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Meu projeto possui a seguinte estrutura:

pacotes do projeto

Dentro do pacote br.mandacaru.DAO estão os controllers. Para instanciar um objeto JPAController eu preciso de um objeto EntityManagerFactory e por essa razão criei uma classe EntityManagerProvider que possui um método getEntityManagerFactory que retorna um objeto EntityManagerFactory. Sempre que estou instanciando um controller, instancio a classe EntityManagerProvider dentro da view para executar qualquer uma das ações CRUD. Ficando da seguinte maneira:

Insert

Acontece que dessa forma, para cada View eu vou precisar instanciar na classe o objeto EntityManagerFactory o que de acordo com que o projeto estiver crescendo vai ficar dispendioso e creio que não muito eficiente. Qual seria a melhor maneira de instanciar esse objeto EntityManagerFactory na classe main e passá-lo para as views?

  • 1
    Minha sugestão para esse caso é usar o padrão Singleton. Se a classe EntityManagerProvider for uma fachada sua, fica mais fácil implementar o Singleton nela. Caso contrário terá que criar uma classe para implementar esse padrão. – Wakim 3/01/15 às 18:22
  • @Wakim A classe EntityManagerProvider eu mesmo criei e estou vendo sobre Singleton agora. Realmente pode ser a solução. Vou testar. – touchmx 3/01/15 às 19:25
  • Para a utilização, eu criaria uma solução para Injetar o EntityManager onde fosse necessário. Em sistemas mais simples é totalmente desnecessário, mas para aplicações mais complexas ajuda a desacoplar o sistema de uma classe específica, o código fica um pouquinho mais limpo e as chances de ocorrerem erros em tempo de execução é menor, já que os objetos ou proxies são injetados antes do método começar a executar. Fora de um servidor de aplicação é fácil conseguir isso usando Spring, por exemplo, mas também dá para usar CDI usando o Weld. – utluiz 5/01/15 às 19:29
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EntityManagerFactory pode e deve ser estático:

  1. Na especificação diz que ele é multi-thread
  2. Custo 'muito alto' para você instanciá-lo tempo todo

Na classe que você criou, deixe o EntityManagerFactory como private static EntityManagerFactory emf. Depois crie um método estático como:

public static EntityManager getEntityManager() {
    return emf.createEntityManager();
}

EntityManager não é thread safe:

  1. A especificação diz que ele não deve ser reutilizado
  2. O ideal é, abrir um quando o request chegar e depois finalizar.
  3. Se deixá-lo aberto, os recursos com o banco de dados podem se esgotar
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Eis aqui as regras de ouro:

  1. Você deve ter um EntityManager por interação com o banco de dados1.
  2. Você deve ter um EntityManagerFactory por base de dados na aplicação (persistence unit) e por ClassLoader.

A maioria das aplicações não lida com ClassLoaders diretamente e não precisa lidar com múltiplas versões de uma mesma classe em memória ao mesmo tempo. Portanto em 99,9% dos casos, a regra número 2 pode ser simplificada para:

  1. Você deve ter um EntityManagerFactory por base de dados na aplicação (persistence unit).

Além disso, em uns 98% dos casos, a aplicação só trabalha com uma única base de dados. E portanto, a regra número 2 pode ser simplificada para:

  1. Você deve ter um único EntityManagerFactory na aplicação.

E isto sugere que você pode usar o padrão de projeto singleton:

public final class EntityManagerProvider {

    private static final EntityManagerProvider INSTANCE = new EntityManagerProvider();

    private final EntityManagerFactory factory;

    private EntityManagerProvider() {
        this.factory = Persistence.createEntityManagerFactory("SUA_BASE_DE_DADOS");
    }

    public static EntityManagerProvider getInstance() {
        return INSTANCE;
    }

    public EntityManagerFactory getFactory() {
        return factory;
    }

    public EntityManager createManager() {
        return factory.createEntityManager();
    }
}

Esta classe acima cuida da regra 2 perfeitamente. Sugiro você implementar a regra número 1 nela também, usando um ThreadLocal para manter as referências aos EntityManagers e cuidando para não reutilizar EntityManagers de requisições diferentes, o que pode acontecer se as suas threads estiverem em um pool e puderem ser reutilizadas entre diferentes requisições.

Além disso, o código acima é fácil de ser modificado para lidar com o caso aonde há mais de uma base de dados. Basta que cada EntityManagerFactory esteja em um campo da classe EntityManagerProvider e que cada um seja acessado por um diferente conjunto de métodos, ou que você acrescente um parâmetro aos métodos pertinentes especificando qual é a base de dados relevante.


1 - Neste contexto, define-se por interação com o banco de dados uma sequência de operações relacionadas a ser executadas consecutivamente no banco de dados, possivelmente em um único escopo de transação.

  • Um EntityManager por sessão? Você poderia me passar o material de onde vc se baseou nessa prática? – uaiHebert 5/01/15 às 22:47
  • @uaiHebert Troquei o termo para requisição e o defini melhor, para evitar confusão. – Victor Stafusa 7/01/15 às 8:03
  • Ainda assim sua observação de requisição soa estranha. Se eu tiver 2 processamentos, eu devo usar então dois entityManager? – uaiHebert 7/01/15 às 13:52
  • @uaiHebert Depende. De qualquer forma talvez eu não esteja me expressando direito. O foco do texto é o EntityManagerFactory, então eu não queria colocar mais do que um texto curto de apenas uma frase sobre o EntityManager. Alguma sugestão para melhorar o texto? – Victor Stafusa 7/01/15 às 18:13

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