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Quero saber qual algoritmo tem o melhor desempenho ao lidar com seu pior caso comparado a outros lidando cada um com o seu próprio pior caso, todos aplicados em ordenação de array.

Para entender melhor o que quero saber, vão alguns questionamentos que levam à resposta.

Há um consenso de qual algoritmo de ordenação por comparação voltado para arrays é melhor ao comparar com outros, cada um em seu respectivo pior casos?

Sendo merge sort, timsort, smootchsort, intro sort e heap sort algoritmos de complexidade O(n*log(n)) de comparações e tempo, qual tem o menor fator de n*log(n)?

Há um outro algoritmo tradicional que supera os cinco no pior caso? Ou uma variante amplamente conhecida de algum algoritmo (como quick sort, já que o simples critério de seleção de pivô tem muita variedade e impacto) ou união de múltiplos algoritmos que supera (tipo intro sort + insertion sort)?

Enfim, qual é o melhor algoritmo de ordenação em pior caso? Leve em conta que é ordenação de arrays e não se aceita só complexidade assintótica mas também o fator desse termo na fórmula de comparações ou medidas experimentais de tempo em problemas de grande porte.

1 Resposta 1

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Temos que tomar cuidados com expectativas e realidades ao lidar com arrays. Como arrays são estruturas sem tanta dinâmica, encontramos neles complicações e inconveniências em implementações de algoritmos para ordená-los que, inclusive, podem parecer até pegadinhas.

Saindo de arrays, a coisa é bem menos restritiva. Neles, o rápido acesso ao dado tendo seu índice é um benefício muito buscado e aproveitado visando bom desempenho em várias operações, mas isso não garante baixa complexidade de operações e tem seu preço e inconveniências em certas circunstâncias, o que dificulta a escolha do algoritmo.

  • Merge sort em listas

Por exemplo, em listas encadeadas só precisamos inserir o elemento numa posição encadeando lá, não precisando dar shift como se faz em array. Isso torna o merge sort muito mais adequado em listas encadeadas pois, além de não precisar de memória adicional de complexidade O(n) (ao contrário da versão de arrays) e da estabilidade, pode-se ainda percorrê-la O(log(n)) vezes para dar merge dos pedaços comparando O(n) vezes e adequadamente usando ponteiros de atalho transitar entre pedaços da lista a serem unidos e mover nós simplesmente desencadeando-os de onde estão e reencadeando em seus destinos.

Isso não só resulta em 1+n*floor(log2(n))+n-2^floor(log2(n)+1) comparações nas listas (assim como nos arrays), resumido a n*log(n) = O(n*log(n)), mas também manuseio de ponteiros (de custo variado a depender da implementação da lista e do algoritmo) que bem feito pode totalizar, dependendo de arredondamentos na fórmula de relação de recorrência, ao menos n+ceil(n/2)*floor(log2(n))-2^floor(log2(n)) movimentos completos de nós e mais um adicional de movimentos que vai até floor(2^ceil(log2(n)-1)/3), resumido tudo a n*log(n)/2 = O(n*log(n)) movimentos.

  • Merge sort em arrays

Esses movimentos em arrays ocorrem com atribuições de valores novos sobre os antigos na posição. O custo dessa movimentação em arrays no merge sort depende se há memória suficiente para usar um array auxiliar e com isso, assim como em lista encadeada, manter no pior caso a complexidade O(n*log(n)) não só nas comparações mas também nos movimentos. Caso contrário, não tendo memória disponível deve-se dar shift nos elementos (afinal não há outro lugar para colocá-los) e isso resulta em complexidade O(n²*log(n)) no pior caso (O(log(n)) níveis de merge, para cada nível O(n) comparações e para cada comparação O(n) atribuições). Nem importa o número exato de atribuições, é absurdamente custoso. Em outras palavras, array tem essa dependência da condição de ter memória para ordenar com bom desempenho usando merge sort.

  • Tree sort em árvores binárias

Em árvores, apesar de complicado pode-se temporariamente adaptar os ponteiros de modo que cada nó funcione como nó de lista e fazer merge sort para depois remontar a árvore em ordem. Porém aparentemente o melhor algoritmo neste caso é o tree sort por, além de ser estável, inserir cada elemento ordenadamente na árvore. Afinal pode-se implementar a estrutura já como árvore binária balanceada de busca e aplicar iteração do algoritmo cada vez que deve-se inserir um elemento para mantê-la ordenada sem precisar ordenar tudo. Mesmo que não tenha o feito, pode-se simplesmente reconstruir a árvore da maneira correta com base no algoritmo e isso sem precisar armazenar vastos dados adicionais. Várias dessas facilidades também não se encontram em ordenação de array.

