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Bom dia,

A arquitetura do meu projeto é de micro-serviços que estão em containers docker. Em que tenho um ficherio docker-compose.yml para todos os micro-serviços.

A minha questão é: É melhor ter um ficheiro docker-compose.yml para todos os micro-serviços ou devo ter um ficheiro docker-compose por cada micro-serviço?

Obrigado

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  • eu particulamente prefiro a ideia de cada serviço ter o seu compose, até pq, tudo junto meio que fere a ideia de micro serviços, mas tem o incoveninete de repetir várias infrastrutras compartilhadas, e a resposta do tvdias dá uma boa solução pra isso 30/04/2020 às 9:34

2 Respostas 2

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Apesar de achar que é o tipo de resposta que será baseada em opiniões, acredito que possa ser útil para muitas pessoas, caso sejam compartilhadas sugestões para esse problema.

Já passei por essa situação, onde tenho um ambiente com mais de 30 serviços. Neste caso optei por ter diversos docker-composes. Em cada um dos arquivos tenho somente o serviço especificado no nome do compose e dependências exclusivas deste serviço. Um exemplo de dependência exclusiva são serviços de inicialização de dados para testes e DB migration, pois temos isso fora dos nossos serviços.

Como cada serviço tem o seu database, inicialmente criamos um DB em cada yml, junto com o serviço, entretanto, como todos usam o mesmo servidor de base de dados, optamos posteriormente por criar um compose "base" (ou de "infrastrutura"), onde adicionamos serviços como message bus e DBs. Esse compose base serve inclusive de "ponto de partida" para quando executamos docker-compose up.

Essa abordagem foi a escolhida por ser simples e "modular". Uma vez que dificilmente temos a necessidade de ter todos os serviços correndo ao mesmo tempo (usamos essa estrutura para testes em desenvolvimento). Desta forma qualquer desenvolvedor pode executar somente o compose que lhe interessa e as próprias definições no compose vão indicar as dependências necessárias para aquele serviço e o desenvolvedor pode então adicionar facilmente os demais composes ao comando.

Exemplo de docker-compose up:

docker-compose -f docker-compose.yml `
               -f part_servico_a.yml `
               -f part_servico_b.yml `
               up -d

Neste exemplo temos toda a parte de infra estrutura no docker-compose.yml e as aplicações nos part_servico_X.yml. Caso um desses serviços dependa de um outro serviço o comando apresentará o erro de forma clara e então podemos adicionar -f part_servico_X.yml ao comando.

Exemplo de docker-compose.yml base:

version: '3.4'

services:
  cassandra:
    image: cassandra
    ports:
      - "9042:9042"

  zookeeper:
    image: wurstmeister/zookeeper
    ports:
     - 2181

  kafka:
    image: wurstmeister/kafka
    ports:
      - "9092:9092"

  rabbitmq:
    image: rabbitmq:3-management
    ports:
      - "15672:15672"

  mongo:
    image: mongo
    ports:
      - "27017:27017"

Exemplo de part_servico_X.yml:

version: '3.4'

services:
  servico-X:
    image: <IMAGEM>
    restart: on-failure
    deploy:
      restart_policy:
        condition: on-failure
        delay: 5s
        max_attempts: 3
        window: 60s
    depends_on:
      - cassandra
      - cassandra-migration-servico-X
      - servico-Y
      - servico-Z

  cassandra-migration-servico-X:
    image: <IMAGEM>
    depends_on:
      - cassandra
-3

Mantendo múltiplos .yml você consegue manter o principio da coesão dos micro-serviços, ou seja, somente estará no .yml o necessário para a execução. Você pode orquestrar diversos micro-serviços subindo conforme o @tvdias citou e pensando em utilização de um service mesh como Istio, faz ainda mais sentido manter isso separado.

De qualquer forma, essa é uma decisão de projeto conceitual, ambas as formas funcionariam, mas provavelmente seja mais fácil de manter isolando esses .ymls.

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