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Quando aprendi a usar o método .end do jQuery, percebi que era uma ferramenta poderosa que garante muita expressividade ao código (e já fui logo vendo como integrá-la aos meus plugins). Embora eu tenha um conhecimento básico do seu funcionamento:

$(meuSeletor)       // Seleciona um conjunto de elemtentos   [meuSeletor]
    .fazAlgo()      // Faz algo com ele, mantém o conjunto   [meuSeletor]
    .find(sub)      // Acha um subconjunto, mas empilha o anterior [sub, meuSeletor]
        .fazAlgo()  // Faz algo com esse subconjunto               [sub, meuSeletor]
    .end()          // "Desempilha": volta o que tinha antes [meuSeletor]
    .fazAlgo();     // Faz algo com o conjunto original      [meuSeletor]

Algumas funções como o andSelf e o addBack ainda me intrigam (lembro de há muito tempo ter tentado usar o andSelf na prática, mas não teve o resultado esperado). Gostaria que alguém explicasse, de forma simples e sucinta, como funciona esse sistema de empilhamento do jQuery, e como isso pode nos beneficiar (na autoria de plugins, por exemplo).

  • A dúvida é sobre o sistema de empilhamento em si, ou sobre o addBack? – bfavaretto 5/02/14 às 1:36
  • @bfavaretto É sobre o sistema de empilhamento em si (o addBack, acabei de ver aqui que ele é semelhante ao addSelf - agora obsoleto). É fácil ver na API o que cada método individual faz, mas me falta a visão do todo. Achei que seria interessante perguntar aqui, em vez de ficar testando caso por caso tudo o que vier na minha cabeça (ex.: se eu fizer addBack depois end, o que será que acontece? se eu fizer pushStack e no objeto original eu fizer end, o que será que acontece? etc). – mgibsonbr 5/02/14 às 2:20
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Olhei o código-fonte é mais simples do que eu pensava. A pilha foi implementada como uma cadeia de objetos. Cada objeto jQuery pode ter uma propriedade prevObject, apontando para o objeto anterior. Portanto:

var o = $(meuSeletor);
var sub = o.find(sub);
sub.prevObject === o; // true

O end retorna o prevObject, ou um objeto jQuery vazio (acho):

end: function() {
    return this.prevObject || this.constructor(null);
}

O pushStack cria um novo objeto com os elementos passados e o próprio objeto que o invocou, e define o prevObject como esse último:

pushStack: function( elems ) {

    // Build a new jQuery matched element set
    var ret = jQuery.merge( this.constructor(), elems );

    // Add the old object onto the stack (as a reference)
    ret.prevObject = this;
    ret.context = this.context;

    // Return the newly-formed element set
    return ret;
}

O addBack cria um novo objeto, adicionando o prevObject ao atual (obrigado ao Gabriel Santos por localizar o código):

addBack: function(selector) { 
    return this.add(selector == null ? this.prevObject : this.prevObject.filter(selector)); 
}
  • Tem razão, parece bem simples. Fiz um único teste com o addBack, e parece que ele é uma "operação destrutiva" como qualquer outra (i.e. $('#meuDiv').siblings().addBack().end() volta pros irmãos; para voltar ao elemento original, precisaria de mais um .end()). Amanhã volto nessa pergunta. – mgibsonbr 5/02/14 às 3:59
  • 2
    addBack: function(selector) { return this.add(selector == null ? this.prevObject : this.prevObject.filter(selector)); } – user622 5/02/14 às 4:45
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É bem simples na verdade, as funções de seleção, retornam o próprio elemento, assim você pode usar o chamado encadeamento para dar uma continuidade natural no script.

É como fazer algo assim:

$.fn.test = function() {
    return this.each(function(){/* faz algo com cada elemento*/});
};

O uso ficaria assim: $('div').test();

E você poderia continuar pegando os parágrafos filhos por exemplo:

$('div').test().find('p');

Assim quando você utiliza de uma função que retorna um nó, ela executa seu escopo e retorna o mesmo nó para que continue sendo usando... É como se você caminhasse pelo DOM.

Aqui você chega até o elemento li e adiciona uma classe:

$('li').addClass('test');

Aqui do mesmo ponto em que parou, você pode subir até a lista elemento pai do item de lista atual e executar outra ação, como esconder por exemplo:

$('li').addClass('test').closest('ul').hide();

Isso diminui a escrita e melhora consideravelmente a performance em certos scripts.

Se quiser ver como um plugin faz isso por dentro você pode ver os padrões desenvolvidos pelo Addy Osmani da Google, eu inclusive contribui neste aqui: Best Options

  • Valeu pela resposta, mas acho que você interpretou mal a pergunta: não estou me referindo ao encadeamento simples, mas sim quando o jQuery "lembra" da última seleção e permite você voltar a ela depois. No seu último exemplo, você poderia fazer ...hide().end().addClass('foo'); e os lis - não a ul - ficariam com a classe foo [além de test]. – mgibsonbr 5/02/14 às 0:58
  • @mgibsonbr Entendi, então, na verdade o jQuery quando retorna para você um conjunto de nós, ele não retorna exatamente nós, ele retorna um objeto que ele mesmo gera, e neste objeto ele guarda além de os verdadeiros nós em um índice, esse "empilhamento" que é passado de uma função para outra, assim quando a função do encadeamento pega o objeto retornado pela função anterior ela sabe por quais seletores passou, e consegue fazer o caminho inverso por exemplo. Não vou me recordar qual o índice em que ele guarda já que é de pouca utilidade, mas se eu recordar comento aqui. – Diego Lopes Lima 5/02/14 às 1:08
  • Espero que eu tenha entendido agora rsrs ^^ – Diego Lopes Lima 5/02/14 às 1:10
  • Sim, é mais ou menos isso que você falou. Tem nuances, é claro, daí a razão da pergunta (i.e. para que alguém com mais experiência possa explicar direitinho como funciona). – mgibsonbr 5/02/14 às 2:25

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