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Possuo uma aplicação de learning baseada em wordpress, e possuo ainda diversas vídeo aulas no diretório public_html/wp-content/uploads/...

Gostaria de impedir o acesso direto a esses vídeos, uma vez que que é necessário realizar a aquisição do curso para poder assisti-los.

Ao estudar a questão deparei-me com as seguintes proposições de solução para este problema:

Solução 1: Bloquear requisições vindas da WEB, utilizado um arquivo .htaccess, aos meus arquivos de vídeo (.mp4) e servi-los ao cliente com PHP, através da função readfile(). Deste modo eu poderia verificar se o usuário pode acessar o arquivo, antes de servi-lo. Esta solução é funcional, mas não me agradou, pois acredito que o consumo de recursos do servidor será muito alto, já que o PHP estará lendo/processando os arquivos.

Neste caso adicionaria um arquivo .htaccess em wp-content/uploads/ com a seguinte diretivas:

     Rewriterule \.mp4$ dl-file.php [L]

E usaria um script (dl-file.php) análogo a este para servir o arquivo de vídeo :

 /*
 * dl-file.php
 *
 * Protect uploaded files with login.
 *
 * @link http://wordpress.stackexchange.com/questions/37144/protect-wordpress-uploads-if-user-is-not-logged-in
 *
 * @author hakre <http://hakre.wordpress.com/>
 * @license GPL-3.0+
 * @registry SPDX
 */

require_once('wp-load.php');

is_user_logged_in() ||  auth_redirect();

list($basedir) = array_values(array_intersect_key(wp_upload_dir(), array('basedir' => 1)))+array(NULL);

$file =  rtrim($basedir,'/').'/'.str_replace('..', '', isset($_GET[ 'file' ])?$_GET[ 'file' ]:'');
if (!$basedir || !is_file($file)) {
    status_header(404);
    die('404 &#8212; File not found.');
}

$mime = wp_check_filetype($file);
if( false === $mime[ 'type' ] && function_exists( 'mime_content_type' ) )
    $mime[ 'type' ] = mime_content_type( $file );

if( $mime[ 'type' ] )
    $mimetype = $mime[ 'type' ];
else
    $mimetype = 'image/' . substr( $file, strrpos( $file, '.' ) + 1 );

header( 'Content-Type: ' . $mimetype ); // always send this
if ( false === strpos( $_SERVER['SERVER_SOFTWARE'], 'Microsoft-IIS' ) )
    header( 'Content-Length: ' . filesize( $file ) );

$last_modified = gmdate( 'D, d M Y H:i:s', filemtime( $file ) );
$etag = '"' . md5( $last_modified ) . '"';
header( "Last-Modified: $last_modified GMT" );
header( 'ETag: ' . $etag );
header( 'Expires: ' . gmdate( 'D, d M Y H:i:s', time() + 100000000 ) . ' GMT' );

// Support for Conditional GET
$client_etag = isset( $_SERVER['HTTP_IF_NONE_MATCH'] ) ? stripslashes( $_SERVER['HTTP_IF_NONE_MATCH'] ) : false;

if( ! isset( $_SERVER['HTTP_IF_MODIFIED_SINCE'] ) )
    $_SERVER['HTTP_IF_MODIFIED_SINCE'] = false;

$client_last_modified = trim( $_SERVER['HTTP_IF_MODIFIED_SINCE'] );
// If string is empty, return 0. If not, attempt to parse into a timestamp
$client_modified_timestamp = $client_last_modified ? strtotime( $client_last_modified ) : 0;

// Make a timestamp for our most recent modification...
$modified_timestamp = strtotime($last_modified);

if ( ( $client_last_modified && $client_etag )
    ? ( ( $client_modified_timestamp >= $modified_timestamp) && ( $client_etag == $etag ) )
    : ( ( $client_modified_timestamp >= $modified_timestamp) || ( $client_etag == $etag ) )
    ) {
    status_header( 304 );
    exit;
}

// If we made it this far, just serve the file
readfile( $file );

Neste caso os arquivos de vídeo não estariam fora de public_html, uma vez que eu ainda precisaria avaliar as consequências disso, para minha aplicação Wordpress, e ainda os impactos sob alguns utilitários que utilizo, baseados na API interna do WP-CLI.

Solução 2: Utilizar um módulo do apache chamado mod_xsendfile para servir o arquivo, após verificar, com PHP, se o usuário pode ou não obter acesso àquele vídeo. mod_xsendfile é um módulo não oficial, de um terceiro, e a última atualização data de 2012. Devido a estes fatores, somado ao fato do projeto não possuir uma comunidade ativa, optei por não utilizar esta solução.

