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Estou estudando orientação a objetos e estou tendo algumas dúvidas na parte de encapsulamento. Por exemplo:

Class Url {

    private $url;

    public function setUrl($url) {

        if (filter_var($url, FILTER_VALIDATE_URL)) {
            $this -> url = $url;
        } else {
            $this->url= false;
        }
    }

    public function getUrl(){

        return $this->url;

    }


}

Como eu preciso validar o URL eu criei este setter, já que é uma melhor prática do que fazer a validação no construtor, correto?

Usarei ele fora da classe, mas esse getter não, então preciso mesmo criar ambos? Por que eu poderia usar a variável $url no contexto da classe, já que só usarei ela dentro da classe mesmo.

Aproveitando essa pergunta, entendi que eu só criaria o setter/getter se eu fosse alterar o valor da variável ao longo da aplicação, correto? Caso contrário eu poderia simplesmente "construí-la" no construtor? Exemplo:

public function __construct ($url) {

    $this->url = $url;

}
  • Melhorei a redação da pergunta mas vale a pena você dar uma revisada pois numa parte você diz que vai usar o valor fora da classe e noutro momento você afirma que não vai precisar do getter porque o valor só vai ser usado dentro da classe. Não mexi nessa parte (para adicionar um não à primeira declaração), para não radicalizar sua intenção. – Bruno Augusto 21/12/14 às 12:00
  • Eu quis dizer que usarei o setter fora da classe, mas poderia usar diretamente a variável $url, sem o getter, entendeu? – NBA YoungCoder 22/12/14 às 2:37
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Em Orientação a Objetos getters e setters participam do Princípio da Ocultação de Informação, o qual garante que uma propriedade esteja disponível para leitura ou gravação apenas em determinadas circunstâncias:

  • Private: Apenas quem definiu
  • Protected: Quem definiu e quem dele estender
  • Public: Todo mundo

Porém, tanto getters quanto setters são opcionais. E isso permite que você simule propriedades somente-leitura e até mesmo somente-escrita (se é que existe alguma aplicação prática pra isso) o que, até o presente momento, não podem ser feitos automaticamente a nível de interpretação:

No seu exemplo, definir visibilidade da propriedade Url::$url como private garante que ninguém possa alterar seu valor diretamente.

Se ela tivesse visibilidade public, isso poderia ocorrer:

$url = new Url;

$url -> url = 'Oi, eu sou Goku!';

E qualquer coisa que dependa de uma URL válida, falharia.

Sendo assim, você tem como garantir que apenas URLs sejam informadas como valor para esse argumento pois através de um setter, você pode validar.

Se esse valor precisar ser lido no contexto da instância, você deve adicionar um getter. Mas se esse argumento não puder ser alterado no mesmo contexto, você não precisa e nem deve ter um setter pois uma vez definida a URL ela deve ser mantida a mesma até o objeto ser destruído manualmente ou ao fim da Requisição.

Porém, apesar de o construtor de um objeto servir para construir o objeto (doh) ele não deve fazer tudo sozinho.

O ideal é delegar a tarefa de validação e atribuição do valor à propriedade através de um setter.

Mas você está se contradizendo!

Sim, pode parecer isso, mas assim como propriedades têm visibilidade configuráveis, assim são para com os métodos, então você pode sim ter um método especificamente criado para validar e setar um valor à essa propriedade, mas que não esteja disponível externamente:

class Url {

    private $url;

    public function __construct( $url ) {

        $this -> setUrl( $url );
    }

    private function setUrl( $url ) {

        if( filter_var( $url, FILTER_VALIDATE_URL ) === FALSE ) {

            throw new InvalidArgumentException(

                sprintf( '%s is not a valid URL', $url )
            );
        }

        $this -> url= $url;
    }

    public function getUrl(){
        return $this -> url;
    }
}

Perceba, também, a diferença nesse código em relação ao seu. Você aceita uma URL inválida o que te força a verificar manualmente se esse valor é uma URL válida quando sua classe precisar usar o valor dessa propriedade, de novo, de novo e de novo.

E isso derrota o propósito de um setter que é justamente garantir que a informação passada seja confiável.

Nesse exemplo, se a URL não passar na validação eu disparo uma InvalidArgumentException, uma Exceção nativamente disponível específica para ser usada quando um dado argumento for inválido para o propósito de quem o definiu.

Bons estudos :)

  • Obrigado, Muito boa a resposta, consegui pegar a ideia :) – NBA YoungCoder 22/12/14 às 3:01
  • 1
    Só um avisinho rs, o Sprintf não funciona porque você atribuiu à variável false, então não mostra a URL, mas já corrigi, Muito Obrigado :)) – NBA YoungCoder 22/12/14 às 5:25
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Não, você pode usar qualquer um dos dois isoladamente conforme sua necessidade. A boa prática é aquele que você precisa e está correta.

Se você não vai usar o getter publicamente, não o crie.

De fato se você também não precisa atribuir valor para uma propriedade publicamente, o que faz bastante sentido se não vai ter um getter, então também não tem porque criar um setter. Se precisa apenas inicializar um membro da classe, e eventualmente validar, faça no construtor.

Class Url {
    private $url;

    public function __construct ($url) {
        if (filter_var($url, FILTER_VALIDATE_URL)) {
            $this -> url = $url;
        } else {
            $this->url= false;
        }
    }
}

Coloquei no GitHub para referência futura.

Claro que depende de como você quer usar esta variável de instância $url. Eu imagino que tudo o que for manipulá-la dentro da classe não dependa da validação colocada no construtor, caso contrário seria interessante usar um método que sirva de intermediário para acessar a variável. Em geral você pode controlar o estado dela de forma mais confiável dentro da classe e não precisa da validação.

  • Entendi, mas fiquei um pouco confuso da explicação no final, se eu já a validei no construtor porque eu precisaria ter que criar um método para tal? então, não seria melhor criar logo o setter/getter para usar dentro da classe? Obrigado! – NBA YoungCoder 22/12/14 às 2:52
  • Exatamente, não costuma fazer sentido ter estes métodos no caso que você está demonstrando. O que poderia acontecer em um caso hipotético de uma classe complexa que fica manipulando algum dado e correndo o risco de colocá-la em estado inválido. Aí poderia ser interessante ter uma método que intermediasse isto para validar toda vez que ele é alterado. Mas tenha isto como algo raro. Este método seria o setter. – Maniero 22/12/14 às 2:58

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