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Estou desenvolvendo um sistema cuja uma das tabelas representa pessoas. Naturalmente, o documento mais preciso para representar unicamente uma pessoa é o CPF. No entanto, o sistema prevê a possibilidade de que pessoas estrangeiras residentes no Brasil possam se cadastrar.

Pessoas estrangeiras não têm obrigatoriedade de emitir um CPF. Desta forma, penso em algumas possibilidades:

  • Passaporte
  • RNE

Apesar desses documentos conseguirem representar de forma única uma pessoa, temos os seguinte problemas:

  • O Passaporte, apesar de ser comum entre não-estrangeiros e estrangeiros, não é obrigatório, e creio que a maioria dos usuários do sistema não possuiriam.
  • O RNE é obrigatório, mas apenas para estrangeiros.

Considerando a situação acima, qual a melhor solução para representar unicamente uma pessoa em minha base de dados?

  • Utilizar ambos os campos CPF e RNE, obrigando que a coluna possua um ou o outro.
  • Utilizar outra chave única (citar qual e explicar o motivo).

marcada como duplicata por Guilherme Nascimento, Maniero banco-de-dados 22/07 às 0:47

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  • me parece que está confundindo um pouco os conceitos de chave com uma validação unique. A chave pode ser um campo numérico sequencial que vai garantir a cada registro um valor único. A chave é um requisito do banco e não necessariamente precisa ser um atributo de negócio, por isso não precisa ser qualquer campo que o negócio necessita, como nomes, datas ou documentos. Sugiro criar um simples campo numérico que se incremente sozinho, e colocar constraints nos outros campos para que não se repita e estará resolvido o problema – Ricardo Pontual 21/07 às 20:36
  • Não há confusão. Não estou me referindo à chave primária não natural do banco. Essa será feita de forma incremental. Mas sim de uma chave auxiliar única (unique index) que me permita representar de forma natural e única uma pessoa. Posso fazer uma validação no backend sem dificuldades, mas estou questionando a forma correta de fazer isso no modelo de dados do banco. – Mateus Felipe 21/07 às 20:38
  • se já tem uma chave primária incremental, a única validação no nível do banco que pode ser feita é definir um campo como unique. Agora se o campo pode conter valores nulos isso não será possível, então terá de validar a nível de código – Ricardo Pontual 21/07 às 20:41
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    uma outra alternativa seria criar um campo único para o documento, tanto passaporte quanto rne, e um outro campo dizendo qual o tipo do documento, assim o documento nunca seria nulo, e poderia criar um índice unique com o tipo documento+documento, acho que seria uma boa ideia – Ricardo Pontual 21/07 às 20:48
  • É uma boa pergunta! Geralmente não uso essas informações como chave, porém uso um UUID ou um ID numérico normal, juntamente com um campo único de e-mail. – Vinicius Brasil 21/07 às 20:55
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Você está partindo da premissa que a única solução para o seu problema é usar um campo contendo um código numérico extraído de um documento oficial como chave única porém, se esquece quem nem toda pessoa possui os mesmos documentos.

Se estamos falando de qualquer pessoa, brasileira ou estrangeira, usar números de documentos não é uma boa ideia pois:

  • A mesma pessoa pode possuir mais de um CPF;
  • Nem toda pessoa é de origem brasileira;
  • Nem todo brasileiro possui um passaporte;
  • Nem todo estrangeiro possui um CPF;

Se estamos falando de pessoa, temos que considerar atributos naturais de uma pessoa, tais como:

  • Nome;
  • Nome da Mãe;
  • Data de Nascimento;
  • Estado de Nascimento;
  • Cidade de Nascimento;

E até mesmo:

  • País de Nascimento;
  • Planeta de nascimento;
  • Galáxia de Nascimento;

Sim, irmãos gêmeos com nomes idênticos podem ser uma exceção. Mas, que tipo de mãe daria o mesmo nome para dois filhos diferentes ?!

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