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Sobre métodos "chamáveis" de fora de objetos, eu posso dizer que essas três formas abaixo agem da mesma forma dentro do meu código?

Exemplos:

var barquinho = {
  pedro: () => {
    console.log("a");
  },
  tiago: function() {
    console.log("b");
  },
  joao() {
    console.log("c");
  }
};

Essas são as formas que eu conheço de aplicar funções dentro de objetos ou variáveis.

Gostaria de saber se há alguma diferença majoritária no uso de cada forma, visto que ambas seriam chamadas do mesmo jeito, no caso:

barquinho.pedro();
barquinho.tiago();
barquinho.joao();

1 Resposta 1

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"Métodos" como arrow functions

A diferença é que, no primeiro caso, você está utilizando uma arrow function para definir o método. Consulte esta pergunta e a documentação para saber mais sobre esse tipo de função.

Em resumo, a arrow function não tem o seu próprio this binding, isto é, não possui o this associado ao objeto a qual está contida (lembrar que toda função está associada a algum objeto). Exatamente por isso não faz muito sentido utilizá-la para definir um método. Basicamente, o this da arrow function será herdado do escopo léxico de seu pai.

const obj = {
  arrow: () => {
    console.log(this.toString()); // [object Window]
    console.log(this === obj); // false
    console.log(this === window); // true
  }
};

obj.arrow();

Como utilizamos uma arrow function para definir o "método" arrow, este herdará o valor this do escopo léxico imediatamente acima. Como objetos não têm escopo léxico, o this refere-se ao escopo global, que, em browsers, é window. Vale observar também que, no modo estrito, o comportamento do this global é um pouco diferente.

Justamente por isso não vale a pena utilizar arrow functions em todo lugar, ao contrário do que muita gente parece fazer. Qual o sentido de usar arrow function para definir um método, sendo que você não será sequer de acessar, através do this, outras propriedades desse objeto? Justamente por isso coloquei "métodos" entre aspas no título desta seção.

Métodos com function expression

Nos outros dois exemplos, utiliza-se expressão de função para definir os métodos. Nesse caso, o this refere-se ao objeto no qual os métodos estão contidos. Vejamos:

const obj = {
  a: function() {
    console.log(this.toString()); // [object Object]
    console.log(this === obj); // true
    console.log(this === window); // false
  },
  
  b() {
    console.log(this.toString()); // [object Object]
    console.log(this === obj); // true
    console.log(this === window); // false
  }
};

obj.a();
console.log('---');
obj.b();

A única diferença entre a e b, no exemplo acima, é que b utiliza uma notação introduzida no ECMAScript 2015 (vulgo ES6) para facilitar a definição de function expressions em objetos. É açúcar sintático. Fora a aparência, nada muda.

Saiba mais sobre esse açúcar sintático na documentação.

Em suma, não caia na armadilha de sair usando arrow function pra lá e pra cá indiscriminadamente. Utilize somente quando você precisar de herdar o this do escopo léxico superior ou a vantagem da notação abreviada for realmente importante. É imperioso, no entanto, saber as limitações e vantagens de cada jeito de se definir uma função.

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