3

estou analisando um exemplo de codigo (TPage.class.php, do livro PHP orientado a ojetos, Link Classe), o qual trabalha em função dos parametros passado na URL,

if ($_GET)//Verifica se foi passado algo junto com a URL
    //page1.php?method=listar
    //page1.php?class=Clientes&method=listar
    {
        $class = isset($_GET['class']) ? $_GET['class'] : NULL;
        //Vefirifica se foi passado uma Classe //POO
        $method = isset($_GET['method']) ? $_GET['method'] : NULL;
        //Vefirifica se foi passado um Método //Estruturado
        if ($class)
        {
            $object = $class == get_class($this) ? $this : new $class;
            if (method_exists($object, $method))
            {
                call_user_func(array($object, $method), $_GET);
            }
        }
        else if (function_exists($method))
        {
            call_user_func($method, $_GET);
        }
    }

Bem, estou com dificuldades para entender o que esta acontecendo dentro do if e else if, se alguem puder explicar ficaria agradecido.

Classe que utilizará a de cima:

<?php
include_once '../app.widgets/TElement.class.php';
include_once '../app.widgets/TPage.class.php';

class mundo{
    function helloWorld($param){
        echo 'Hello ' . $param['nome'] . '<br />';
    }
}

$pagina = new TPage();
$pagina->show();

?>

Pasta com todas as Classes utilitarias(Github)

  • vendo os exemplos no livro, e de codigo (Github) a linha: $object = $class == get_class($this) ? $this : new $class; se faz inutil bastando: $object = new $class; (fiz o teste de ambas as formas e obtive o mesmo resultado) se alguem discordar, compartilhe seu ponte de vista – Ricardo 14/12/14 às 13:40
10

Vou tentar explicar:

if ($_GET)

Supostamente, verifica se foi passado algo junto com a URL. Esse teste é desnecessário pois $_GET é um array superglobal e acredito que esteja sempre presente, independente de variables_order conter o indicador G ou não necessita confirmação

Portanto é uma condição desnecessária1. O menos errado, mas ainda assim desnecessário dadas as outras condições, seria:

if( count( $_GET ) > 0 ) {}

1. Se confirmada a influência de variables_order

$class = isset($_GET['class']) ? $_GET['class'] : NULL;

É a menor segurança possível de se fazer quando se trabalhando com querystrings: Verificar se um determinado índice (class) foi informado na URL e está presente no $_GET:

http://www.domain.com/index.php?class=something

É usado um operador ternário para se criar a variável. Esse operador funciona do seguinte modo:

$variable = ( test ? if_true : if_false );

No caso, se o parâmetro GET foi passado pela URL, ele estará presente no superglobal e este será o valor da variável $class. Se não estiver presente -OU- for nulo (característica de isset()), mantém-se o NULL.

O mesmo vale para $method, porém este se refere ao método da classe que será invocado.

if ($class)

Verifica se a variável acima foi criada. Esse teste foi feito de forma errada pois apenas testa se a variável foi criada. Independente do resultado do teste no ternário a variável será criada, seja com o valor esperado ou com NULL.

Além disso, se apóia no cast burro do PHP. Se você aprender a programar assim, quando e se você evoluir na linguagem poderá potencialmente ter sérios problemas para depurar problemas sutis nos seus códigos.

Um bom exemplo disso foi essa questão.

Por isso, sempre se deve delinear exatamente o que se está testando. Nesse caso, usando a função is_null() ou comparação tipada:

if( ! is_null( $class ) ) {}

Ou

if( $class !== NULL ) {}

$object = $class == get_class($this) ? $this : new $class;

Outro ternário sendo usado para se definir qual o objeto da classe será usado.

A função get_class() retorna o nome da classe do objeto passado. Caso o argumento vindo de $_GET e armazenado em $class seja igual ao nome da classe atual onde esse fragmento de código se encontra, a pseudo-variável $this será usada, indicando que o método desejado ($method) será buscado e invocado dentro dela mesma ou, caso exista, numa superclasse da qual essa estenda.

