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Tendo uma super classe ABC

public class  ABC  { 
     int x = 0;   
    public int getABC() {  
        return x;
    }  
}

public class XYZ extends ABC  { 
     int y = 0;   
    public int getXYZ() {  
        return y;
    }  
}

Instanciando um objeto ABC com a sub classe XYZ assim:

public static void main( String[] args ) {
     ABC obj = new XYZ();
}

Como acedo ao método getXYZ()?

obj.getXYZ();

3 Respostas 3

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Tens de fazer o cast para a sub class:

((XYZ) obj).getXYZ();
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Essencialmente você não deve fazer isso. É uma pena que em um exemplo artificial até compense fazer e pareça certo.

Se quiser fazer mesmo assim deve realizar um cast para fazer com que o tipo do objeto mude:

class Main {
    public static void main( String[] args ) {
        ABC obj = new XYZ();
        System.out.println(((XYZ) obj).getXYZ());
    }
}

class  ABC  { 
    int x = 0;   
    public int getABC() {  
        return x;
    }  
}

class XYZ extends ABC  { 
    int y = 0;   
    public int getXYZ() {  
        return y;
    }  
}

Veja funcionando no ideone. E no repl.it. Também coloquei no GitHub para referência futura.

Quando você diz que um objeto é de um determinado tipo o compilador só deixa o código acessar os membros daquele tipo, portanto só deixa acessar os membros de ABC neste caso. Como o objeto concreto é XYZ e tem outros membros você poderia acessá-los se o compilador deixar. Para fazer o compilador deixar tem que dizer que quer acessar esse objeto pelo tipo concreto e usa-se o cast para isso.

Porém se fizer isso provavelmente tem algo errado na modelagem. Se quer acessar o objeto concreto então porque declarou como objeto abstrato? Quando a declaração usa o supertipo é porque só fará operações em cima do que o supertipo permite, você está garantindo que não precisa de membros dos subtipos.

Isso pode ser feito e em alguns casos pode ser útil, mas ainda é um erro conceitual.

Mesmo em um caso concreto realista (que vai além de um exercício de um mecanismo individual) não é simples assim fazer isso. Em códigos reais você correrá o risco de ter outros subtipos daquele tipo e que não contenha o membro que está usando e sua aplicação quebrará, então tem que certificar que é do subtipo que espera ser para garantir que funcione. Obviamente nesse código exemplo não precisa fazer isso, está óbvio que é do subtipo correto, mas esse código não existe em aplicações reais. E se existir está fazendo algo muito errado, não faz sentido.

É legal aprender o mecanismo usado, mas se não souber como aplicá-lo corretamente programará errado. Procure um código real onde esse tipo de mecanismo pode ser realmente útil. Em modelagens corretas quase nunca é útil. Recentemente eu respondi em outra linguagem onde era útil, mesmo assim não era o ideal e seria melhor ter outra solução.

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Quando o comando new foi executado, você gerou uma instância (um objeto) do tipo XYZ. Entretanto, a sua referência, obj, é do tipo ABC. Sem problemas.

Para acessar os métodos de XYZ você precisa indicar que apesar de ter uma referência XYZ, esta está apontando para um objeto ABC.

O cast faz este papel:
((XYZ) obj).getXYZ()

Pensando no bom uso do polimorfismo, o melhor seria que de forma transparente, isto é, sem a necessidade se conhecer o tipo objeto obj.

public class  ABC  { 
    int x = 0;   
    public int get() {  
        return x;
    }  
}

public class XYZ extends ABC  { 
     int y = 0;   
    public int get() {  
        return y;
    }  
}

public class XPTO extends ABC  { 
     int z = 0;   
    public int get() {  
        return z;
    }  
}

...

obj.get();  // Você não se importa sobre qual classe obj instanciou

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