Se a árvore for completa, o número de comparações no pior caso é igual ao do merge sort, porém o tree sort tem quase o mesmo desempenho entre melhor e pior caso, o que dá uma vantagem ao merge sort nesse aspecto já que ele, do pior caso ao melhor, tem quase 50% menos comparações. Além disso, cada inserção pode requerer O(n) rotações em toda a parte da árvore para mantê-la completa, o que provoca no algoritmo uma complexidade O(n²) de movimentos no pior caso.

A altura de árvore completa, o que determina uma quase proporção de custo de comparações por inserção, é floor(log2(n)+1), já altura de AVL vai de floor(log2(n)+1) a floor(log(( n+1.5 )/( 0.5+sqrt(0.45) ))/log( sqrt(1.25)+0.5 )), considera-se então no pior caso cerca de 1.44*log2(n)).

Então se ao invés disso a árvore for AVL, as rotações por inserção que conservam o balanceamento ocorrem O(log(n)) vezes até mesmo em pior caso, conservando a complexidade O(n*log(n)) da ordenação não só de comparações mas também de movimentos. Porém, como visto no parágrafo anterior, o número de comparações é maior que do merge sort (apesar da mesma complexidade), no pior caso em torno de 44% a mais (x1.44). Sendo assim, mesmo com o enorme ganho ele permanece perdendo em desempenho.

  • Tree sort em arrays

Enfim, que eu saiba não são amplamente estudados meios de aplicar este algoritmo num array ou simular uma árvore completa ou AVL num array de uma tal maneira que se possa ordenar por tree sort. Mesmo que se descubra um meio de fazer isso, não parece valer a pena porque teoricamente o tree sort perde para merge sort, só se houver alguma sacada genial que simplifique operações e até agora não encontrei e nem pensei em nada para isso.

Curiosidade:

É possível implementar insertion sort com complexidade O(n*log(n)) de comparações (busca binária da posição correta a cada inserção). O número de comparações no pior caso é o mesmo que tree sort de árvore completa e merge sort. Aliás, pode-se enxergar os passos de comparações como similares a de uma árvore completa, é como se fosse o tree sort no aspecto das comparações. E adivinha? Isso pouco importa. Mantém-se o problema do insertion em arrays de ter que dar shift, mover elementos numa complexidade O(n) no pior caso a cada inserção, garantindo assim O(n²). Realmente não funciona como uma árvore.

  • Insertion sort

Por falar em insertion sort, vamos falar o óbvio: ordena arrays e é estável mas faz shift, tem complexidade O(n²) de comparações e movimentos no pior caso, portanto é péssima ideia em problemas grandes. Ok, mas e os problemas pequenos? Já pensou ter que ordenar várias sequências pequenas que juntas pesam? Pois bem, pode valer a pena testar o desempenho do insertion sort em casos como esses, mesmo nos piores.

O insertion sort é considerado um ótimo algoritmo de ordenação de arrays curtos. Se vai ordenar vários pequenos de modo que eles juntos pesem, talvez ele seja uma boa opção. Testes com inteiros que fiz tempo atrás indicam que em caso médio ele costuma ser bom com uns vinte elementos e pior caso, em torno de oito. Mesmo com muitas comparações, são instruções muito simples e rápidas. O problema é se as comparações forem de dados que custam muito, como strings (pior ainda com iniciais parecidas) e estruturas com dados muito repetidos e cheios de desempates (como vestibulandos com pontuações paredidas, nomes parecidos, em mesmas faixas etárias).

Além disso, muitos algoritmos partem os arrays em pedaços que serão ordenados separadamente. Tipo o mergesort, ele pode partir o array em 32 miúdas sequências que podem ser ordenadas com insertion sort, aí juntam em 16, 8, 4, 2 e finalmente o array inteiro ordenado. O quicksort também costuma partir de uma lado e do outro do pivô pedaços cada vez menores de arrays que em algum momento podem ser tão pequenos que é melhor aplicar quicksort. Pode achar um benefício pequeno, mas é um benefício e pode vir a calhar em vários arrays de tamanhos pequenos e médios, mesmo em piores casos (desde que escolha muito bem até que tamanho de array o insertion sort ordenará).

