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Gostaria de saber qual o "modo correto" de se escrever um bloco try/catch:

async function ping() {
  try {
    undefined();
    return 'pong';
  } catch (error) {
    console.log('fn ping:', error);
  }
}

async function chamar() {
  try {
    const resultado = await ping();
    console.log(resultado);
  } catch (error) {
    console.log('fn chamar:', error);
  }
}

chamar();

Output ao invocar uma função não definida dentro da função "ping" com try/catch:

fn ping: TypeError: undefined is not a function

Porém, quando não se usa try/catch na função ping, o resultado é o seguinte:

fn chamar: TypeError: undefined is not a function

Qual seria o modo correto visto que a função ping sempre será chamada dentro de um try/catch. Além disso, eu quero tratar todos os erros na função "chamar". Tem algum problema não usar try/catch em funções que já serão chamadas dentro de outro try/catch?

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  • Cadê essa função pong? Além disso, tem algum motivo para você estar anotando essas funções com async? – Luiz Felipe 29/10/20 às 19:16
  • O correto era função ping, sinto muito pelo erro. Eu enviei apenas um exemplo, mas no projeto eu vou usar as funções assíncronas – Bruno Sá 29/10/20 às 19:20

1 Resposta 1

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Não existe correto ou errado nesse caso. Depende da sua necessidade. Em relação à linguagem, ambos estão corretos.

A diferença na saída se dá pelo fato de que, quando alguma exceção é lançado em JavaScript, o bloco try mais "próximo" captura a exceção. Desse modo, como o erro ocorreu dentro da função ping, se você tiver, logo acima do código que lança erro, um try/catch, este irá capturar o erro, já que é o que está mais próximo.

Se você remover esse try/catch, ele procura um outro mais acima, que no exemplo da pergunta é o try/catch da função chamar.


Nesse exemplo, pode-se dizer que o try/catch de ping é desnecessário, já que você está fazendo o runtime lançar TypeError de de propósito (que em tese deveria ser capturado por ferramentas no ambiente de desenvolvimento). No entanto, para capturar erros desse tipo, que eventualmente podem passar despercebidos, é sempre ideal ter um try/catch "global", próximo ao entry-point do seu código, que lidará com exceções não tratadas.

Nesse caso, pode-se dizer que o entry-point do seu código é a função chamar, e o try/catch dentro dela está fazendo o papel desse global error handler.

Geralmente, utiliza-se try/catch em códigos "mais profundos" (como em ping) quando você chama alguma função ou realiza alguma operação que pode lançar alguma exceção. Por exemplo, ao ler um arquivo, executar uma query em banco de dados, etc. Desse modo, é ideal que você tenha um tratamento de exceção bem específico para a operação que você está fazendo.

É interessante ressaltar o contraste entre o tratamento de erro específico (tratado no parágrafo anterior) e o tratamento de erro global, que é bem mais genérico.

Leia mais sobre blocos try/catch na documentação.

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