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Enquanto estudava sobre tipos de compiladores me deparei com o termo: Source-to-Source que se refere ao processo de transpilação.

Acontece que algumas seções mais a frente o termo Parser-Generator e alguns sinônimos como Compiler-Compiler, Compiler-Generator surgiram definindo um mesmo conceito.

E aqui começou uma grande confusão, afinal Parser-Generator e Transpilador funcionam da mesma forma ou existe diferença ? Se existe diferença, qual é a diferença entre eles ?

Se possível deixe referencias pois sempre estou lendo, se possível também cite alguns parsers-generators.

1 Resposta 1

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Não falarei sobre transpilação porque já foi explicado na pergunta linkada e porque o assunto nada tem a ver com a outra dúvida, é como perguntar qual a diferença entre aço e fresadora, ambos são usados na produção de um carro, mas não possuem relação direta, e ainda, explicando o que é um gerador de parser isso ficará claro.

Os outros termos, na prática, são mais ou menos sinônimos (pode ter alguma diferença sutil, algum fazer um pouco mais que outros) e indicam que você tem uma ferramenta que ajuda criar compiladores, especialmente a parte do parser dele, o que geralmente inclui o lexer também.

Um parser é algo trabalhoso e cansativo de fazer, além de ser fácil dar algum erro. è complicado ficar mexendo em código toda vez, e principalmente é chato fazer experimentação de gramática assim. Como o parsers é o código que expressa para o computador de como lidar com a gramática, se você tiver um padrão de como expressar a gramática de uma forma mais abstrata, mas como um humano pode entender você pode ter uma software que leia isso e crie o código do parser seguindo as regras da gramáticas expressadas anteriormente em uma linguagem de não programação (geralmente alguma varação de BNF).

Então o gerador de parser costuma vir com uma ferramenta completa, um IDE para criar um compilador, um exemplo é o ANTLR, o mais conhecido:

Screenshot do ANTLR

Assim você pode testar, experimentar diversas formas de gramática, vai obtendo todas informações, vê oque dá errado, e quando está satisfeito e quer ver isso real manda gerar um código que será usado no compilador, é só nessa hora que o parsers generator entra, ele escreve o código para você para usar no compilador, assim você não precisa se preocupar com isso.

Em geral o código não é dos melhores, por isso em linguagens de alto perfil eles não são usados, ou seja, quem quer performance, mais poder e flexibilidade na linguagem ou gerar melhores mensagens de erro, não é uma boa ferramenta. Mas é bem útil onde você não pode gastar tempo demais com o compilador ou está só o prototipando.

O transpilador já é o compilador, por isso não dá para comparar, pode ser que um transpilador tenha sido gerado, em parte, por um gerador de parser.

Alguém poderia dizer que o gerador de parser é um transpilador, e aí não teria diferença, seria só uma forma diferente de classificar a mesma coisa, mas dá para contestar um pouco isso, estritamente é verdade, mas os objetivos são diferentes, caberia um debate, não aqui.

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  • Excelente resposta, tirou muitas duvidas sobre o que eu achava sobre um parser... embora meu pensamento tenha partido dessa premissa: "Alguém poderia dizer que o gerador de parser é um transpilador, e aí não teria diferença, seria só uma forma diferente de classificar a mesma coisa, mas dá para contestar um pouco isso, estritamente é verdade, mas os objetivos são diferentes, caberia um debate, não aqui."; Mas uma vez, muito obrigado. – Lucas Palomo 4/10/20 às 13:10

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