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Estava lendo essa postagem e me deparei com esse termo monomorphization

Gostaria de saber:

  • Qual seu significado?
  • Quando esse processo ocorre?
  • Qual o ganho/perda de performance que é obtido por esse processo?

1 Resposta 1

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Por vezes escrevemos códigos polimórficos. Um dos polimorfismos mais usados é a virtualização onde o ponteiro decidirá em tempo de execução o que fazer de forma especializada, mas o código escrito é genérico, você diz que precisa fazer uma operação que um objeto base é capaz, mas objetos derivados dele também sabem fazer e podem fazer de um jeito mais específico. Não vou falar muito nisso, veja outra resposta se não domina o assunto.

Mas existe outro polimorfismo muito interessante que é o paramétrico. Alguns bem poderosos como do C++, outros menos como de Java ou C# que são generics. Sugiro ler mais em Polimorfismo paramétrico e sobrecarga em Java e C++.

Eles podem ser usados de várias formas, entre elas exatamente o que está dizendo acima. Você escreve um código genérico, um gabarito para o código real e na execução será executado o código real específico para a situação. A diferença na decisão se executará um método base ou derivado é que este mecanismo permite que a escolha seja feita em tempo de compilação.

Se isso for feito, a monomorfização é realizada. Note que alguns mecanismos, especialmente de generics, não fazem isso sempre que tem uma parametrização de tipos e a decisão do que usar pode ser realizada em tempo de execução, então o código continua polimórfico no executável.

A monomorfização é pegar aquele código escrito polimórfico e transformá-lo em um código monomórfico, portanto um código de podia ter várias formas e passa ter uma forma especializada para cada situação usada.

Por exemplo, se o código de uma classe é polimórfico e ele aceita qualquer coisa que seja comparável (ele tem capacidade de comparação entre objetos), portanto o que vai usar ali só precisa chamar uma comparação, o objeto precisa ser capaz de fazer isso. E vamos dizer que você chamou aquilo que é polimórfico em três situações, com um int, com uma String e com um Date. O compilador criará três métodos iguais àquele escrito, cada um desses métodos usará um desses tipos para fazer a comparação.

Isso é bem interessante porque ele não tem a virtualização, não tem que decidir em tempo de execução o que fazer, fica mais rápido e pode até permitir certas otimizações.

Mas nem sempre é bom. Vamos dizer que você usou esse método polimórfico em 200 tipos diferentes. Será gerado 200 métodos diferentes.

Vou comparar com um código que todos entendem fácil:

for (int i = 0; i < 2; i++) print(i);

é o mesmo que:

print(0)
print(1)

De fato um compilador que faz otimizações provavelmente transformará o primeiro no segundo e será mais rápido.

Mas e se o código for:

for (int i = 0; i < 200; i++) print(i);

compensa fazer o mesmo?

E se for assim:

for (int i = 0; i < user_entry; i++) print(i);

entendeu que tem uma variável que só se sabe em tempo de execução, né? Dá para otimizar, mesmo que o valor seja 0, 1, 2 ou outro baixo?

Qual seu significado?

O ato de transformar um código genérico polimórfico em um código monomórfico.

Quando esse processo ocorre?

No C++, durante a compilação sempre.

Qual o ganho/perda de performance que é obtido por esse processo?

O de não precisar da indireção para acessar um método e otimizações possíveis por causa disso. Perde ficar com um executável grande demais.

Exemplo real:

template <class T>
    T max(T a, T b) { return (a > b ? a : b); }

Quando chamar assim:

max(1, 2)

o compilador gerará um método assim:

int max(int a, int b) { return (a > b ? a : b); }

E para cada tipo que for consumido gerará um método assim. Aquele método do template, que é polimórfico por definição, não existirá nunca, ele é só um gabarito para criar os métodos reais que são monomórficos.

Note que esse tipo de código é antigo para o C++ e daria erro em objetos que não podem fazer uma comparação, hoje normalmente usaria um conceito para restringir que tipo pode ser usado ali e ficar mais robusto, mas isso é outro assunto.

Sem a monomorfização teria que fazer algo assim:

void *max(void *a, void *b) { return (*a > *b ? *a : *b); }

E aí o uso:

*(max(&1, &2))

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