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Sempre que lido com linguagens que são capazes de alocar no heap, eu ouço conselhos de que isso é lento e deveria ser evitado. Já li várias respostam que falam sobre o heap e o stack, mas nunca mostraram coisas como benchmarks ou como alocar em um ou outro pode afetar a performance de um programa (como um jogo).

Mas na prática, alocar no heap é tão ruim assim? E se sim, então por que iríamos usá-lo?

Essa não é uma pergunta de "qual a diferença entre stack e heap?". O que eu quero saber é o quão lento o heap é na prática, e se sim então quando ele seria usado.

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    Sim, é lento sim, se você comparar com a stack, mas a stack é muito limitada, e geralmente, a sua alocação é automática, quando um função entra, ela aloca espaço para suas variáies locais(stack frame) quando ela sai, ela remove essa stack frame, e tudo se perde(se entrar em outra função logo após), a heap é muito maior, e vive por mais tempo. É isso o que tem, pegar ou largar – sgtcortez 24/01 às 0:42
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    No Java nunca precisei me importar nem entender a fundo essa diferença, ainda mais com coleta automática de lixo. Objetos em geral (incluindo aí arrays) vão para o heap, o que vai no stack são somente coisas pequenas (variáveis locais e referências) e fica por conta do compilador, só preciso ir declarando e usando. A JVM atualmente é uma bala e o impacto maior é por erros do programador. No C pelo que me lembro tinha diferença, você podia alocar um array no stack mas era mais limitado quanto ao tamanho dela. E se alocasse com malloc para guardar num ponteiro alocava no heap e podia ser maior. – Piovezan 24/01 às 1:57
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    O AP quer entender a diferença de rapidez entre alocar em um ou outro em si. Mas faltou entender, como está explicado nas respostas, que a vantagem do stack não tem serventia na maioria dos casos e a alocação em heap se torna um mal necessário. Se entendo o conceito, a alocação no stack por natureza tem escopo curto e capacidade limitada pela própria forma como é feita. Dados mais extensos e que precisam ter ciclo de vida mais dinâmico (como o caso citado dos inimigos em um jogo) necessariamente têm que ser alocados de maneira mais dinâmica... – Piovezan 24/01 às 15:08
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    ...e que pela própria forma como é feita é menos eficiente. Em suma, é como perguntar, "se aviões são mais rápidos, porque não andamos somente neles?". É um cenário em que formas mais lentas possuem casos de uso mais comuns e são igualmente necessárias. – Piovezan 24/01 às 15:09
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    Não faz sentido fazer benchmarks, o cenário é mais importante que isso, pode chegar até centenas ou em alguns casos milhares de vezes mais, mas pode ser quase o mesmo caso, inclusive o uso de GC ajuda nisso, as respostas abaixo estão certas em parte, mas não esclarecem bem como as coisas realmente são e pode enganar as pessoas menos especializadas e desatentas aos detalhes. – Maniero 26/01 às 17:42

1 Resposta 1

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Como a stack armazena dados estáticos sequencialmente, isso não requer profundo controle de onde se encontram alocados dados para alocar então em local vazio e liberar, é sempre em cima da pilha que aloca e desaloca, mas o tamanho dos dados empilhados é pré-determinado de acordo com as chamadas empilhadas de funções e seus códigos, logo não há um controle flexível da quantidade de dados, cada escopo tem suas ocupações pré-determinadas.

Em outras palavras, stack tem vantagens e desvantagens que criam adequações maiores a certos tipos de projeto que outros, e o mesmo vale para a heap, que consome maior desempenho visando maior controle da quantidade de dados alocados, se bobear ainda fica gastando desempenho controlando os dados alocados que estão referenciados e os que não estão (viram lixo) para então definir um momento para fazer a coleta e de fato executá-la. Infelizmente não encontrei informações que deem boa noção desses custos, precisaria de experimentos "de fundo de quintal" mesmo e se eu não esquecer eu faço mais tarde.

Quando você precisa de dinamicidade de tamanho de dados, por exemplo quando vai trabalhar com uma estrutura de matriz com variados possíveis tamanhos, o melhor é alocar para que se determine o tamanho correto sem excessos de ocupação dos dados e se precisar realoca com tamanho diferente e até desaloca quando não for mais necessário.

Além disso, quando for criar e deletar objetos com frequência, como quando num jogo digital você ativa respawn aleatório de inimigos e materiais de coleta, isso se faz dinamicamente.

Já quando os dados são pré-definidos, como uma variável global usada por todo o código (tipo estado de gerador congruente linear para sorteio de números) ou chamada de função que calcula fórmulas fechadas simples, a alocação estática é mais adequada.

As linguagens que abusam de alocação dinâmica normalmente são orientadas a objeto e facilitam muito o desenvolvimento de programas fortemente baseadas nesses mecanismos e que requeiram pouco desempenho, não tenha problema pesar muito por não trabalhar com algoritmos muito pesados e massas de dados absurdas.

É diferente de quando há demanda de desempenho como, por exemplo, a cada frame deve-se calcular todo um estado de um jogo digital, isso sim requer linguagens que possibilitem bom desempenho em execução e uso máximo de dados estáticos ou que o jogo seja realmente simples e leve mesmo com os "abusos".

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