  • Heap sort

Diferentemente de tree sort, este algoritmo é voltado também para ordenação de arrays apesar de teoricamente abstrair uma estrutura de árvore deles. Sua complexidade de operações, tanto comparações de dados quanto movimentos deles, é O(n*log(n)). Além disso, tem um benefício que o merge sort não tem: sem array auxiliar. Não tem necessiadade de alocar memória para ordenar com máximo desempenho e sem shift.

Mas tem dois pontos fracos. Primeiramente, ele repetidamente troca posições de pares de elementos de várias partes do vetor de tal maneira que quebre a estabilidade. Em segundo lugar, o número de comparações de valores do array no pior caso do heap sort fica em torno do dobro do merge sort. É como se inserisse cada elemento numa árvore binária completa duas vezes, no pior caso se coloca o mais longe possível da profundidade que é inicialmente colocado.

Sendo assim, aparentemente perde para os dois algoritmos anteriores, mas pelo menos serve para arrays e não precisa de vetor auxiliar. Até então, parece que o jeito é usar merge sort se puder e, se não conseguir alocar o array auxiliar, lamentavelmente você escolhe entre estabilidade (acho que insertion sort "binário") e desempenho (heap sort). Claro, com mais dados (associando a cada elemento o índice inicial) pode-se dar estabilidade ao heap sort, mas esse desempate da comparação e o movimento de dados custam.

  • Quick Sort

É um algoritmo conhecido por ser aplicável em arrays e considerado rápido em seus casos médios (O(n*log(n)) comparações e trocas). Porém é conhecido também por ser instável, perder para insertion sort no melhor caso (O(n*log(n)) contra O(n)) e ainda perder para heap sort (e portanto merge sort) no pior caso (O(n²) contra O(n*log(n))). Além disso, não se conhece maneiras de implementá-lo sem que haja empilhamento de dados (complexidade O(log(n)) de memória se for bem implementado), quer seja com chamadas recursivas ou "manualmente" com arrays.

Ainda assim, a verdade é que ele tem flexível potencial de variantes com distintas velocidades. O quick sort segue o princípio de selecionar (por algum critério, não havendo um padrão mas sim vários populares) um pivô e separar o array em dois a serem em seguida ordenados, um a esquerda do pivô com os valores que devem ficar a esquerda dele ao terminar de ordenar e outro a direita com os que devem ficar a direita. Só a escolha do critério causa grande impacto no resultado em termos de desempenho.

Para analisar, desenvolvi no Maple 15 o seguinte procedimento que serve para construir fórmulas recursivas com armazenamento de resultados reutilizáveis para acelerar o cálculo e assim permitir calcular a tempo com valores relativamente grandes. Ele será agora usado para calcular número de comparações do quick sort no pior caso a partir das recursões.

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Se o critério de escolha do pivô, mesmo que aleatório, seja de imediata seleção de um valor sem comparar com outros, o pior caso envolve esse valor ficar num extremo do array, separando um de tamanho "n" em um de tamanho "0" e outro de tamanho "n-1". Quer dizer, agora tem que ordenar um array de tamanho "n-1". Isso resulta no mesmo número de comparações que o insertion sort no pior caso, ou seja, complexidade quadrática.

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Se o critério for o clássico mediano de três (ordena três quaisquer para saber qual fica no meio), a divisão do pior caso é em "1" e "n-2" elementos e isso melhora muito o desempenho. Usando a função do maple, vemos que aparentemente a velocidade cresce de x1 até a convergência para x2.

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Se inventarmos de pegar o mediano de cinco, o pior caso resulta em pedaços de tamanho "2" e "n-3". Speed up de x1 a x3.

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Mediano de sete? É "3" e "n-4". Speed up x1 a x4.

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Em outras palavras, genericamente para ter trecho mínimo de "m" elementos se ordenam "p=2*m+1" valores (quantidade ímpar), logo "m=(p-1)/2". Perceba que se "p=n" então se ordena o array inteiro para pegar o pivô para ordenar o array, ou seja, não faz sentido buscar o pivô, o array está ordenado, tem que ter "p<n" e "m<(n-1)/2".

Como resultado, num nível de recursão o algoritmo ordena "p" elementos, um deles é pivô, "m" fica a esquerda dele, "m" fica a direita, restam "n-p" a serem comparados com o pivô e no pior caso acabam todos em um só lado para então ordenar os dois trechos (indo todos para o outro lado do pivô, que é pior caso também de movimento de elementos). Recursivamente, o custo de comparação de array de tamanho "n" é o custo de ordenar "p" mais o custo de comparar e mover "m-p" para o outro lado do pivô mais o custo de ordenar "m" e mais o custo de ordenar "m+n-p" (n-m-1).