Solução 3: Impedir o acesso direto através de um arquivo .htacess realizando a checagem do header %{HTTP_REFERER}. Este não é um modo confiável, uma vez que devo permitir, por questões de usabilidade, o acesso quando %{HTTP_REFERER} também for vazio, ou seja, basta um cliente modificar %{HTTP_REFERER} para ter acesso às vídeo aulas (.mp4) privadas. Caso o valor de %{HTTP_REFERER} fosse confiável, em 100% das vezes, esta seria uma boa solução, pois a entrega do arquivo de vídeo estaria condicionada à minha aplicação, que decide se o usuário deve ou não acessar a aula.

Solução 4: Utilizar um plugin denominado Prevent Direct Access imagem do cabeçalho do plugin no repositório oficial do worpress Para entregar o arquivo ao usuário o plugin utiliza-se de um script muito semelhante ao exibido na solução 1, o que também o tornou inviável, além do custo da licença ser alto. Mas em linhas gerais é uma boa solução quando os arquivos a serem disponibilizados não são muito grandes.

Solução 5: Por fim eu imaginei uma possível solução para meu problema, mas me falta, ainda, o conhecimento necessário para verificar sua aplicabilidade, segue:

Sempre que um usuário realizar uma requisição direta a um arquivo de vídeo eu realizo a checagem de uma flag através de um arquivo .htaccess. Quanto a esta flag eu ainda não sei ao certo o que ela pode ser, um parâmetro get, ou então uma variável de ambiente do apache, ou ainda um header.

Se esta flag possuir um dado valor eu realizo o envio do arquivo, ou então caso ela possua um outro valor, diferente do necessário para que o arquivo seja enviado, o mesmo não é enviado ao usuário. Por fim se esta flag não existir, no momento da checagem, eu reescrevo a URL com uma diretiva RewriteRule que apontará a um script PHP.

Este script verifica se o usuário pode ou não acessar o arquivo de vídeo (verifica se esta logado e se realizou a compra do curso, basicamente) e então seta a respectiva flag, e faz uma nova requisição ao arquivo de vídeo, o que fará com que o .htaccess executado anteriormente seja executado novamente, porém agora a flag existe, pois foi definida no script. Com isso o arquivo .htaccess encontrará a flag definida, e em função do valor decide por entregar ou não o arquivo solicitado ao usuário. Após enviar a resposta a flag é então destruída.

Como mencionei, não sei dizer se isto é possível, e quais estruturas utilizar. Trata-se de uma suposta solução, que preciso verificar se é possível. Caso não seja como eu poderia fazer para impedir o acesso direto aos vídeos, lembrando de considerar as soluções que já encontrei e descartei anteriormente.

  • coloca .htaccess com: deny from all – Lucas Antonio 29/10 às 13:39
  • Mas neste caso como eu serviria ao usuário os vídeos? Teria de realizar a leitura dos mesmos com PHP? – Allan Dantas 29/10 às 13:42
  • 1
    Sobre o 2, apesar de não ser algo muito atualizado (afinal, é bem simples, nao tem o que atualizar), não tem problema nenhum usar X-SendFile no Apache atualmente. Qual foi a dificuldade encontrada? Inclusive, tem disponível pronto para muitas distros. Ex: centos.pkgs.org/7/epel-x86_64/… - O único caminho que vejo para o seu caso é realmente permitir o acesso após login, seja por X-SendFile ou mesmo por um PHP servindo arquivo gravado fora da raiz do site (que é o normal e simples de se fazer nesses casos). – Bacco 29/10 às 14:41
  • 1
    Uso X-SendFile constantemente para aliviar o trabalho do PHP, mas lembre-se que se não quiser usar, tem o readfile(); do próprio PHP, que pode pegar arquivos fora da raiz sem problema (que é parcialmente seu 1). Só dou preferência ao módulo justamente para não ter o PHP processando o stream à toa se posso deixar para o Apache. Sobre o link, é uma opinião, de uma pessoa, que até pode ser válida, mas tem que relativizar um bocado. – Bacco 29/10 às 15:08
  • 1
    Sobre o 1, falei em relação ao htaccess, nao ao readfile() - no sentido de que é melhor colocar os arquivos fora da raiz, em vez de ter que criar bloqueios. Não entendi o que quis dizer com "ter que processar os arquivos" nesse contexto. – Bacco 29/10 às 15:13
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Coloque os arquivos que você deseja proteger em um subdiretório do diretório em que seu código está sendo executado:

www.foo.com/player.html
www.foo.com/videos/video.mp4

Salve um arquivo nesse subdiretório chamado ".htaccess" e adicione as linhas abaixo:

www.foo.com/videos/.htaccess

Conteúdo do .htaccess:

RewriteEngine on
RewriteCond %{HTTP_REFERER} !^http://foo.com/.*$ [NC]
RewriteCond %{HTTP_REFERER} !^http://www.foo.com/.*$ [NC]
RewriteRule .(mp4|mp3|avi)$ - [F]

Agora, o link de origem será falso, mas ainda precisamos garantir que qualquer usuário que esteja tentando fazer o download do arquivo não possa receber diretamente o arquivo.

