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Estou estudando formas de aplicar Orientação a Objeto em JavaScript. Percebi que existem várias maneiras de fazer Herança em JavaScript. Fiz esse que achei simples e funcionou. Mas ela realmente está dentro dos padrões? está correta?

Segue o Código:

    function humano(){
        var nome;
        this.pensar = function(){
            return "Estou pensando";
        }

    }

    function animal(){
        this.comer = function(){
            return "Vou COMER!";
        }
    }


    humano.prototype = new animal();

    var pablo = new humano();
    pablo.nome = "Pablo";

    console.log(pablo.pensar());
    console.log(pablo.comer());
    console.log("Meu nome é " + pablo.nome);

Estudando mais, agora cheguei no seguinte código para Herança, essa seria uma forma avançada de herança em JavaScript? (obs.: As propriedades extras criadas foram para testar a passagem das propriedades por herança)

    var obj = {};
    var coisa = {
        nome: 'Rafael',
        idade: '35'
    };

    obj.y = 55;

    Object.defineProperty(obj,'x',{value: 1, writable: false, enumerable: false, configurable: true});

    Object.defineProperty(obj,'x',{get: function(){ return obj.y}});

    Object.defineProperty(Object.prototype,"extend",{
        writable: true,
        enumerable: false,
        configurable: true,
        value: function(o){

            var names = Object.getOwnPropertyNames(o);

            for(var i = 0; i < names.length; i++ ){
                if(names[i] in this) continue;

                var desc = Object.getOwnPropertyDescriptor(o,names[i]);

                Object.defineProperty(this,names[i],desc);
            }
        }
    })

    obj.extend(coisa);
    coisa.extend(obj);

Qual a melhor maneira? Obrigado

  • 1
    Não existe forma "correta". Existe a mais apropriada para cada caso. Fazer herança ao determinar que o protótipo de uma função seja um objeto é comum e não há nada de errado com isso. Se resolveu o problema para o seu exemplo de forma simples, então é válido. – Renan 27/11/14 às 14:07
  • 1
    Só mais uma coisa. A variável nome na função humano é perdida para sempre depois que a função é executada. Ela não faz parte do protótipo de humano, nem de um closure, e nem do objeto retornado. Quando você chama seu humano de Pablo, você cria uma nova propriedade no objeto. Então pode descartar esse var nome sem problemas. – Renan 27/11/14 às 14:10
  • 2
    Procure não ter pressa para aceitar uma resposta. Eu estava há uns 10 minutos escrevendo uma bem completa, mas acho que nem vou postar mais... :P – mgibsonbr 27/11/14 às 14:15
  • 1
    Estamos aqui para que nossas repostas sejam aceitas? Ou para ajudar a comunidade? Mas mesmo assim sou grato pelo seus 10 minutos @mgibsonbr. Muito Obrigado – Michael Alves 27/11/14 às 14:19
  • 1
    @mgibsonbr eu gostaria de ver sua resposta! Embora concorde que a pessoa deva esperar um pouco pra aceitar uma resposta kkkk – Renato Gama 27/11/14 às 16:20
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Como está a usar é correto.

Talvez seja interessante melhorar alguns detalhes. Por exemplo pode fazer o nome ser propriedade interna e assim fazer parte do protótipo de humanos:

function humano(nome) {
    this.nome = nome; 

Assim evita fazer

var pablo = new humano();
pablo.nome = "Pablo";  // aqui a propriedade "nome" é local ao pablo, e não a outros humanos

e pode fazer somente

var pablo = new humano('Pablo');

O mesmo se aplica ao que ele está a comer, por exemplo.
Passando comida como argumento aqui:

function animal(comida) {
    this.comer = function () {
        return "Vou comer " + comida + "!";
    }
}

então pablo.comer() vai dar resposta mais interessante.

Poderia ainda fazer de this.comida um método que guarda o que ele come. Por exemplo:

function animal() {
    this comida = function (comida){
        this.comer = 'Eu gosto de ' + comida;
    }
}

Dê uma olhada ao exemplo em baixo:

function Humano(nome) {
    this.nome = nome; 
    this.pensar = function () {
        return "Estou pensando";
    }

}

function Animal() {
        this.comida = function (comida){
            this.comer = 'Eu gosto de ' + comida;
        }
}

Humano.prototype = new Animal();
var pablo = new Humano('Pablo');
var coelho = new Animal();

pablo.comida('Lasanha');
coelho.comida('Cenoura');

console.log(pablo.pensar());
console.log(pablo.comer);
console.log("Meu nome é " + pablo.nome);
console.log(coelho.comer);

Por norma usamos letra grande no inicio do nome de uma Classe. Assim deveria ser Humano e Animal.

  • A sua resposta, na minha opinião é muito boa, só mudaria uma coisa: o seu objeto animal não precisa ser inicializado com uma "comida", pra mim isso não faz sentido. Comida deveria ser uma parâmetro da função comerDa forma como você fez, o seu animal sempre comeria lasanha... rsrsr – Reinaldo Oliveira 27/11/14 às 16:37
  • Reinaldo tens razão, os Coelhos podem não gostar de Lasanha :) Foi um exemplo e pode ser melhorado. Vou melhorar obrigado. (e podes apagar esta resposta entretanto) – Sergio 27/11/14 às 16:47
  • @ReinaldoOliveira Converti sua resposta para comentário. Sinto muito pela perda dos pontos, mas pelo visto você tem conhecimento suficiente para recuperá-los bem rápido postando outras respostas ;) – bfavaretto 28/11/14 às 17:20
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Como disse o Renan, não existe forma "correta", e essa solução funciona bem no seu exemplo. Mas eu gostaria de mostrar uma outra que resolve um problema comum da sua solução. O problema ocorre quando o construtor da "superclasse" 1 espera um parâmetro obrigatório. Por exemplo:

function Animal(caracteristicas) {
    this.classe = caracteristicas.classe
    this.patas = caracteristicas.patas
}
Animal.prototype = {
    comer: function() {}
}

function Humano() {
    // ...
}
Humano.prototype = new Animal({
    classe: "mamíferos",
    patas: 2
});

No exemplo acima, para ciar um objeto Humano.prototype é preciso passar os parâmetros ao construtor como objeto. Vai dar erro se você não passar, porque o código do construtor tenta acessar as propriedades desse objeto. Claro que é possível tratar esse erro dentro do construtor Animal, mas não é uma solução genérica.

Existe uma outra maneira de se criar um objeto que tenha o método comer (portanto, um objeto que herde de Animal.prototype) sem invocar o construtor, evitando o problema:

function Humano() {
    // ...
}
Humano.prototype = Object.create(Animal.prototype);
var pessoa = new Humano();
pessoa.comer(); // funciona!

Essa é uma maneira mais flexível de se trabalhar a herança, pois não depende da invocação dos construtores. Se a sua cadeia de protótipo é longa e vários construtores possuem parâmetros que podem causar o problema que mencionei, considere utilizar este método.


(1) Não se trata exatamente de superclasse em JS, já que a linguagem usa herança prototípica.

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