Além disso, aparentemente o aumento do trecho ordenado na seleção de pivô melhora o desempenho no pior caso de arrays grandes. Será? Pegar o array inteiro para isso causa chamada recursiva infinita, claro. E se pegar "n-1"?

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Ao ordenar "n-1" e selecionar pivô, somente mais um terá que ser comparado com o ele para decidir de que lado fica. De um lado ficam floor((n-2)/2), do outro ceil((n-2)/2+1) ("+1" porque inclui nesse maior o que não foi usado para escolher pivô) e, apesar da divisão em pedaços quase iguais (é quase melhor caso), pra isso precisou de uma ordenação de quase tudo. O resultado foi multiplicador de velocidade quase zero, ou seja, perdeu velocidade. E se for procurar pivô em "n-2" elementos?

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O fator é bem maior que o anterior, mas continua praticamente zero. Quer dizer, arrays pequenos na busca melhoram ao aumentá-los e grandes melhoram ao diminuí-los, o que significa que deve ter um ponto de equilíbrio.

Inclusive perceba que ao passar a usar três elementos (ao invés de um) para achar o pivô há melhorias de desempenho em todos os arrays, já de 3 para 5 piora os arrays de tamanho n=6,7,8,9,10 mas empata com todos os outros abaixo de "n=11" e melhora daí para frente. De 5 para 7, também há um tamanho a partir do qual vale a pena, mas é bem maior.

Em outras palavras, aparentemente quanto maior o array maior é essa quantidade correta de valores a serem usados na busca do pivô. Será possível encontrar uma fórmula para esse valor ótimo? Se encontrar e o aplicar a cada recursão do quick sort, será que a complexidade no pior caso reduz a O(n*log(n))? Será que vence ao menos o heap sort, quem sabe o merge sort?

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Apesar de não ter encontrado resposta para todos os questionamentos, ainda assim foi possível implementar a recursão que encontra comparações do pior caso e valor ótimo por meio de uma recursão de dois valores [ Comparações , ValorÓtimo ] e responder alguns dos mais importantes.

Primeiramente, perceba que para cada quantidade "p=1,3,5,..." o único que aparece uma única vez é 19, logo antes o 17 aparece várias vezes. Não parece fácil encontrar uma fórmula que calcule "p", correto? Parece ser uma sequência bem instável.

Em segundo lugar, repare que o speedup em "n=9999" foi de x58. Quer dizer que a melhoria em relação ao algoritmo mais básico de constante "p=1" é absurdamente alta. Por outro lado, usando a fórmula de comparações do merge sort encontramos x7 de speed up ao sair deste quick sort para o merge sort em "n=9999". Quer dizer que, aparentemente, não só merge sort mas também heap sort o vencem em número de comparações no pior caso.

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Porém percebe-se que inicialmente o número de comparações do quick sort e do merge sort se equiparam e vão se distanciando, ou seja, até um certo momento o quick sort melhorado vence o heap sort e a partir dele os papéis se invertem.

Há mais variantes do quick sort, por exemplo em meios de selecionar a posição do trecho onde busca o pivô, adaptação para ganhar estabilidade, número de pivôs, etc. Porém vai da criatividade, são infinitas as possibilidades e nunca se termina quando se prende a isso. Além disso, aprofundamentos nisso não parecem compensadores neste contexto, pois afinal se observar os exemplos que citei:

  • posição do trecho não muda complexidade ou estabilidade,
  • essa estabilidade se ganha com shift ou alocação de memória (mesmo par de opções ao implementar merge sort, que é melhor em pior caso) e
  • mais pivôs são experimentalmente bons (casos próximos do médio) mas não parece eficiente no pior caso, pois são mais pivôs para multiplicar as comparações e elementos a serem movidos a cada nível de recursão com baixa (ou nenhuma) redução do número de recursões.

Em outras palavras, até então o melhor parece ser usar o merge sort se houver disponibilidade de memória, caso contrário você pode optar por ordenação com heap sort ou "quick sort ótimo" a depender do tamanho do array. Como esses dois algoritmos são instáveis, se priorizar estabilidade acima do desempenho mesmo com diferença de complexidade, pode-se pensar no insertion sort.

