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Sempre quando realizo a conversão de um objeto para um tipo específico, utilizo um cast explícito, por exemplo:

private void textBox1_Leave(object sender, EventArgs e)
{
    TextBox textBoxTemp = (TextBox)sender;
    MessageBox.Show("Você digitou: " + textBoxTemp.Text);
}

Consigo fazer a mesma coisa utilizando o operador as, dessa maneira:

private void textBox1_Leave(object sender, EventArgs e)
{
    TextBox textBoxTemp = sender as TextBox;
    MessageBox.Show("Você digitou: " + textBoxTemp.Text);
}

Gostaria de saber qual a diferença entre as duas abordagens, quando devo usar uma ou outra e se existe alguma diferença de desempenho entre elas.

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O cast explicito lança exceção se o objeto não for do tipo.

private void textBox1_Leave(object sender, EventArgs e)
{
    TextBox textBoxTemp = (TextBox)sender;  // lança exceção se não for TextBox... InvalidCastException (eu acho que esse é o nome)
    MessageBox.Show("Você digitou: " + textBoxTemp.Text);
}

É usado quando você tem quase certeza absoluta que o tipo está correto... não sendo permitido usar o método em questão textBox1_Leave para qualquer outro tipo de objeto passado em sender.

O operador as não lança exceção, e retorna null caso o objeto não seja do tipo.

private void textBox1_Leave(object sender, EventArgs e)
{
    TextBox textBoxTemp = sender as TextBox; // não lança exceção
    MessageBox.Show("Você digitou: " + textBoxTemp.Text); // se não for do tipo, então vai lançar exceção aqui, NullPointerException
}

A forma correta de usar o operador as é testando se o retorno é nulo ou não, para não correr o risco de lançar uma exceção genérica, tal como a que ocorreria (exemplificado acima).

Correto:

    TextBox textBoxTemp = sender as TextBox;
    if (textBoxTemp != null)
        MessageBox.Show("Você digitou: " + textBoxTemp.Text);
    else
        // fazer algo quando for nulo

Sobrecarga do cast

É possível sobrecarregar o operador de cast explícito somente. O as não pode ter o seu comportamento alterado.

Isso quer dizer que de vez em quando, o cast explícito está fazendo mais coisas do que se parece:

class MyClass
{
    public static explicit operator int(MyClass x)
    {
        return x.GetValor(); // fazendo uma operação qualquer no cast
    }
}

E em algum outro lugar, ao fazer o cast de MyClass para int, na verdade vai se chamar o método acima:

var x = (int)myClass; // cast sobrecarregado

Operador as

O operador as só pode ser usado para converter para um tipo anulável. Não é possível usar um tipo não anulável no operando da direita. Ou seja, qualquer classe ou Nullable<T>.

valido: 1 as int?; obj as UmaClasse

inválido:

object num = 1;
int num2 = num as int; // inválido
  • Interessante "quase certeza absoluta" :D – Guilherme Lautert 20/01/16 às 11:50
  • @GuilhermeLautert Quer dizer quase 100%... o que pode ser 99%, ou então 98%. Sendo que os 1% ou 2% de incerteza sobre o tipo, a partir do momento que se usa o cast, gera uma exceção clara. – Miguel Angelo 25/01/16 às 12:31
  • Só quis fazer referencia ao pleonasmo. :D – Guilherme Lautert 25/01/16 às 12:35
  • Ahh tá... é que pensei que não estivesse claro. Bem que agora eu estou reparando a carinha feliz. =D – Miguel Angelo 25/01/16 às 12:40
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Além das explicações já dadas de que cast ((TextBox)sender) lança exceção enquanto as (sender as TextBox) retorna null caso os tipos não sejam compatíveis, duas observações:

Usar um ou outro não se trata apenas de evitar exceção, mas sim de revelar intenção

TextBox textBoxTemp = (TextBox)sender;

O código acima diz que ele não admite que sender não seja um TextBox. Se não for, que se exploda, que uma exceção seja lançada e que seja capturada por quem estiver interessado, ou que quebre o aplicativo, porque o código ao redor só me interessa se sender for de fato um TextBox.

Já este código:

TextBox textBoxTemp = sender as TextBox;

está me dizendo que é perfeitamente aceitável que sender não seja um TextBox, e que eu tenho um plano para as duas situações. Neste caso, como já explicado, faz todo sentido que exista um teste textBoxTemp != null antes de sair usando esta variável.