Caso contrário o valor recebido será instanciado como se fosse uma classe diferente.

De novo, ERRADO! O autor do código assume que o argumento vindo por $_GET é uma classe existente e localizável no/pelo sistema.

Por causa do segundo if mal-formulado e dada a ausência de um meio de se sair do fluxo dos outros if, o elseif não será executado pois a variável $class sempre vai existir, anulando a possibilidade desse argumento ser considerado como função.

O menos errado, a essa altura do código, seria usar class_exists() para verificar se é uma classe válida. Se não for, o teste falharia e o elseif funcionaria.

if (method_exists($object, $method)) {}

O parâmetro sendo considerado uma classe, isso verifica se o método vindo por $_GET ($method) existe na classe, seja a própria ou a diferente, instanciada.

call_user_func(array($object, $method), $_GET);

Se existir invoca, passando o array $_GET como argumento. Mais uma vez, ERRADO! Porque $_GET é um superglobal ele não precisa ser injetado em lugar nenhum.

O menos errado nesse caso, talvez, seria criar um novo array, cópia de $_GET e remover dele as entradas class e method, pois dificilmente esses valores poderiam ser necessários no método invocado.

else if (function_exists($method))

Se as condições estivessem sido definidas corretamente e esse elseif pudesse ser executado, seria invocada uma função conhecida pelo sistema.

A título de curiosidade, a lista de funções que poderiam ser invocadas, nativas ou definidas pelo programador, podem ser obtidas através de get_defined_functions().

A diferença entre call_user_func() e call_user_func_array() é que na primeira mútilplos argumentos são passados em uma lista infinita:

call_user_func( 'funcao', $param1, $param2 /** ... */ );

E a segunda recebe um array com N argumentos:

call_user_func( 'funcao', array( $params ) );

Porám, como foi passado $_GET e antes de ser um superglobal ele é um array, não tem diferença de uso entre as duas.

Num código bem escrito, call_user_func() é até aceito para criação de aliases de ´funções/métodos. Mas é tão complicado atingir certo grau de flexibilidade que quase sempre a outra versão é mais preferível.

Espero que ajude e, assumindo que tudo o que foi dito no seu post seja verdade, sugiro (opinião estritamente pessoal) que interrompa a leitura e procure outro material didático para que você aprenda do jeito certo desde o início.

  • Obrigado pela resposta, (muito bem explicada), uma observação minha é que a linha: $object = $class == get_class($this) ? $this : new $class; se faz inutil bastando: $object = new $class; (fiz o teste de ambas as formas e obtive o mesmo resultado) – Ricardo 14/12/14 às 14:55
  • Ele faz uma verificação se classe passado pelo parâmetro GET é igual a classe existente. Caso for, retorna ela mesmo, caso não for ela cria um novo objeto com a classe passada pela url da string $class – Alisson Acioli 14/12/14 às 15:09
  • Esse tipo de afirmação só é possível de ser confirmada se soubéssemos o restante do código. Pelo que se tem podemos apenas afirmar que esse fragmento está dentro de uma classe, mas não podemos dizer qual e nem onde (método). – Bruno Augusto 14/12/14 às 22:24
  • Olá @Bruno Augusto, o link para esta classe na integra esta na descrição da minha pergunta, a classe que estará utilizando a classe produto do meu questionamento estarei postando no final da minha pegunta. – Ricardo 15/12/14 às 11:57
  • Ok... Talvez eu tenha passado batido pelo link. u.u' Sim, de fato é uma condição desnecessária, mas eu me sentiria mais confortável conhecendo todo o restante, digo, onde, quando e como é suado TPage e TElement porque, numa primeirada olhada, acho que $this ao invés de $class faria muito mais sentido, já que um é filho do outro e $this não faz distinção entre classes e superclasses. – Bruno Augusto 15/12/14 às 12:06

Sua resposta

By clicking “Publique sua resposta”, you agree to our terms of service, privacy policy and cookie policy

Esta não é a resposta que você está procurando? Pesquise outras perguntas com a tag ou faça sua própria pergunta.