  • Conclusão

É notória a diferença de desempenho de um algoritmo de ordenação não só entre as variadas formas de implementar o mesmo e num mesmo tipo de estrutura ordenável mas também das versões em tipos distintos das estruturas. Há algoritmos exclusivos de certos tipos, outros servem para vários mas são mais adequados para uns que outros. Até há casos de estruturas mais pesadas que, mesmo assim, um algoritmo é melhor nelas que outras porque elas oferecem recursos que possibilitam neles menores complexidades. Há uma vastidão de fatos a serem considerados.

Com o uso de ponteiros, pode-se estruturar dados de modo que se possa inserí-los, acessá-los, deslocá-los e removê-los das mais particulares maneiras, muito além de copiar valores lá salvos e sobrepor os antigos para simular movimento de dados (como se faz em arrays). Enquanto nos arrays lemos e escrevemos ao localizar com índice, outras estruturas têm benesses como modos de busca de um dado e inserção nas redondezas dele um outro. Isso certamente impacta no desempenho de um algoritmo de ordenação, afinal um caro shift num array não é necessário numa lista por exemplo, só encadear com os ponteiros resolve. Encontrar um dado num índice instantaneamente é melhor que em ordem O(log(n)), mas inserí-lo entre outros dois é mais simples numa árvore.

Devido a isso, não podemos falar como se os algoritmos fossem sempre ter os resultados de desempenho que pensamos que terão. O que é bom numa situação pode não ser bom em outra. É necessário atenção a cada caso. Podemos não somente num insertion sort fazer shift de elementos, que naturalmente acontece de precisar deslocar vários elementos para inserir um, mas também podemos ter a ideia de fazer isso em merge sort, quick sort e outros algoritmos (que não foram feitos para isso) para implantar estabilidades artificiais, falta de necessidade de alocação de memória e outras coisas que afinal prejudicam o desempenho mesmo mantendo a complexidade de comparações. É necessário cuidado para não cair em armadilhas como essas e se surpreender mais tarde. Os principais custos são de instruções em geral e tempo, não comparações como se popularizou.

Sem certas benesses, a escolha de um algoritmo para arrays fica difícil. A ordenação pode requerer alocação de espaço (como tradicionalmente se faz, por exemplo, no mergesort de array e cria demanda de memória), shift de valores (como tradicionalmente se faz no isertion sort e cria problemas de desempenho em longos shifts), swap de valores (como tradicionalmente se faz no quicksort e destrói a estabilidade da ordenação), não ter estabilidade, não ter a complexidade desejada, tudo por não ter recursos que possam convir e assim encontrando sempre alguma perda a se pensar.

  • Veredito

Como definir então um melhor algoritmo em piores casos?

Vamos começar pelo mais simples. Array pequeno? Insertion sort. Comparações de tipos simples de dados? Melhor ainda.

E grandes volumes de dados? Pode ser adequado fazer misturas de algoritmos, como um algoritmo que ordena pedaços pequenos com insertion sort, médios com "quick sort ótimo" e grandes com heap sort ou merge sort. Sim, o algoritmo principal pode ser o que cria as divisões ou que ordena completamente um array grande mas não arrays médios e pequenos. O algoritmo intermediário pode partir mais ainda o array ou pedaço dele que ele tiver que ordenar, o menorzinho ordena os pedaços menores e se depois disso o intermediário ou principal tiver mais o que fazer (como merge, que faz a maior mesclagem no final) ele pega esses pedaços ordenados para completar o serviço com a estratégia que mais reduz a complexidade.

Mas para escolher os algoritmos precisamos observar suas propriedades em ordenação de array e avaliar as condições.

Como observamos anteriormente, o único defeito do merge sort é a demanda de memória. Se você tem espaço, é uma boa usar. Se tem estruturas de dados enormes e complexas, já ocupando boa parte da memória, você pode precisar abrir mão dos benefícios desse algoritmo.

Se prioriza desempenho sem arriscar nos piores casos, o heap sort faz o serviço sem a demanda de memória. Se aceita arriscar um pouco, o quick sort é considerado uma boa ideia. Talvez o melhor a se fazer pensando em piores casos é em caso de array grande aplicar heap sort (total ou em grande parte e deixar o resto com insertion sort) e em caso de array não tão grande aplicar "quick sort ótimo", talvez refinando em pedaços pequenos para ordenar com insertion sort.

Não conheço algoritmo estável de desempenho razoável que economize memória.

Ainda tenho que olhar bem o timsort e o smootchsort.

CONTINUA

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