Enquanto o cast pode provocar uma conversão de fato, "as" faz apenas boxing/unboxing

Se houvesse uma conversão de usuário implementada no objeto sender, o uso do as não ativaria esta conversão. O as pode apenas retornar um tipo cuja compatibilidade tiver sido definida pela hierarquia do objeto, seja por herança ou por implementação de interface.

Não seria errado dizer também, para efeito de simplicidade, que enquanto o operador cast, exemplo: (TextBox)sender, pode ser usado para conversão explícita de tipos, o operador as, exemplo sender as TextBox, pode ser usado para obter uma representação polimórfica do objeto, não havendo conversão de fato.

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Cast clássico

private void textBox1_Leave(object sender, EventArgs e) {
    TextBox textBoxTemp = (TextBox)sender;
    MessageBox.Show("Você digitou: " + textBoxTemp.Text);
}

Você tem certeza absoluta que sender é do tipo TextBox? Como eu conheço o padrão do Windows Forms que você está usando eu diria que sim, é. Portanto esta "conversão" não falhará, é certo que ela é possível. Qualquer situação que você saberá que ela não falhará você pode usá-lo. Em muitos casos o custo é zero.

Mas vou reforçar que você tem que ter certeza, nem sempre é possível garantir isto.

Saiba que se houver um erro na tentativa de conversão a aplicação lançará uma exceção e possivelmente quebrar. E isto é bom. Era um erro de programação em algum lugar mesmo. Você deve consertar o erro. Não deve capturar a exceção e tentar arrumar. Erros de programação devem ser resolvidos pelo programador, não pelo código. Uma das soluções possíveis é não usar o operador de cast desta forma.

Operador as

É aí que entra o operador as. O uso dele implica que você não tem muita certeza que a operação vai dar certo. Então podemos considerar que ele trabalha como uma tentativa e se falhar o objeto que deveria receber a "conversão" receberá o valor nulo. Por isto sempre depois de usar o as é preciso verificar se o objeto não é nulo. Então você faria:

private void textBox1_Leave(object sender, EventArgs e) {
    TextBox textBoxTemp = sender as TextBox;
    if (textBoxTemp != null) {
        MessageBox.Show("Você digitou: " + textBoxTemp.Text);
    }
}

Operador null-propagating

No C# 6 você pode optar por este código:

private void textBox1_Leave(object sender, EventArgs e) {
    TextBox textBoxTemp = sender as TextBox;
    MessageBox.Show("Você digitou: " + textBoxTemp?.Text);
}

Não que o resultado seja o mesmo, mas se você apenas não quer que dê erro, pode ser uma boa opção. Não parece ser o caso neste exemplo já que ele mostrará a mensagem "Você digitou: " e mais nada, não vai indicar problema, nada.

O custo do operador as mais a verificação se a operação foi bem sucedida costuma ser o mesmo do uso do cast na maioria das situações. E quando há diferença não é nada absurdo. De qualquer forma você deve usar o que for o correto para a situação.

O as não consegue fazer conversões em tipos por valor diretamente já que eles não podem ter resultado nulo. Porém é possível usar um tipo anulável para obter o mesmo resultado.

Ele também não consegue fazer conversões definidas pelo usuário (mesmo aquelas definidas dentro do .Net), apenas conversões definidas pela linguagem são possíveis. Esta conversões normalmente exigem algum processamento e só podem ser feitas com o cast tradicional.

Erro comum

Não cometa exageros como fazer isto:

if (sender is TextBox) {
    TextBox sender = (TextBox) textBoxTemp;
    //faz algo aqui
}

É comum ver isto em alguns código para "evitar" o lançamento da exceção. Isto está errado. Este código está comparando se o tipo é compatível uma vez no ife depois compara de novo dentro do cast.

Pior, em alguns casos pode haver uma race condition já que entre a primeira verificação e a conversão efetiva o estado do objeto pode ter mudado.

