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Tenho uma classe para gerar relatório e outra para verificar e-mail em uma aplicação, deveria deixá-la como static? A classe de e-mail é para checar o e-mail em determinado período ou quando o usuário solicitar.

  • O lugar certo para isso é no programmers. – user2692 8/02/14 às 11:30
  • Deixar qual estática? A classe do reratório ou do e-mail? – user2692 8/02/14 às 11:31
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    Ok :). programmers.stackexchange.com – user2692 8/02/14 às 11:31
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    @LucasHenrique Não tem programmers em português. A pergunta cabe aqui, mas poderia ser mais detalhada. Macario, você pode incluir mais detalhes sobre o a estrutura da sua app, e sobre os motivos da dúvida? Na forma atual, a pergunta dá muita margem a respostas opinativas, a aí fica difícil que uma seja "a correta". O ideal é você deixar a pergunta mais objetiva. – bfavaretto 8/02/14 às 12:47
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    @LucasHenrique se a pessoa veio perguntar em português, vamos ajudá-lo aqui. Dê uma lida no meta para conhecer melhor os objetivos deste site. – Maniero 8/02/14 às 14:02

4 Respostas 4

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"Classes estáticas", ou classes que contenham métodos estáticos de utilidade geral, são uma opção interessante para algumas tarefas comuns.

Pessoalmente, tenho o hábito de encapsular algumas rotinas dessa forma. Só para exemplificar:

public class Texto {
    boolean vazia(String str) { return str != null && str.trim().length > 0; } 
    String primeiraMaiuscula(String str) { ... }
    String corta(String str, int limite) { ... }
    //....
}

Tais métodos podem ser importados estaticamente (import static) e usados em qualquer classe da aplicação web.


Por outro lado, para casos como sugerido na pergunta (relatórios e e-mails) não creio ser a melhor solução. Alguns motivos:

Variação de uso gera confusão

Geração de relatórios e envio de e-mails podem ter parâmetros variados em funcionalidades diferentes na mesma aplicação. Com o tempo, isso acaba gerando um tipo de "biblioteca" cheia de métodos sobrecarregados. Vejamos um exemplo:

public static void enviaEmail(String destinatario, String texto) { ... }
public static void enviaEmail(String destinatario, String conteudo, boolean html) { ... }
public static void enviaEmail(List<String> destinatarios, String texto) { ... }
public static void enviaEmail(List<String> destinatarios, String conteudo, boolean html) { ... }
public static void enviaEmail(List<String> destinatarios, String texto, File anexo) { ... }
public static void enviaEmail(List<String> destinatarios, String conteudo, boolean html, List<File> anexos) { ... }

Precisa continuar?

Dependência de configuração ou valores externos

Quando uma rotina (método) depende de configurações (e-mail, local dos relatórios, etc.) seria melhor que a forma de recuperar os valores estáticos não fosse fixo.

Por exemplo, e se você cria as rotinas de envio de e-mails em métodos estáticos e depois descobre que precisa enviar e-mails usando mais de uma conta ou para mais servidores? Vai duplicar os métodos? Vai alterar configurações estáticas? Vai acrescentar mais parâmetros nos métodos existentes?

E para testar um método estático que carrega por si mesma uma certa configuração ou possui valores fixos? Quem trabalha seriamente com testes automatizados sabe que um método estático que faz muita coisa é "tiro no pé".

Enfim, métodos estáticos devem ter o mínimo de responsabilidade.

E a economia em não instanciar classes?

Na prática, instanciar algumas classes não é o gargalo do sistema. Tanto no caso do envio de e-mails, quanto na geração de relatórios, a comunicação com o servidor SMTP, as consultas ao banco de dados e a criação do output (PDF, XLS, etc.) são os pontos onde se deve trabalhar para ganhar em desempenho.

Faça um investimento na arquitetura da sua aplicação e coloque tais rotinas em processos assíncronos capazes de criar logs informativos para as ações e repeti-las em caso de falha. Isso vai tornar sua aplicação mais responsiva (menor tempo de resposta) e menos dependente de otimizações desnecessárias.

Outro ponto muito importante é otimizar as queries dos relatórios, criando índices e usando técnicas eficientes de consulta (por exemplo, no SQL Server você pode acrescentar o hint (NO LOCK) nas queries de relatórios para evitar o tratamento de locks, que geralmente não importam muito quando apenas queremos listar os dados).

Construindo objetos de forma inteligente

Finalmente, vou indicar algumas técnicas de como criar pequenas bibliotecas, das quais tenho gostado muito do resultado, e que estão descritas brevemente em meu artigo Construindo objetos de forma inteligente: Builder Pattern e Fluent Interfaces.

Builder Pattern

Lembra da confusão das assinaturas estáticas para envio de e-mails? Uma forma de encapsular a criação de objetos com diferentes propriedades e atributos que nem sempre são usados é o padrão de projeto Builder (Builder Pattern).

Vamos usar o exemplo clássico da criação de uma Pizza, cuja abordagem simplista seria:

public class Pizza {

    private int tamanho;
    private boolean queijo;
    private boolean tomate;
    private boolean bacon;

    Pizza(int tamanho) {
        this.tamanho = tamanho;
    }

    Pizza(int tamanho, boolean queijo) { 
        this(tamanho);
        this.queijo = queijo;
    }

    Pizza(int tamanho, boolean queijo, boolean tomate) {
        this(tamanho, queijo);
        this.tomate = tomate;
    }

    Pizza(int tamanho, boolean queijo, boolean tomate, boolean bacon) {
        this(tamanho, queijo, tomate);
        this.bacon = bacon;
    }

}

Imagine passar um parâmetro para cada ingrediente? Logo teríamos uma chamada assim:

new Pizza(10, true, false, true, false, true, false, true, false, ...)