Para uma solução mais completa, coloque seu vídeo com uma tela falsa (ou tela em html) e nunca vincule diretamente ao vídeo. Para desabilitar o botão direito do mouse adicione ao seu HTML:

<body oncontextmenu="return false;">

O resultado:

www.foo.com/player.html reproduzirá o vídeo corretamente, mas se você visitar www.foo.com/videos/video.mp4 receberá uma mensagem de erro:

Error Code 403: FORBIDDEN

OBS: Isso funcionará para download direto, cURL, hotlinking, etc.

Para dificultar ainda mais, você pode mandar uma requisição para o servidor através de um hash md5 temporário, e retornar seu vídeo, através desta instância temporária, dessa maneira não terá um caminho completo do vídeo dentro da sua tela falsa quando expirar esse hash.

Exemplo arquivo (load_video.php):

//digamos que você tem isso no banco de dados
$videos = [
 ['directory' => 'videos','file' => 'video_nome_1', 'type' => 'mp4', 'id' => 1],
 ['directory' => 'videos','file' => 'video_nome_2', 'type' => 'mp4', 'id' => 2]
 ['directory' => 'videos','file' => 'video_nome_3', 'type' => 'mp4', 'id' => 3]
];

$data_list_videos = [];

foreach($videos as $k => $video) {
    $data_list_videos[md5($video['id']. range('a', 'd'))] = $video;
}

if($_POST) {
   $validate = (new DateTime())->getTimestamp();  
   $video = $data_list_videos[$_POST['video']];
   return json_encode([
     'status' => true,
     'video' => base64_encode($video),
     'validate' => $validate
   ]); 
}

Na sua view você poderia chamar algo assim com ID 2 por exemplo, e setar o caminho da vídeo no seu elemento #leitor, no caso estou usando a biblioteca jquery para fazer um post:

<script>
     <?php $id = md5(2 . range('a', 'd')); ?>

            $.post('/load_video.php?video=<?php echo $id?>',function(rtn) {
                var data = JSON.parse(rtn);
                  if(data.status && (<?php echo (new DateTime())->getTimestamp();?> == data.validate)) {

                   var result = data.video;
                   var data_video = window.atob(result);
                  var srcVideo = [
                       '/',
                       data_video.directory,
                       '/',
                       data_video.file,
                       '.',
                       data_video.type,
                       '?',
                       validate=data.validate
                  ];
             var leitor = document.querySelector('#leitor');
             $.get('/leitor.php?video='+window.btoa(srcVideo.join(''))+'&validate='+data.validate, function(srcVideo) { 
                   leitor.src = JSON.parse(srcVideo).src;
                   leitor.setAttribute('type', 'video/'+data_video.type);
             });

       }
 });
</script>
    <video width="320" height="240" controls>
      <source id="leitor">
    </video>

No arquivo de vídeo, pode ser um leitor.php você carrega um leitor de video ele retorna a url:

/leitor.php?validate=1572363160&video=L3ZpZGVvL3ZpZGVvX25vbWVfMi5tcDQ=

   if ($_GET['validate'] == (new DateTime())->getTimestamp()) {
       echo json_decode(['src' => base64_decode($_GET['video'])]);
    }
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    Obrigado por seu tempo Ivan. Um usuário não conseguiria alterar %{HTTP_REFERER} ? Há aplicativos de proxy que enviam %{HTTP_REFERER} vazio, deste modo um usuário que comprou o curso, mas possui um destes aplicativos rodando em sua máquina não teria problemas ao acessar o vídeo ? – Allan Dantas 29/10 às 14:34
  • 2
    @AllanDantas qualquer curioso altera o REFERER sem problema nenhum. Em geral, REFERER não protege nada importante. O máximo que dá pra evitar é hotlinks onde o "espertinho" não tem controle sobre o browser de terceiros, mas não protege conteúdo. Exemplo de uso válido do REFERER: minimizar consumo de banda indevido em larga escala (vc permite só em branco ou igual o do site, e descarta sites de terceiros). Exemplo de uso inválido é o seu caso, onde o atacante tem controle do processo de download. – Bacco 29/10 às 14:46
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    Tem que encontrar uma maneira assíncrona de fazer isso, mas é só uma ideia para ajudar vc a pensar numa estratégia para o seu problema... – Ivan Ferrer 30/10 às 13:43
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    Há outras maneiras de criptografar isso..., usando password_hash() ou openssl_encrypt(), por exemplo, veja um como usar aqui. – Ivan Ferrer 1/11 às 11:03
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    Fiz um exemplo no ideone para você ver como fazer isso. – Ivan Ferrer 1/11 às 11:11

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