cliente quiser manipular dados de uma das classes que compõem o Agregado, essa manipulação só poderá ser feita através da raiz.

Então basicamente a ideia de agregados em DDD é equivalente a ideia de composição em orientação a objetos? A relação de composição entre dois objetos é basicamente quando um atua como parte e o outro atua como todo. Desse jeito, quando fazemos uma composição está fazendo um agregado, sendo que o "todo" é o agregado? E nesse caso o que é a raiz?

O que realmente são agregados? Além disso, como identificamos agregados ao fazer o modelo de domínio?

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Então basicamente a ideia de agregação em DDD é equivalente a ideia de composição em orientação a objetos?

Não. É muito comum tentar entender os design patterns do DDD confundindo-os com design patterns de orientação a objetos; e isto geralmente leva a enganos.

Apesar de que na prática o que mais vemos é DDD sendo implementando usando orientação a objetos (mentira, na prática quase não vemos DDD), a rigor a orientação a objetos sequer é um requisito - DDD pode ser implementado utilizando-se outros paradigmas.

O que realmente são agregações?

Em DDD, agregação é a estruturação de entidades e objetos de valor de forma coesa a fim de garantir a expressividade do domínio e a integridade destes objetos, uma vez que o acesso a eles só pode ser feito a partir da entide raiz.

Como identificamos agregações ao fazer o modelo de domínio?

Vamos dar uma olhada na estrutura básica de uma agregação:

-> Entidade Raiz
    -> Entidade agregada
        -> Objetos de valor
    -> Entidade agregada
        -> Objetos de valor
    -> Objetos de valor
  • Objetos de valor: eles não possuem nenhuma identidade, de modo que eles sempre serão parte de uma entidade. Eles farão parte de uma agregação no momento que a sua entidade for a raiz desta agregação ou sua entidade fizer parte desta agregação.

  • Entidades: elas possuem identidade global no domínio (ou global no contexto no caso de um domínio com mais de um modelo - ver bounded context). Ou seja, você é capaz de diferenciar um objeto do outro pela sua identidade e não apenas por suas características.

  • Entidades que fazem parte de uma agregação: elas possuem identidade, mas não global. Para fazer sentido no domínio, a identidade delas precisa ser precedida da identidade de uma outra entidade (uma "entidade pai", por assim dizer).

  • Entidades raiz: uma entidade com identidade global será a raiz de uma agregação se ela depender de outras entidades (que não possuam identidade global) para ajudar a descrevê-la. Essas outras entidades então serão agregadas a esta entidade raiz - e daí temos uma agregação.

O domínio determina quais objetos possuem identidade e quais possuem identidade global. Os que possuem identidade global podem constituir a raiz de uma agregação e aqueles cuja identidade é dependente desta entidade raiz, serão agregados a ela. Os objetos de valor, por sua vez, estão sempre juntos da sua entidade.

Exemplo de agregação

Um exemplo em um certo domínio ou modelo poderia ser:

-> Livro (entidade raiz)
    -> Reviews de clientes (entidades agregadas)
    -> Reviews editoriais (entidades agregadas)
    -> Formatos disponíveis - papel, kindle, pdf (objetos de valor)

Neste caso, o livro tem uma identidade global no domínio ou no modelo. Sua identidade é o seu nome mais o nome do seu autor.

Os reviews também têm identidade, que é o nome do cliente ou da entidade editorial, e eventualmente a data de publicação. Mas veja que a identidade de um review só faz sentido se precedida pela identidade do próprio livro - embora seja importante identificar cada review de um livro (quem escreveu o review e quando), ele não serve para mais do que um livro e não existirá sem um livro.

Já os formatos disponíveis não possuem nenhuma identidade - um livro simplesmente está disponível em alguns dos formatos existentes.

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Pelo que pude entender do conceito, o agregado é muito similar à composição em POO.

Vamos supor um carro, que tem motor, portas e rodas.

Nisso, temos o agregado carro, com as outras três, motor, portas e rodas sendo classes agregadas à classe carro.

Um objeto carro tem portas, motor e rodas, e essas partes não têm vida própria fora do objeto, isto é, estão subordinadas ao objeto carro.

Se um cliente quiser manipular uma porta ou um motor, ele terá de fazer isso usando o objeto carro, mas não poderá ao usar a porta ou motor selecionado.

Respondendo às outras perguntas...

Um agregado seria um conjunto de classes provindas de uma relação de agregação. Como a composição é uma agregação mais restrita (na agregação, as partes têm vida fora do todo, na composição, náo)

Você pode identificar um agregado no modelo do domínio levando em conta o banco de dados, por exemplo, se você vai armazenar tipos diferentes de portas, rodas e motores no sistema, e os carros podem fazer uso de diferentes combinações dessas partes, você pode fazer uso desse agregado que citei, um carro com portas, motores e pneus.

  • "Você pode identificar um agregado no modelo do domínio levando em conta o banco de dados". Não cara, você não pode fazer isso, se o fizer você está corrompendo o Domain-Driven Design. Eric Evans foi bastante enfático com relação a isso e o Scott Millet colocou em seu Livro sobre Padrões e práticas do DDD que focar o seu Modelo de Domínio no seu Modelo de Dados é temerário e ainda suja o seu desenvolvimento, ele tem de ser do Domínio pro Banco de Dados e não o contrário, senão você estará desenvolvendo uma Big Ball of Mud (Grande Bola de Lama) por causa da complexidade extra dada ao "dominio" – Gabriel Simas 26/05/17 às 14:01

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