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Em C++ as variáveis estáticas são muito importantes. Vamos supor que eu queira fazer um fatorial que usa recursão.

unsigned long long int RecursionFatorial(unsigned int fator)
{
    static long long int FatReturn;
    if(fator == 0)
    {
        unsigned long long int FatReturn_ = FatReturn;
        FatReturn = 0;
        return FatReturn_;
    }
    else
    {
        if(FatReturn == 0) FatReturn = 1;
        FatReturn *= fator;
        RecursionFatorial(fator - 1);
    }
}

O código roda e dá o resultado esperado, mas o código fica maior: é preciso criar novas variáveis (não estáticas) para poder resetar as variáveis que são estáticas, checar se a nova é zero para poder alterar o valor (primeira chamada) e causa ocupação de memória desnecessária. Como devemos fazer a boa utilização de variáveis estáticas e depois limpá-las?

  • Na verdade, este uso que você fez de variáveis estáticas não é recomendado. Se duas threads chamarem a sua função em paralelo o resultado não vai ser definido. – C. E. Gesser 5/02/14 às 16:38
  • 3
    Uma curiosidade interessante é que a razão que FORTRAN 77 não permitia recursão é precisamente porque as variáveis locais e o valor de retorno das funções era armazenadas em locais estáticos ao invés de usarem a pilha. – hugomg 5/02/14 às 19:26
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Uma variável estática (declarada dentro de um método) irá manter seu valor entre chamadas sucessivas. Se você não deseja manter o valor entre chamadas sucessivas, por que não simplesmente usar variáveis locais (não estáticas)? O fatorial recursivo poderia ser implementado de forma mais simples (inclusive sem variáveis locais ou estáticas):

unsigned long long int RecursionFatorial(unsigned int fator)
{    
    if(fator == 0)
    {
        return 1;        
    }
    else
    {
        return fator * RecursionFatorial(fator - 1);
    }
}
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Se você precisa disso, tem algo errado no seu design.

Variáveis estáticas em funções devem ser usadas para armazenar um estado global, não um estado momentâneo da operação.

Em primeiro lugar, você não precisa de um estado para uma função recursiva. Você pode usar o valor de retorno diretamente:

unsigned long long fatorial(unsigned fator) {
    return fator == 0 ? 1 : fator * fatorial(fator-1);
}

Outra forma comum é usar um parâmetro para guardar o estado:

unsigned long long fatorial(unsigned fator, unsigned long long resultado = 1) {
    return fator == 0 ? resultado : fatorial(fator - 1, resultado * fator);
}

Mas se você insiste em ter um estado, você pode usar um objeto. Afinal objetos foram feitos para terem estados:

struct Fatorial {
    unsigned long long resultado ;
    Fatorial() : resultado (1) {}
    unsigned long long calc(unsigned fator) {
        if (fator > 0) {
            resultado *= fator;
            calc(fator-1);
        }
        return resultado;
    }
}

Fatorial().calc(4) // 24

Note que está uma bagunça e é de longe o ideal para uma recursão.

Agora respondendo a pergunta de fato:

unsigned long long fatorial(unsigned fator, bool reset=true)
{
    static unsigned long long resultado;
    if (reset) resultado = 1;
    if (fator > 0) {
        resultado *= fator;
        fatorial(fator-1, false);
    }
    return resultado;
}
  • No comecinho: "Vamos supor que eu queira fazer um fatorial[...]" – user2692 5/02/14 às 20:04
  • Não entendi. eu supus que você estava a fazer algo similar a um fatorial. O que disse em minha resposta se aplica. – Guilherme Bernal 5/02/14 às 20:22
  • Sim, ela está correta. Você disse sobre o design, mas é só um exemplo ;) – user2692 5/02/14 às 20:48
  • Sim. Mas se você está a usar variáveis estáticas para o estado de funções recursivas, sejam ou não fatorial, tem algo errado com o seu design. Considere uma alternativa. – Guilherme Bernal 5/02/14 às 20:55

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