Difícil e pouco intuitivo, né? Vamos então aplicar o builder pattern:

public class Pizza {

    private int tamanho;
    private boolean queijo;
    private boolean tomate;
    private boolean bacon;

    public static class Builder {

        // requerido
        private final int tamanho;

        // opcional
        private boolean queijo = false;
        private boolean tomate = false;
        private boolean bacon = false;

        public Builder(int tamanho) {
            this.tamanho = tamanho;
        }

        public Builder queijo() {
            queijo = true;
            return this;
        }

        public Builder tomate() {
            tomate = true;
            return this;
        }

        public Builder bacon() {
            bacon = true;
            return this;
        }

        public Pizza build() {
            return new Pizza(this);
        }

    }

    private Pizza(Builder builder) {
        tamanho = builder.tamanho;
        queijo = builder.queijo;
        tomate = builder.tomate;
        bacon = builder.bacon;
    }

}

Agora podemos criar uma pizza vazia e cobri-la apenas com o que queremos:

Pizza pizza = new Pizza.Builder(10)
                   .queijo()
                   .tomate()
                   .bacon()
                   .build();

Esta técnica é muito usada nos frameworks modernos, sendo meu exemplo predileto o ResponseBuilder da API JAX-RS.

Fluent Interfaces

Outra forma muito legal para instanciação de objetos de bibliotecas é usar Interfaces Fluentes. Com elas, podemos usar nossa criatividade e tornar a codificação mais flexível, mais direta e muito mais interessante.

Por exemplo, suponha que queremos criar um carrinho de compras. A primeira implementação simplista fica assim:

public class Pedido {

    List<Item> itens;
    Cliente cliente;

    void adicionarItem(Item item) {
        itens.add(item);
    }

    void setCliente(Cliente cliente) {
        this.cliente = cliente;
    }

    void fechar() {
        // ...
    }

}

E o uso fica assim:

Pedido p = new Pedido();
p.setCliente(new Cliente("José"));
p.adicionarItem(new Item("Motocicleta", 1));
p.adicionarItem(new Item("Capacete", 2));
p.fechar();

Aplicando o conceito de fluent interfaces, com poucas alterações, podemos deixar isso muito melhor:

public class Pedido {

    List<Item> itens;
    Cliente cliente;

    Pedido com(int quantidade, String nome) {
        itens.add(new Item(nome, quantidade));
        return this;
    }

    Pedido para(String nome) {
        cliente = new Cliente(nome);
        return this;
    }

    void fechar() {
        // ...
    }

}

E então usamos o código assim:

new Pedido()
    .para("José")
    .com(1, "Motocicleta")
    .com(2, "Capacete")
    .fechar();

O exemplo acima parece bem interessante se usado para envio de e-mails!

Conclusão

Métodos estáticos são importantes e tem o seu lugar. Porém, não use esse recurso da linguagem se o objetivo for otimizar o código evitando a criação de instâncias de objetos. Também não use para casos de uso que não sejam triviais: quando há variação de argumentos, dependência de valores externos, risco de concorrência, etc.

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    na boa, parece que vc ta conversando com o código, muito doido, parece algo semelhante que preciso depois para estudar com mockito. – Macario1983 10/02/14 às 15:32
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Vai depender de como você utilizar essas classes. Mas, para isso, vamos por partes

O que faz o static?

A palavra-chave static significa que, ao que ela se refere, pertence a classe e não a instância. Dessa forma, para utilizar métodos ou variáveis static, não será necessário instanciar um novo objeto daquela classe.

Quando devo usar uma classe estática?

Como pode ser visto nessa resposta, não existe como você fazer um static class, mas, para criar uma classe estática, basta você tornar todas as variáveis e métodos estáticos.

Fazer uma classe estática, significa que ela não terá um comportamento diferente para cada objeto. Um exemplo de classe estática é a Math, cujo é desnecessário instanciar um objeto dessa classe, sendo que você só utilizará métodos de manipulação matemática e/ou constantes matemáticas.

Ou seja, uma classe deverá ser estática, quando todas as possíveis instâncias de objetos terão sempre o mesmo comportamento.

Resumindo

Uma classe estática é uma classe que teria um comportamento igual para todos os objetos, caso estes fossem instanciados.

Esse conceito deverá ser utilizado quando a sua classe não tiver um comportamento diferente, independente da quantidade de objetos que você instanciar. Cabe ao programador saber quando isso é uma realidade ou não.

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Você poderia ter seus métodos estáticos sem problema. Você poderia fazer algo como:

public final class EmailHelper {
    public static void enviarEmail(Usuario usuario, Relatorio relatorio){
        // seu código
    }
}

E outra classe para gerar o relatório:

public final class GerarRelatorio {
    public static Relatorio gerarRelatorio(...){
        // seu código
    }
}

Só tenha cuidado ao utilizar atributos de instância pois esse método será chamado por qualquer usuário do projeto. Por exemplo:

public final class EmailHelper {
    private String emailDoUsuario; // <--------- vai dar problema
    private String servidorDeEmail; // <-------- não vai dar problema

    public static void enviarEmail(Usuario usuario, Relatorio relatorio){
        // seu código
    }
}
  • na verdade minha idéia, é não ficar recriando aquele objeto que for acessado a todo momento entende? – Macario1983 8/02/14 às 19:32
  • Ops, foi mals. Faltou colocar o método como static. Já editei acima. [= – uaiHebert 8/02/14 às 20:16
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Se você quiser, e é mais útil mesmo criar uma interface ou colocar os métodos e membros das duas classes (que você quer que sejam estáticas) dentro dos dois objetos de e-mail (que eu suponho que existam).

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