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Em C++, você pode fazer o seguinte:

int variavel[10][10];
int** variavel;

Mas e quando eu quiser criar um array 2d, em que eu posso ter a primeira parte "ilimitada" e a segunda com limite?

tipo ponteiro nova_variavel[limite]

E o "inverso"?

tipo nova_variavel[limite] ponteiro

Por exemplo:

int* a[5]; //Ponteiro de arrays

Ou

std::vector<int*> a; //Array de ponteiros

char* A[6];
A[1] = "Hello,";
A[2] = " World";
std::array<char*,2> a;
a[1] = "Hello,";
a[2] = "World!"; // <- Repare 1 caractere a mais. É pouco, mas pode fazer diferença.
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  • 1
    A pergunta já está respondida, mas se me permitirem eu gostaria de adicionar que, apesar de ser mais fácil de usar, arrays multi-dimensionais são bem menos eficientes que os unidimensionais, seja pelo número de alocações, seja porque a memória fica em lugares diferentes e prejudica o cache. Você sempre vai poder usar um array[100] no lugar de um array[10][10]. 8/02/14 às 15:52
  • @C.E.Gesser na verdade, o melhor é usar um contâiner do STL :). Mas SE eu precisasse, usaria arrays bidimensionais para deixar mais organizado (dependendo do caso, claro!).
    – user2692
    8/02/14 às 15:56
  • 1
    @C.E.Gesser a alocação de uma multidimensional é também linear na memória. E dizer array[a][b] é tão eficiente quanto seria array[a*10+b]. Não há tanta diferença assim. 8/02/14 às 15:57
  • @LucasHenrique Um contâiner causará alocação dinâmica e potencialmente não linear (exceto std::array). Então eles não são o ideal em todos os casos. Mas sim, são a alternativa mais fácil e com menor chance de erros. 8/02/14 às 15:58
  • Para um array é verdade, estava me refirindo mais aos casos onde se faz algo como int **array = new int*[N]; for(int i=0; i<N; ++i) array[i] = new int[M];, eu deveria ter sido mais explícito. Quanto aos contêineres, std::vector sempre tem uma alocação contígua. Quase nunca se erra escolhendo ele. 8/02/14 às 16:05
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Arrays e ponteiros são conceitos bastante diferentes. Um ponteiro nada tem haver com uma "array ilimitada". Vamos lá:

int lista[10][10];

Aqui você está declarando uma array bidimensional com 100 elementos. O nome dessa array é lista. Quando você escreve lista[4][2] você acessa um elemento e isso resulta em um int. No entanto se você escrever apenas lista na sua expressão, ou seja, quando você tentar acessar a array pelo nome, ela decairá em um ponteiro para o primeiro elemento. O detalhe aqui é que não é possível representar o tipo array diretamente, ele decairá em um ponteiro sempre que requisitado. Pode-se fazer o seguinte então:

int lista[10][10];
int* ponteiro1 = lista; // ponteiro1 é &lista[0][0]
int* ponteiro2 = lista[3]; // ponteiro2 é &lista[3][0]

Já quando você faz o seguinte

int** ponteiro;

Está apenas criando um ponteiro que aponta para um ponteiro que aponta para um int. Não há arrays aqui. A notação ponteiro[2][3] que é possível representa um pouco de álgebra com ponteiros, sendo equivalente a *(*(ponteiro+2)+3). Isso pode nem mesmo resultar em um local válido da memoria.

Ainda outra possibilidade:

int* lista2[10]; // array de ponteiros

Aqui você tem uma simples lista unidimensional, cujo elemento é um ponteiro int*.

A última notação da sua pergunta (tipo nova_variavel[limite] ponteiro) teria objetivo de criar um ponteiro de nome nova_variavel que aponte para uma array de limite elementos do tipo tipo? Nesse caso sua definição é escrita assim:

int (*variavel)[10]; // ponteiro de arrays

Não tão intuitivo, talvez. Um exemplo:

int main() {
    int array[10] = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10};
    int (*ponteiro_para_array)[10] = &array;
    cout << (*ponteiro_para_array)[5] << endl; // mostra 6
}

Uma forma de escapar dessas complicações na hora de declarar uma variável com um tipo não usual, é nomear cada parte do seu tipo. Por exemplo (C++11):

using int10 = int[10]; // Cria um alias para a array de 10 ints
int10* variavel; // Exatamente o mesmo que a declaração anterior
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  • Heheh, @GuilhermeBernal trabalho com a linguagem há 5 anos, eu sei as diferenças de array e tudo, mas, qual a diferença de char array[] = "TEST"; e char* array = "TEST"; esteticamente? Eu sei, dereferencing...
    – user2692
    8/02/14 às 15:22
  • @LucasHenrique char array[] = "TEST"; cria a sua própria copia da string enquanto que o char* array = "TEST"; aponta para uma cópia "compartilhada" e somente leitura. São bem diferentes, semanticamente. 8/02/14 às 15:26
  • por isso que ninguem usaria o operador de de-referencia nesses casos.
    – user2692
    8/02/14 às 15:29
  • @LucasHenrique Por que não? Posso usar *array para ler 'T' em ambos os casos. 8/02/14 às 15:34
  • Opa. Me confundi - referência: Só se você for pegar o endereço na memória
    – user2692
    8/02/14 às 15:36
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Acredito que ter um "array de ponteiros" faça sentido, mas um "ponteiro de arrays" não. Se você declara:

int *variavel[10];

O que você está dizendo é: "aloque memória na pilha para 10 ponteiros para inteiro, e me dê o endereço do primeiro deles". Nesse caso, a segunda parte é "ilimitada" de certa forma - já que você pode fazer cada um desses ponteiros referenciar um array de qualquer tamanho (desde que você aloque memória para cada um deles também, é claro).

Já o inverso (que não vou dar exemplo, pois que eu saiba não existe) seria como dizer: "crie um ponteiro que só referencie arrays de inteiros de tamanho 10". Ou seja, você está impondo uma restrição adicional (constraint) nos objetos que aquele ponteiro pode referenciar, e isso não é algo suportado pela linguagem C++ (ou por qualquer linguagem que eu conheça). Pois a única restrição que você pode colocar a um ponteiro é a especificação do seu tipo - e nada referente ao seu conteúdo.

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