Pattern matching

Em C# 7 é possível criar a variável condicionalmente com pattern matching sem precisar do cast:

private void textBox1_Leave(object sender, EventArgs e) {
    if (textBoxTemp isTextBox textBoxTemp) {
        MessageBox.Show("Você digitou: " + textBoxTemp.Text);
    }
}

Conclusão

Note que os operadores têm semânticas diferentes, eles são usados para situações diferentes. Quando for usar um ou outro deve fazer você pensar no design da aplicação, você deve entender porque está usando um ou outro. Não é só uma escolha do que funciona ou não.

Resposta parcialmente inspirada nessa resposta do SO.

Coloquei no GitHub para referência futura.

  • 1
    Não entendi seu exemplo de "não cometa exageros", está correto o exemplo? O que você quer dizer com ele? Me parece que confundiu algumas variáveis? Ou não? – Fernando Leal 22/01/15 às 19:19
  • @Fernando ainda não terminei de editar a resposta, vou melhorar esta parte. – Maniero 22/01/15 às 19:20
  • Ok, é que achei estranho. Irei aguardar, sem ansiedade. hehe – Fernando Leal 22/01/15 às 19:24
  • Algo intrigante aqui: você, baseado na resposta que citou, comentou que if (sender is TextBox) seria um erro, enquanto a msdn, conforme coloquei na minha resposta, diz que o operador as é equivalente a expression is type ? (type)expression : (type)null, ou seja, que faz justamente uma comparação, embora a expressão seja calculada apenas uma vez. Estou perdendo alguma coisa? – iuristona 22/01/15 às 19:40
  • 1
    Tentar continuar executando algo que deu errado provavelmente vai comprometer muito mais. Se é serviço, reinicie ele. Não tente se recuperar. Claro que reiniciar um serviço que está errado não é o ideal mas nem sempre é possível aplicar o ideal. Pelo menos ele começa em estado limpo. É mais próximo do ideal. Querer contornar uma limitação criada justamente para proteger o sistema de coisas ruins é a pior coisa que alguém deve fazer. De qualquer forma porque em erro de programação foi para produção? Isto deveria acontecer uma vez por século. O problema é outro. – Maniero 23/01/15 às 11:44
3

Um lança Exception, e o outro somente retorna null, caso falhem.

private void textBox1_Leave(object sender, EventArgs e)
{
    TextBox textBoxTemp = (TextBox)sender; // se por algum acaso, o objeto sender, não for do tipo TextBox, você terá um InvalidCastException
    MessageBox.Show("Você digitou: " + textBoxTemp.Text);
}

private void textBox1_Leave(object sender, EventArgs e)
{
    TextBox textBoxTemp = sender as TextBox; // já aqui, se por algum acaso, o objeto sender, não for do tipo TextBox, ele só retorna um objeto null.
    MessageBox.Show("Você digitou: " + textBoxTemp.Text); // então aqui sim lançaria uma NullPointerException
}

Já as forma de tratamento para evitar Exception é muito mais eficiente e simples com as, do com Cast, como demonstrado abaixo:

private void textBox1_Leave(object sender, EventArgs e)
{
    // com try catch, é não é eficiente para tratar dados
    try
    {
        TextBox textBoxTemp = (TextBox)sender; // se por algum acaso, o objeto sender, não for do tipo TextBox, você terá um InvalidCastException
        MessageBox.Show("Você digitou: " + textBoxTemp.Text);
    }
    catch (InvalidCastException ex)
    {
        //Ou simplismente sem nada, "padrão Silenciator" (um grande designer pattern, hehe)
        MessageBox.Show(ex.Message);
    }
}

private void textBox1_Leave(object sender, EventArgs e)
{
    TextBox textBoxTemp = sender as TextBox; // já aqui, se por algum acaso, o objeto sender, não for do tipo TextBox, ele só retorna um objeto null.
    // com uma simples verificação de referencia diferente de null
    if (textBoxTemp != null)
    {
        MessageBox.Show("Você digitou: " + textBoxTemp.Text);
    }
}

Você também pode utilizar a instrução is, que faz uma verificação de tipagem, para depois converter para o tipo correto. E também é bem util se você está esperando alguns tipos diferente como por exemplo:

if (sender is TextBox)
{
    TextBox textBoxTemp = sender as TextBox;
} else if (sender is Button)
{
    Button buttonTemp = sender as Button;
}
// e pode ter outras verificações

Com is é a maneira como geralmente utilizo. Por me parecer mais agradável.

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O cast lança Exception se o objeto não for do tipo e o as somente retorna null.

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